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Bra$il em foco

Com conta de luz cara e incentivos, a energia solar vai explodir no país

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A perspectiva de que a tarifa de energia elétrica no Brasil tenha reajuste de mais de 15% este ano, mesmo com o verão mais chuvoso até agora no Sudeste/Centro-Oeste, e a promulgação da Lei 14.300 deverão levar a uma explosão de projetos de geração solar fotovoltaica no país.



A previsão da Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD) é de que a capacidade de geração dos sistemas fotovoltaicos salte de 8,8 gigawatts (GW) para 15GW em 2022. Além do custo da energia no Brasil – que tinha a segunda tarifa mais cara do mundo em 2018, atrás da Alemanha –, o incentivo da legislação com benefícios para geração distribuída deve levar a uma corrida por instalações de geração solar, como forma de escapar dos aumentos das distribuidoras e das bandeiras no consumo (este ano, a bandeira da escassez hídrica de R$ 14,20 a cada 100 quilowatts consumidos deve vigorar até abril).

A principal vantagem mantida na regulamentação do marco da micro e minigeração distribuída é a possibilidade de compensação. Os consumidores com unidades de geração solar podendo compensar a energia gerada recebendo créditos na conta de luz pelo saldo positivo injetado na rede de distribuição por um prazo de 12 meses.

E não apenas a geração distribuída em prédios, comércios, fazendas e pequenas fazendas solares (até 5MW) deve registrar crescimento. A previsão da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltáica (Absolar), que inclui a geração centralizada de “grandes usinas solares”, é de que sejam adicionados mais de 11,9GW de potência na geração centralizada, com a capacidade saltando dos atuais 13GW para mais de 24GW.




 
Na geração distribuída, a Absolar prevê crescimento de 105% e mostra mais otimismo do que a ABGD ao prever um salto para 17,2GW. Nas contas da Absolar, os investimentos em usinas solares centralizadas e distribuídas, este ano, devem somar RS 50,8 bilhões e gerar 357 mil empregos, sendo que R$ 40,6 bilhões devem ser feitos por pequenos geradores.

“A geração própria de energia solar é atualmente uma das melhores alternativas para fugir das bandeiras tarifárias e, assim, aliviar o bolso do cidadão e do empresário neste período de escassez hídrica”, diz o presidente da Absolar, Rodrigo Sauaia,

O presidente da Comissão de Minas e Energia da Assembleia Legislativa de Minas, deputado Gil Pereira, diz que o marco regulatório representa a garantia da segurança jurídica, a atratividade e os incentivos vigentes “que levaram ao crescente avanço da GD solar em telhados e áreas de casas, condomínios, comércios, indústrias e propriedades rurais”, afirma.

O parlamentar, um dos defensores de incentivos para a geração solar no estado, comemora o fato de Minas, líder no segmento, ter atingido o recorde de 1,5GW de potência instalada no início deste ano, apenas nove meses após atingir 1GW em maio do ano passado.





E o crescimento dos investimentos no aumento da capacidade de geração fotovoltaica do país vai continuar nos próximos anos. Na semana passada, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) apresentou o Plano da Operação Elétrica de Médio Prazo do Sistema Interligado Nacional, com a previsão de R$ 23,9 bilhões, e destaque para as energias renováveis, com a capacidade instalada de fontes solares e eólicas chegando a 36GW.

A diversificação da matriz é a melhor estratégia para fugir dos riscos de racionamento associados aos períodos de seca e ao uso de combustíveis fósseis por usinas termelétricas, acionadas sempre que é preciso assegurar o suprimento de energia no país. Energia cara tira a competitividade das empresas e corrói a renda da população.
 

Cofres públicos


R$ 15,8 bilhões

É a previsão de aumento líquido no recolhimento de impostos nos governos federal, estaduais e municipais pelo setor solar fotovotaico.





Tecnologia

Pesquisador do IEEE, Edson Watanabe prevê que a entrada do sistema 5G no país possa levar a uma redução no consumo de energia. “Com o 5G, a medição de parâmetros do sistema elétrico e sua transmissão para fins de controle podem ser realizadas na ordem de microssegundos”, diz ele, ao considerar ganho de eficiência no sistema. Watanabe lembra ainda que a tecnologia vai acelerar as smart grides (redes inteligentes).

Tintas

Apesar da queda na indústria brasileira, o setor de tintas teve bons resultados. A Anjo Tintas, uma das maiores do setor, cresceu mais de 30% no ano passado, segundo informou o diretor de Marketing da empresa, Filipe Colombo. A empresa está investindo R$ 70 milhões na expansão das unidades de Criciúma, em Santa Catarina, e na filial em Bragança Paulista, em São Paulo. A previsão é de que as obras terminem este ano.

audima