Publicidade

Estado de Minas Bra$il em foco

Esforço para evitar apagão ou racionamento chegando? A culpa é da chuva?

As próprias ações previstas pelo governo para evitar apagões incluídas em medida provisória já são conhecidas como a MP do Racionamento


17/06/2021 04:00 - atualizado 17/06/2021 16:49

(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)

Temos uma crise hídrica tão grave quanto aquela experimentada em 2001, quando foi necessário adotar o racionamento de energia elétrica, com previsão de corte no fornecimento de consumidores que não se enquadrassem nas exigências de economia e que resultou em um tombo de três pontos percentuais na geração de riqueza do país, mas diferentemente do que ocorreu há 20 anos, o risco de desbastecimento é muito baixo, mesmo com os reservatórios do Su- deste/Centro-Oeste chegando a 34,7% de armazenamento em 30 de abril, contra 32,3% na mesma data em 2001.

Mas, desde outubro do ano passado, em tese, no início do período chuvoso, o Ministério das Minas e Energia, O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) perceberam o agravamento da situação hídrica, diante da maior seca em 91 anos.

Hoje, o país tem mais capacidade para enfrentar uma crise hídrica severa em virtude de um regime de chuvas muito abaixo do normal durante o período chuvoso nos últimos anos muito maior do que em 2001. Se em 2001. dos 74,9 gigawatts (GW) de capacidade de ge- ração de energia um percentual de 83,3% dependia das hidrelétricas, hoje, com 174,7 GW de capacidade, as hidrelétricas respondem por 62,5%.

Junto com a expansão da geração hidrelétrica, que cresceu cerca de 75% em 20 anos, a termelétrica saltou de 16,7% da capacidade para 24%, enquanto eólica e solar, que eram praticamente inexistentes em 2001, re- presentam, hoje, 10,6% e 2%, respectivamente.

Mas mesmo com essa diversificação, a partir de outubro, ou seja, no início do período chuvoso, o governo já acionou as térmicas e autorizou o aumento de importações de energia da Argentina e do Uruguai, medidas que não foram suficientes para assegurar a recuperação dos níveis dos reservatórios das hidrelétricas e trouxeram ao país ao quadro atual, que apesar da garantia de fornecimento, não escapa de ser visto como de racionamento de energia elétrica, seja por campanhas para uso consciente, incentivo para indústrias operaram foram do horário de pico de consumo, centralização de decisões com prioridade do uso da água dos reservatórios nas bacias hidrográficas dos rios Paraná e São Francisco e imposição de custo maior (leia-se bandeira ta- rifária) sobre o consumo a partir de 100 kWh.

As próprias ações previstas pelo governo para evitar apagões, incluídas em medida provisória, já são conhecidas como a MP do Racionamento. Entre as medidas visando ajustar a escassez hídrica à necessidade energética do país, o governo vai elevar o valor da bandeira tarifária vermelha nível 2 dos atuais R$ 6,34 a cada 100 kWh para algo entre R$ 7 e R$ 7,60, reservar água na Bacia do São Francisco e reduzir a vazão nas usinas de Jupiá e Poto Primavera.

Garantia de combustível para operação de todas as térmicas disponíveis, campanha publicitária de conscientização do uso da água, incentivo financeiro para grandes consumidores operarem fora do pico de consumo e criação da Câmara de Regras Operacionais Excepcionais para Usinas Hidrelétricas (Care) que pode impor o uso prioritário das águas armaze- nadas para gerar energia.

São medidas para assegurar que os reservatórios usinas na Bacia do Rio Paraná, que respondem por mais de 53% da capacidade de armazenamento de água do Sistema Interligado Nacional (SIN) não cheguem a novembro com apenas 7,5% da sua capacidade, mas sim com 10,3%.

Será esse o resultado do esforço, do ponto de vista da gestão hídrica nos principais reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste, que representam 70% da capacidade de geração hidrelétrica do país. Detalhe, o patamar será inferior ao nível mínimo histórico dessas usinas nesse período do ano, que é de 15,5%.

Além disso, haverá um custo de R$ 9 bilhões para os consumidores, com a operação das térmicas. É esforço para não deixar o país desabastecido de energia elétrica, mas é racionamento já que as condições normais de suprimento deixaram de existir.

Opção

R$ 93 bilhões

É o valor do investimento previsto em geração distribuída de energia elétrica até 2030, segundo levantamento da EPE


Mesa vazia


O consumo em restaurantes, bares, lanchonetes e padarias do país teve queda de 33,2% em abril deste ano em relação ao mesmo mês de 2019, segundo dados do ICR da Alelo em parceria com a Fipe. Em Minas Gerais, a queda foi de 31,9% na mesma base de comparação. Em termos de valor gasto, as regiões mais afetadas foram o Nordeste (-34,1%) e Sudeste (-34,1%), enquanto a região Sul (-27,4) foi a menos impactada.


Expansão


Com participação em 27 shopping centers e a administração de 12 centros de compras de terceiros no país, a Aliansce Sonaee está lançando em Minas, integrado ao Uberlândia Shopping, um empreendimento imobiliário de alto padrão, com valor geral de vendas superior a R$ 100 milhões, que será executado pela Perplan (obras e vendas). O projeto faz parte da estratégia de erguer um complexo multiuso na cidade do Triângulo.

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade