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Estado de Minas Bra$il em foco

Na encruzilhada do crescimento econômico tem inflação e energia escassa

A inflação é uma dessas pedras. De janeiro a abril deste ano, o índice oficial, medido pelo IPCA, ficou em 2,37%. No acumulado de 12 meses, atingiu 6,76%


03/06/2021 04:00 - atualizado 03/06/2021 07:19

Inflação alta, sobretudo, a dos alimentos é mais perceptível para os brasileiros do que o crescimento econômico(foto: Jair Amaral/EM/D.A Press )
Inflação alta, sobretudo, a dos alimentos é mais perceptível para os brasileiros do que o crescimento econômico (foto: Jair Amaral/EM/D.A Press )

O Brasil está hoje em uma encruzilhada, com boas chances de tomar um rumo de retomada, de fato, do crescimento econômico, mas há riscos no caminho. O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,2% no primeiro trimestre em relação aos três últimos meses de 2020, mesmo com a segunda onda da pandemia de coronavírus, mostra que a atividade econômica brasileira apresenta resiliência – embora possa ser também pelo fato de termos nos acostumado com as milhares de mortes provocadas pela COVID-19 e assim os efeitos das medidas restritivas tenham impacto menor. A geração de riqueza do país voltou ao nível do último trimestre de 2019, ou seja, anterior à chegada do Sars-CoV-2 ao Brasil.
 
Com o resultado, puxado pela agropecuária (5,7%), indústria (0,7%) e serviços (0,4%), enquanto o consumo das famílias ficou estável (-0,1%) e o do governo caiu (-0,8%), bancos e economistas começaram a revisar suas projeções para o crescimento da economia brasileira este ano. O banco Goldman Sachs elevou sua projeção para o PIB do Brasil este ano de 4,6% para 5,6% e o Bank of Amércia passou de 3,4% para 5,2%. Mais otimista, a Fiesp aposta até em alta de 6%, enquanto o economista-chefe da Ativa Investimentos, Étore Sanchez, é mais cauteloso e prevê elevação do crescimento econômico de 3,1% para 4% em breve. Até porque, a confrontação será com um ano que encolheu 4,1%. O PIB brasileiro caminha para passar de 5,5% este ano.
 
Mas, esse caminho tem pedras que podem dificultar esse avanço, ou torná-lo meramente estatístico. Isso porque nesse mesmo primeiro trimestre o desemprego bateu recorde, o que explica a estabilidade no consumo das famílias – além é claro da redução no valor do auxílio emergencial. Para 14,8 milhões de brasileiros sem trabalho – se considerar os subutilizados esse contingente sobe para mais de 40 milhões – é mais visível o aumento expressivo, principalmente dos alimentos, do que o crescimento econômico. A inflação é uma dessas pedras. De janeiro a abril deste ano, o índice oficial, medido pelo IPCA, ficou em 2,37% e em 6,76% no acumulado de 12 meses, estourando o teto da meta de inflação. 
 
E os reajustes vão continuar, seja pela valorização das commodities com o reaquecimento global, seja pelo aumento da energia elétrica com o acionamento das usinas térmicas para equacionar o quadro de crise hídrica vivido pelo país em virtude da maior seca em 100 anos. Apenas em maio, segundo o IGP-M, da Fundação Getulio Vargas, a energia elétrica teve alta de 4,38%, contra avanço de 0,06% em abril. Isso por causa do acionamento da bandeira vermelha nível 1. Com a adoção no nível 2 em junho, o impacto sobre a inflação ainda será sentido neste e nos próximos meses.
 
A inflação no varejo ainda está em um dígito, mas no atacado a alta é muito expressiva. Em 12 meses, terminados em maio, o IGP-M acumula alta de 37,04%, sendo que apenas nos cinco primeiros meses deste ano os preços medidos pelo indicador da FGV subiram 14,39%. Crescer aceleradamente seria o ideal, mas é exatamente isso que pode agravar o quadro inflacionário à medida que a geração de riqueza circule e beneficie o consumo, o que permitirá repasse da alta dos preços no atacado para o varejo.
 
Além disso, a demanda por energia elétrica será pressionada, elevando significativamente a perspectiva de se adotarem medidas restritivas para inibir o consumo e evitar os tão temidos apagões. É preciso lembrar que eles derrubaram o crescimento econômico de 2001, cuja previsão era um salto de 4,5% e no fim ficou em 1,51%.

Saúde

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Startups

Sancionado ontem, o Marco Legal das Startups e do Empreendedorismo Inovador traz aspectos positivos e questionamentos na avaliação do advogado Eduardo Felipe Matias. Ele cita como exemplo o enquadramento das startups por faturamento e tempo de existência. “As condições mais restritivas de enquadramento deveriam possibilitar a concessão de benefícios mais acentuados a esse tipo de empresas – o que, no entanto, não ocorreu”, observa o especialista.

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