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Estado de Minas BRASIL EM FOCO

Indicadores positivos ainda não mostram a economia de pé

A depender do impacto das medidas de restrição das atividades econômicas mais severas em março, especialistas acreditam que elas conter a retomada


22/04/2021 04:00 - atualizado 22/04/2021 07:25

Recuperação da economia que o ministro Paulo Guedes sugere não é mostrada pelos indicadores(foto: Evaristo Sá/AFP 28/8/20)
Recuperação da economia que o ministro Paulo Guedes sugere não é mostrada pelos indicadores (foto: Evaristo Sá/AFP 28/8/20)

 

Olhando pelo retrovisor, os últimos números mostram que a atividade econômica começou o ano se recuperando, embora ainda não esteja totalmente de pé como fez sugerir o ministro da Economia, Paulo Guedes, ao afirmar que “o Brasil foi derrubado pela pandemia e se levantou”.

A economia brasileira mostra resiliência diante os efeitos das ações de combate à pandemia de COVID-19, mas depois do tombo levado no ano passado, pode ser que ainda esteja iniciando o processo de ficar em pé, o que só deve ocorrer efetivamente a partir do segundo semestre, com a aceleração da campanha de vacinação contra o Sars-CoV-2. Por ora, a economia segue em recuperação lenta e a segunda onda do coronavírus ainda mantém o clima de incerteza.

 

Os indicativos de que a economia cresceu entre 1,4% e 1,7% em fevereiro na comparação com janeiro e o fato de a arrecadação de impostos ter registrado recorde em março, com R$ 137,9 bilhões, sugerem uma reação geral da economia, o que não ocorre neste momento.

Destrinchando os dados, o avanço do IBC-Br, uma espécie de prévia do PIB calculado pelo Banco Central, mostra reação continuada em U e não em V, como aposta o ministro da Economia. A depender do impacto das medidas de restrição das atividades econômicas mais severas em março, especialistas acreditam que elas podem ser um freio para a retomada.

 

Ao analisar o desempenho econômico de fevereiro – o Monitor do PIB da Fundação Getulio Vargas (FGV) apontou crescimento de 1,4% –, o economista Cláudio Considera diz que “embora expressiva, essa taxa não é motivo de euforia, já que são taxas comparadas a meses sob forte impacto da recessão da pandemia”.

do índice na FGV, ele lembra que a expansão de 1,6% em relação a fevereiro de 2020 ocorreu frente a um mês que cresceu apenas 0,3% sobre janeiro e estagnou na comparação com 2019. O avanço de 1,7% do IBC-Br no segundo mês do ano é o maior desde setembro de 2020 e indica o ritmo da economia um pouco acima do nível pré-pandemia. Em 12 meses, no entanto, a prévia do PIB mostra queda de 4,02%.

 

Já sobre os números da Receita Federal relativos à arrecadação em março, que levaram Guedes a comemorar, é preciso observar que apesar da alta de 18,49% sobre o mesmo mês de 2020, eles foram obtidos com “recolhimentos atípicos” da ordem de R$ 4 bilhões em Imposto de Renda Pessoa Jurídica e na Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL). Além disso, os números do fisco refletem fatos geradores em fevereiro, sem mostrar o impacto da segunda onda de COVID-19, que ganhou força em março.

 

Os números do fisco no mês passado foram impactados também pelo aumento na receita do Imposto de Importação, que somou R$ 9,099 bi- lhões. Esse crescimento das importações em fevereiro, mesmo com o dólar acima de R$ 5,50, é confirmado pelo Monitor do PIB da FGV.

No trimestre móvel encerrado em fevereiro, as importações tiveram aumento de 6,9%, enquanto as exportações recuaram 3,1%. Junto com as exportações, pesa contra uma reação mais forte da economia o fato de o consumo das famílias – uma das alavancas do crescimento mais expressivo do PIB brasileiro em anos recentes – registrar queda de 3% no trimestre móvel de dezembro, janeiro e fevereiro.

 

PIB estimado R$ 1,367 trilhão

É a estimativa do PIB do primeiro trimestre em valores correntes nas contas da Fundação Getulio Vargas

 

Em casa

Com as pessoas passando mais tempo em casa, o Triider, plataforma de pequenas reformas e manutenções, planeja fechar este ano com faturamento de R$ 12 milhões. Apenas em março, a startup, que há um ano foi adquirida pela Juntos Somos Mais – joint-venture da Votorantim Cimentos, Gerdau e Tigre – registrou crescimento de 157% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

 

Tecnologia

O home office e o maior uso de tecnologias de conexão remota levaram o mercado de serviços de tecnologia da informação (TI) a registrar crescimento de 3,5% no ano passado em relação a 2019, ultrapassando os R$ 42 bilhões, segundo o estudo IDC Brazil Semiannual Services Tracker 2020, feito pelo IDC Brasil. Para este ano, o IDC projeta crescimento acima de 5% para o mercado de serviços de TI. 

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