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Estado de Minas Bra$il em foco

Vamos passear (trabalhar) nos parques naturais pelo Brasil afora

Um bom exemplo são as concessões de parques naturais e urbanos no país


25/03/2021 04:00 - atualizado 25/03/2021 07:38

Parque do Ibitipoca é um dos que devem ser concedidos ao setor de privado e alavancar investimentos e empregos (foto: Evandro Rodney/divulgação - 10/8/16)
Parque do Ibitipoca é um dos que devem ser concedidos ao setor de privado e alavancar investimentos e empregos (foto: Evandro Rodney/divulgação - 10/8/16)

Com o desemprego afetando diretamente 13,9 milhões que estão desocupados, 31,8 milhões subutilizados e 5,8 milhões que simplesmente desistiram de buscar trabalho, um dos pontos mais urgentes no pós-pandemia será buscar formas de inserir grande parte desses 51,5 milhões de brasileiros no mercado de trabalho formal.

Com a recuperação da economia sofrendo os efeitos da pandemia de COVID-19 e o fato de milhares de postos de trabalho terem sido extintos em decorrência do encerramento de atividades, desde pequenos comércios até grandes indústrias, como a Sony e a Ford, é preciso que o governo esteja atento para socorrer a atividade econômica e para planejar a retomada dos investimentos que permitirão a geração de empregos

Mas essa retomada se dará num processo lento e que necessitará de se estruturar a partir da aceleração das concessões e privatizações, com compromisso de absorção de mão de obra local e oferta de treinamento e capacitação como forma de contrapartida.

É preciso que se incorpore o trabalho aos contratos de concessão e privatização, não como uma camisa de força, mas como opção para ocupação e formação de mão de obra de forma a alavancar a geração de postos de trabalho e a capacitar trabalhadores para as novas funções com o avanço da tecnologia e dos conceitos de sustentabilidade.

Um bom exemplo são as concessões de parques naturais e urbanos no país. Há no Brasil hoje cerca de 370 parques naturais da União, estados e municípios, e uma pesquisa realizada pelo Instituto Semeia mostra que em grande parte deles há apenas um empregado.

Além disso, a maioria deles utilizam pouco fontes de geração de recursos, como oferta de alimentação e venda de ingressos. Some-se a esse contexto um esvaziamento no orçamento desses parques, o que dificulta a busca de alternativa para geração de trabalho e renda nessas áreas com potencial turístico.

Na 5ª edição da pesquisa “Diagnóstico de uso público em parques brasileiros: a perspectiva da gestão”, o Semeia traça um raio-X da realidade dessas áreas de conservação ambiental presentes nos seis biomas e cinco regiões do país e mostra dos 370 parques, 49% contam com até 10 funcionários e 9% apenas uma pessoa.

Um quadro que pode ser explicado pela queda nos orçamentos dessas áreas. Para 67% dos profissionais entrevistados, faltam subsídios – financeiros e humanos – para a realização das atividades do parque. E pior, dos que recebem visitantes, apenas 24% utilizam ferramentas para gerar receita própria. Mais da metade não contam com estrutura que garanta o atendimento dos visitantes com segurança.

Como a concessão não é uma privatização, pois não há transferência de titularidade das áreas, a entrada do setor privado pode trazer para esses parques investimentos em infraestrutura básica, como banheiros e recepção, em instrumentos de atração (trilhas, tirolesas etc) e em atração e formação de público (cursos e eventos).

É sob esse aspecto que se pode (e deve) pensar em uma estratégia para incorporar o trabalho nas condicionantes de concessão dessas áreas. Se a lógica que alavanca a necessidade de se associar à iniciativa privada nos parques é a conservação ambiental, vale a pena considerar o homem como fator de sustentabilidade para esses sistemas e enxergar a perspectiva de geração de empregos sob uma ótica mais ampla.

Diferença

Para mostrar a escassez de recursos para os parques naturais no Brasil, Mariana Haddad, coordenadora do Semeia responsável pelo raixo-X dessas áreas, lembra que o National Park Service, responsável por gerenciar 421 unidades nos EUA, com 34 milhões de hectares, teve em 2019 um orçamento de US$ 2,4 bilhões. O ICMBio, no mesmo ano, teve de R$ 791 milhões (US$ 142,6 milhões), para gerir cerca de 170 milhões de hectares.

Royalties

US$ 1,3 BIIlhÃO - É o que a gigante chinesa Huawei espera faturar entre 2019 e 2021 com o licenciamento de suas patentes

Escassez

A demanda por proteína animal gerou falta de contêineres frigoríficos e de navios para embarques no início deste mês, segundo revelou ontem, em webinar, o diretor de Managing (gestão) da Hamburg Sud, José Salgado. “Tivemos um pico concentrado no embarque com falta de contêineres frigoríficos há duas ou três semanas, com impacto no atendimento do mercado”, disse Salgado. Agora a situação, segundo ele, se normaliza.



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