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Estado de Minas Bra$il em foco

Auxílio emergencial é mais do que necessário com a 2ª onda da COVID-19

Não é possível prever por quanto tempo e qual o valor, mas há consenso no mercado financeiro de que o pagamento será prorrogado


28/01/2021 04:00 - atualizado 28/01/2021 08:28

 A Caixa pagou benefício a quase 68 milhões de brasileiros e pequisa mostra que 69% deles não tem outra fonte de renda(foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
A Caixa pagou benefício a quase 68 milhões de brasileiros e pequisa mostra que 69% deles não tem outra fonte de renda (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
A queda de 50,6% nos investimentos diretos no país em 2020 e a diminuição da confiança de empresários da indústria e do comércio neste início de ano, associadas a uma segunda onda da COVID-19, com aumento no número de contaminados e mortos, são uma ducha de água fria nas perspectivas de recuperação da economia de forma mais acelerada.

Atrasos na vacinação, desemprego muito alto e crise política são agravantes nesse quadro. Ainda assim, o mercado financeiro e o Fundo Monetário Internacional projetam crescimento do PIB brasileiro acima de 3,4%, mas há um consenso de que o processo de retomada só deve ganhar fôlego a partir de março ou do segundo semestre.

O fim do auxílio emergencial, que foi pago a quase 68 milhões de brasileiros – sendo que 69% deles, ou cerca de 47 milhões não conseguiram nenhuma outra fonte de renda – e a possibilidade de aumento do desemprego com o término da estabilidade dos trabalhadores com contrato suspenso até dezembro pressionam o governo a prorrogar o benefício, o que já é aceito pela equipe econômica e dado como certo pelo mercado financeiro. Essa prorrogação aguarda apenas a eleição do novo presidente da Câmara, na segunda-feira.
 
“Há necessidade efetiva de prorrogar essa ponte financeira, principalmente porque com a segunda onda há uma dificuldade de retorno das atividades”, avalia o economista Nicola Tingas, consultor econômico da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi).

Para ele, não é possível prever por quanto tempo e qual o valor, mas há consenso no mercado financeiro de que o pagamento será prorrogado.

Tingas lembra que a fonte dos recursos deve ser equacionada de forma a não romper o teto de gastos, o que, segundo ele, pode levar a crime de responsabilidade.

Hoje, dependendo de quem for eleito na Câmara, se imagina que possa haver aceleração na PEC Emergencial, que corta gastos e assim abriria espaço no Orçamento da União para a retomada do auxílio. Pode haver ainda ampliação do Bolsa-Família para mais pessoas ou até mesmo a aprovação de crédito extraordinário.

A definição na Câmara sinalizará também para a agenda econômica. Em entrevista à rádio CBN, esta semana, o consultor econômico da Acrefi lembrou que depois de tantas idas e vindas, o mercado financeiro não acredita mais nas promessas do ministro da Economia, Paulo Guedes, e está hoje na posição de ver para crer.

Nesse cenário, a perspectiva de votação de uma reforma tributária ainda este ano tem a mesma probabilidade da retomada da proposta para aprovação do imposto sobre transações financeiras, uma nova CPMF. O mercado vai esperar as definições no Congresso para ver qual serão as prioridades e a postura do Ministério da Economia.

Enquanto isso, já há institutos prevendo recessão no primeiro trimestre com possibilidade de que ela ocorra também entre abril e junho.

A falta de sinalização do governo inviabiliza a retomada da confiança, mas Tingas lembra que a economia brasileira é forte e apesar de todos os problemas dos últimos anos consegue caminhar mais à frente.

“O problema é que nós estamos perdendo tempo, empobrecendo, perdendo produtividade, aumentando o desemprego estrutural, quer dizer, a agenda de país está ruim há muitos anos”, observa o consultor econômico da Acrefi, que ainda confia numa retomada.

“Estamos numa transição ruim, mas que esperamos que até o segundo trimestre a gente tenha uma sinalização, e oxalá seja boa, para que a gente possa ter um cenário um pouco mais virtuoso do que negativo no segundo semestre”.

Tecnologia


R$ 20,5 bilhões

Foi a receita com a venda de celulares (smartphones e feature phones) no Brasil, segundo o estudo IDC Brazil Mobile Phone Tracker Q3/2020
 

Crédito

 
Com mais de 65% das famílias endividadas, o Portal Cessão de Créditos projeta crescimento de 20% este ano. “Cada vez mais as pessoas e as empresas buscarão alternativas diferentes dos bancos para renegociar dívidas e equilibrar balanços”, avalia Maxiuel Cerizza, especialista na área de cessão de créditos. O Portal tem 470 mil créditos vencidos para avaliação e aquisição, com valor de face de mais de R$ 1,3 bilhão.

Corretoras

 
Umas das 20 maiores corretoras credenciadas à XP Investimentos, a Valor Investimentos anunciou esta semana a compra da Vértice Investimentos. Com a aquisição, a corretora sediada em Vitória, no Espírito Santo eleva o montante de ativos em custódia de R$ 5,5 bilhões para R$ 5,8 bilhões. A expectativa é chegar a R$ 6 bilhões em dois meses. Pelo acordo, os donos da Vértice se tornam sócios da Valor.

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