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Estado de Minas Bra$il em foco

À espera da prorrogação do auxílio emergencial até o fim do ano

A expectativa é de que as novas parcelas sejam de R$ 300, mas o valor deve ser definido pelo presidente Bolsonaro nos próximos dias


21/08/2020 04:00 - atualizado 21/08/2020 09:45

Fila para recebimento de auxílio emergencial, que movimenta R$ 51,5 bilhões atualmente(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A press - 10/8/20 )
Fila para recebimento de auxílio emergencial, que movimenta R$ 51,5 bilhões atualmente (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A press - 10/8/20 )
Praticamente os únicos estabelecimentos comercias a permanecerem abertos durante todo o período da crise provocada pela COVID-19, os supermercados sentiram de forma positiva os efeitos das medidas de isolamento social adotadas para combater o novo coronavírus. As vendas no primeiro semestre tiveram aumento de 6,53% em todo o país e de 9,34% em Minas Gerais. Mas tanto no país quanto no estado o resultado do último mês do semestre foi inferior ao de maio. Esse resultado expõe o comportamento dos consumidores durante a pandemia: com mais pessoas trabalhando em casa e filhos sem escola aumentou o consumo de alimentos e itens básicos para a alimentação no lar. Com o início da flexibilização, mais pessoas retomaram suas atividades fora de casa o que reduziu a necessidade de alimentação no ambiente doméstico.

Mas o que parece ser um quadro tranquilo para as redes supermercadistas esconde a incerteza do setor em relação ao comportamento das vendas no segundo semestre. A principal preocupação estava na continuidade ou não do auxílio emergencial pago pelo governo, que tem assegurado renda para o consumo de pelo menos 64 milhões de brasileiros no momento em que contratos de trabalho são suspensos e salários são reduzidos, além, é claro, do significativo aumento do desemprego. O auxílio deve ser prorrogado, para alívio dos supermercadistas, mas não no valor de R$ 600 pago até agora, como já avisou o governo.

Bolsonaro, que já chegou a acusar os defensores da prorrogação da ajuda de fazer demagogia, e o ministro da Economia, Paulo Guedes, asseguram que não há recursos para manter os R$ 600. Como o socorro aos afetados pela pandemia tem ajudado a segurar a atividade econômica e a elevar a aprovação do governo, Bolsonaro e Guedes se renderam e vão estender o benefício até dezembro, quando termina o estado de calamidade decretado com a COVID-19. Com o embate em torno do teto de gastos, o que se espera é um equilíbrio entre os que defendem furar o limite e os que querem preservá-lo.

O valor e o número de beneficiários do programa de ajuda aos impactados pela paralisação das atividades desde o início de março serão menores nas três últimas parcelas do benefício. Como já foi prorrogado por uma vez, o auxílio deve ser reduzido para caber no Orçamento do governo federal. A expectativa é de que as novas parcelas sejam de R$ 300, mas o valor será definido pelo presidente, que deve inclusive anunciar sua decisão na terça-feira, junto com outras ações, como o pacote de obras do Pró-Brasil.

Hoje, de acordo com o Ministério da Economia, são gastos R$ 51,5 bilhões mensais com o auxílio. Com a redução apenas do valor, esse gastos cai para R$ 25,75 bilhões. Considerando que o número de beneficiados também caia pela metade, o custo mensal da ajuda será reduzido para cerca de R$ 13 bilhões.

Para os supermercados o cenário será de menos dinheiro circulando numa conjuntura de desemprego ainda alto em função dos postos de trabalho exterminados pela pandemia com o fechamento de empresas do comércio e serviços. Além disso, o aumento expressivo de itens básicos como arroz, feijão, leite e óleo de soja reduz a capacidade de consumo dos beneficiários do auxílio emergencial. Os aumentos passam de 10% para uma inflação de apenas 2,3% em 12 meses. Demanda maior e crescimento das exportações explicam os reajustes do arroz. Os varejistas estão conversando com o governo para encontrar uma saída para o desequilíbrio na oferta procura do produto. A pandemia se estabilizou e a vida vai voltando ao normal, mas as incertezas permanecem.

Participação

R$ 26,57 milhões
É quanto o Sicoob Credicom vai depositar na conta dos seus cooperados
na semana que vem.


Aposta em BH

Depois de adquirir o Instituto Mineiro de Nefrologia, a alemã Frensenius Medical Care inaugura em BH, na Savassi, sua primeira unidade foro do eixo Rio/São Paulo. Com 1.500 metros quadrados, a Fresenius Savassi é a 35ª unidade própria da multinacional alemã no Brasil. A empresa definiu como prioridade para este ano expandir suas atividades em Minas Gerais.

Solidariedade

A Kinross Brasil Mineração está investindo R$ 2,5 milhões em ações de combate ao novo coronavírus em Paracatu, no Noroeste do estado. A mineradora, que produz ouro no município, acaba de patrocinar a entrega de ventiladores pulmonares para a prefeitura da cidade. O pacote de ajuda inclui 6 mil kits de testes rápidos e 1,7 mil do tipo PCR e 31,4 mil máscaras.

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