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Estado de Minas BRA$IL EM FOCO

Grandes empresas do país sentem o impacto da pandemia de coronavírus

Nos primeiros 100 dias da crise, 67% acreditam que houve redução de receitas e vendas, enquanto para 68% o que caiu foram os custos e despesas


postado em 11/06/2020 04:00 / atualizado em 11/06/2020 00:18

Grandes indústrias se ajustaram para enfrentar os efeitos da crise sanitária na atividade econômica do país, como no setor automotivo(foto: Leo Lara/FCA/Divulgação %u2013 14/2/19)
Grandes indústrias se ajustaram para enfrentar os efeitos da crise sanitária na atividade econômica do país, como no setor automotivo (foto: Leo Lara/FCA/Divulgação %u2013 14/2/19)

Os últimos números das projeções para a economia brasileira este ano e o aumento da desconfiança dos investidores em relação ao país, pela falta de transparência e pela reação tumultuada à pandemia, reduzem significativamente as perspectivas da volta do crescimento mais forte da economia brasileira e empurram no tempo a reação. Para a maioria das grandes empresas brasileiras que estão se mantendo em operação, ainda que com restrições e perda de produção, vendas ou receita, essa reação pode ocorrer em até 18 meses após o fim do confinamento, que começa a ocorrer de forma desajustada no país. Ou seja, se considerarmos que até agosto todo o país já tenha entrado no ritmo do novo normal, apenas no início de 2022 a atividade econômica deve se normalizar.
 
A projeção de retomada foi constatada por uma pesquisa da Deloitte com 1.007 executivos de 662 grandes empresas do país com faturamento anual entre R$ 100 milhões (55%) e até R$ 1 bilhão (25%) ou mais de R$ 1 bilhão (20%). É para 74% desses executivos que a recuperação da crise deve ocorrer entre seis e 18 meses após o fim do isolamento. Os mais otimistas (17%) acreditam que a se recuperaram dos impactos da pandemia até o fim deste mês. Os executivos foram ouvidos pela empresa de consultoria entre 28 de abril e 12 de maio.
 
Nos primeiros 100 dias da crise, 67% acreditam que houve redução de receitas e vendas, enquanto para 68% o que caiu foram os custos e despesas. Mais da metade (56%) avalia que pode ter problemas de inadimplência. A boa notícia é que 65% dos entrevistados disseram ter a intenção de manter o quadro de funcionários. Para a Deloitte, “a crise estimulou uma adaptação rápida das operações a uma nova realidade, com melhoria na maturidade de gestão em várias frentes de negócios”.
 
O levantamento mostra também o grau de solidariedade dessas grandes empresas nas ações para minimizar os impactos da pandemia do novo coronavírus. Doações de alimentos e bens materiais foram feitas por 55% delas, enquanto 58% promoveram campanhas de esclarecimento sobre a COVID-19. Já 35% realizaram ou estão realizando, no curto prazo, aportes financeiros ou adiantamento a fornecedores mais vulneráveis, o que mostra a consciência do papel delas na cadeia de suprimento. Problemas nos fornecedores levaram um terço das empresas a reportar fechamento temporário das unidades produtivas.
 
As últimas projeções indicam que o PIB brasileiro terá sim a maior queda dos últimos 100 anos, empurrando a década de 2011 a 2020 para o patamar de mais baixo crescimento médio da história do Brasil, superando em muito o fraco desempenho entre os anos 1981 e 1990, até então considerada a década perdida. Se o crescimento médio na década de 1980 foi de 1,6% ao ano, na atual será de apenas 0,3%.
 
Atualmente, o Banco Mundial prevê que a geração de riquezas do país terá retração de 8%, enquanto a OCDE avalia que a economia brasileira terá um tombo de 7,4% – ou até de 9,1% se houver uma nova onda da pandemia. No Brasil, o mercado financeiro elevou a retração ara 6,48%, enquanto o Ipea espera um tombo de 6%. São projeções pouco animadoras para as empresas, que, como mostra a pesquisa da Deloitte, buscam se adaptar à nova realidade para sobreviver às turbulências econômicas, sanitárias e políticas vividas pelo Brasil.
 
Empreendedorismo
A recessão provocada pela pandemia do novo coronavírus deve favorecer o empreendedorismo. A partir da pesquisa Global Enterpreneurship Monitor (GEM), o Sebrae informa que o Brasil deve atingir o maior patamar de empreendedores iniciais dos últimos 20 anos, com cerca de 25% da população adulta envolvida em um negócio novo ou de 3,5 anos de atividade.

Crescendo na crise
A rede de farmácias independentes administradas pela Farmarcas registrou em maio um crescimento de 25% em relação a maio do ano passado. Em 12 meses encerrados em maio, a expansão, segundo informa a rede, foi de 40,94. Com o faturamento nesse período chegando a R$ 3,32 bilhões, a Farmarcas se posiciona como o quarto maior grupo farmacêutico do país.


Massa
US$ 50,2 milhões. Foi o valor das exportações da indústria de biscoitos, massas, pães e bolos no primeiro quadrimestre. Em volume foram 38,5 mil toneladas

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