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Estado de Minas BRA$IL EM FOCO

Concessão aos investimentos

E esses recursos para novos projetos não virão dos combalidos cofres públicos da União, estados e municípios


postado em 18/07/2019 04:00 / atualizado em 18/07/2019 00:22


Com a página da reforma da Previdência sendo virada na Câmara dos Deputados e bem encaminhada para aprovação no Senado, o governo e o Congresso prometem colocar em campo a reforma tributária, que, pela quantidade de propostas e dos interesses envolvidos, deve levar mais tempo e ter mais polêmica. Mas nem uma e nem outra são garantia de retomada do crescimento econômico no curto prazo. A Previdência continuará registrando déficits. A mudança dos impostos não será feita de uma hora para outra. Isso, associado a um quadro de desemprego alto e queda na renda da população, que mostra que o consumo das famílias não tem força suficiente para tirar a economia da estagnação – ou da recessão técnica do primeiro semestre, o país só tem uma saída: destravar os investimentos.
E esses recursos para novos projetos não virão dos combalidos cofres públicos da União, estados e municípios. A aposta do governo são as concessões na área de infraestrutura e as parcerias público-privadas, que, nas contas do Ministério da Infraestrutura, vão contratar investimentos de R$ 208,7 bilhões até 2022, com mais da metade desse valor (R$ 140 bilhões) destinados à malha rodoviária do país. Outros R$ 54,5 bilhões vão para ferrovias, R$ 10,3 bilhões para aeroportos e R$ 3,9 bilhões para os portos, dentro do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) até 2022. O número ainda é distante do R$ 1,07 trilhão de investimentos no PIB de R$ 6,8 trilhões de 2018 e que representaram 15,7% da geração de riqueza. E ainda mais longe dos 25% do PIB (R$ 1,7 trilhão) necessários para fazer a economia crescer de forma sustentável a um ritmo de 3% ao ano.
Mesmo assim, é o caminho pelo qual o Brasil sairá do desaquecimento econômico. E nesse caso o risco de as propostas ficarem no papel como em planos de governos anteriores é menor. “Os projetos são atraentes ao capital externo principalmente pelas taxas de retorno, que são da ordem de 10% mais a inflação”, observa Camillo Fraga, sócio-diretor da Houer – Modelagem em projetos públicos e privados. Com atuação em 12 estados e no Distrito Federal, a empresa criada em 2015 por ex-servidores públicos mineiros que perceberam a oportunidade no campo das concessões a partir da crise fiscal dos estados, municípios e da União, já participou de licitações que somam R$ 20 bilhões contratados e geraram 7,1 milhões de investimentos.
“Nós trabalhamos com as três esferas (União, estados e municípios) e o que vemos é que há projetos para todos os bolsos”, observa Fraga. Para ele, projetos maiores vão atrair poucos grupos, mas os de médio e pequeno porte abrem uma janela de oportunidades para o capital privado nacional. Sem ter uma estimativa, ele lembra que a atração de dinheiro privado para bancar serviços de infraestrutura interessa não só à União, como “aos 27 estados e a umas 40 ou 50 prefeituras”, o que permite projetar que os investimentos alavancados pelas concessões superam, e muito, os R$ 208 bilhões projetos pelo governo federal nos próximos três anos.

Custos de saúde
Com um aumento de 10,5%, as despesas assistenciais das operadoras de planos de saúde superaram os R$ 160 bilhões em 2018, segundo o Instituto de Estudos de Saúde Complementar (IESS). Essas despesas foram para a realização de 1,4 bilhão de procedimentos em 47,2 milhões de beneficiários de planos médico-hospitalares no país. Os atendimentos cresceram 5,4% em 2018.

Comida 
A alimentação saudável e as empresas de tecnologia alimentar (foodtechs) estão ganhando espaço no prato dos brasileiros. Pesquisa da ABF Food Service mostra que as vendas das redes de alimentação saudável cresceram 25,92% no começo deste ano. Já segundo o estudo Liga Insights Food Techs mostra que as empresas de tecnologia no setor de alimentação cresceram 246% nos últimos 10 anos. 

No varejo
R$ 1,1 bilhão, foi o movimento nos cartões private label (de loja) administrados pela DMCard no primeiro semestre 


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