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Estado de Minas BRASIL EM FOCO

Oportunidade com o acordo

Hoje, o Brasil já é o 11º no mundo em geração de energia fotovoltaica e a previsão é de que salte para a 8ª ou 7ª posição até 2027


postado em 04/07/2019 04:00 / atualizado em 03/07/2019 21:17







O acordo de livre-comércio entre a União Europeia e o Mercosul, depois de alardeado como fato mágico capaz de catapultar o PIB brasileiro em até R$ 125 bilhões nos próximos 10 anos, ainda deve ter muitos senões antes de entrar em vigor. É pouco provável que seus efeitos comecem a ser sentidos de forma rápida, e se efetivamente implementado terá impacto não apenas na agropecuária e na indústria, mas também na infraestrutura do país, principalmente no setor elétrico, que pode se beneficiar da redução de custos para acesso a tecnologias e de fontes de financiamento disponíveis no Velho Mundo para fontes sustentáveis de geração de energia.
 
Esse “barateamento” das tecnologias vai favorecer principalmente as fontes renováveis de geração de energia, cuja participação na matriz energética brasileira é crescente. Hoje, painéis solares e componentes de torres eólicas e geradores a partir de biomassa e biogás são importados, principalmente da China. O acordo dá acesso aos investidores do setor a produtos de países europeus que devem chegar ao Brasil com custos mais competitivos.

A previsão do Ministério das Minas e Energia é de que a capacidade instalada de geração de energia elétrica, hoje de cerca de 166 gigawatts (GW) chegue a 209GW em 2027, com crescimento de 35%. Nas contas do ministério, apresentadas no 2º   Debate Público de Fontes Renováveis – a construção do desenvolvimento sustentável, realizado na Comissão Extraordinária das Energias Renováveis e dos Recursos Hídricos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, as energias solar, eólica e de biomassa vão tem maior participação na matriz energética brasileira.

A previsão é de que essas fontes saltem dos cerca de 15% para 20% nos próximos cinco anos. O principal destaque deve ficar com a geração solar. Hoje, o Brasil já é o 11º no mundo em geração de energia fotovoltaica e a previsão é de que salte para a 8ª ou 7ª posição até 2027. Segundo o ministério, dos R$ 210 bilhões que devem ser investidos na geração de energia no Brasil até 2027, R$ 60 bilhões serão aplicados nas fontes renováveis, o que inclui as pequenas centrais elétricas (PCHs).

É nesse contexto que o acordo de livre-comércio pode beneficiar o setor elétrico, e não apenas com custos de tecnologia mais baratos, mas também com recursos disponíveis para projetos com sustentabilidade disponíveis nos países da Europa. Esses aspectos serão facilitadores para um processo já em curso. No último leilão de contratação de energia do governo, que contratou 401,6MW em 15 projetos com investimento previsto de R$ 1,9 bilhão, as fontes fotovoltaicas vão responder pelo fornecimento de 203,7MW, ou seja, mais de 50% da capacidade.

O Norte e o Noroeste de Minas aparecem com destaque nesse cenário. O estado tem a maior fatia da capacidade de geração distribuída solar do país, com 22%. Esse potencial chamou a atenção da Cemig, que, por meio da Cemig GD, vai abrir este mês concorrência para instalação de projetos de geração solar no estado com investimentos de R$ 300 milhões. O objetivo é instalar usinas solares com potência total de 60MW. A intenção é fazer os projetos em parceria com investidores privados, que vão arcar com metade dos recursos previstos.

Como a economia brasileira está em ritmo lento e não deve se recuperar de forma acelerada no próximo ano, os investidores terão uma folga para planejar os aportes. É que a previsão de crescimento feita pelo ministério para prever a necessidade de expansão do setor é de 2,8% ao ano, em média, até 2027. Por agora, essa expansão está longe de ser alcançada. Mas, quando o país acelerar vai precisar de energia e as fontes renováveis podem ocupar ainda mais espaço na matriz elétrica brasileira.

Comida R$ 230 bilhões

É o faturamento estimado do setor de foodservice no Brasil, com os brasileiros fazendo mais de 14 milhões de visitas a restaurantes em 2018





E-commerce cresce
A BigData Corp divulga hoje a 5ª edição do Perfil do E-Commerce Brasileiro. E os números serão favoráveis a Minas, que ampliou sua participação no resultado do comércio on-line no país. Entre 2018 e este ano, Minas atingiu 6,64% de participação, contra 6,06% na edição anterior do perfil. No Brasil, há mais de 900 mil sites de e-commerce atualmente.



Impressão sim
No primeiro trimestre deste ano, foram vendidas 633.371 impressoras e multifuncionais, o que representa um recuo de 1,5% em relação a igual período do ano passado. Mas, sobre o último trimestre do ano passado essas vendas representam crescimento de 34,4%. Os números são da IDC Brasil, que presta serviços de inteligência de mercado, consultoria e conferências com indústrias de tecnologia da informação e telecomunicações.
 


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