Um novo ano vem chegando e, com ele, inúmeras possibilidades. Sempre destacamos o crescimento do franchising e as oportunidades que ele proporciona aos empreendedores. Como todo mercado promissor, alguns fatores são importantes para que haja essa constante evolução.
Para 2024, podemos citar alguns pontos que seguirão – ou serão – como sucesso dentro do franchising. No quesito de formatos de empresas, por exemplo, o Direct to Consumer ou D2C, é a bola da vez. Conciliar controle da produção à exclusividade de um canal controlado, faz todo sentido.
Outro destaque é o retorno ou melhor, podemos dizer, empoderamento das lojas de rua. Os Shopping Center seguem em xeque no pós-pandemia e com os greenfields (termo aplicado quando o produto do projeto é realizado a partir do zero) com dificuldade de tração e os consagrados, com custo de ocupação muito elevado, estão levando as marcas para o espaço público.
Ao falarmos de expansão, o poder do Brasil Central - a grande concorrência no eixo Sul / Sudeste e o agronegócio como mola impulsionadora do PIB brasileiro, tem feito com que os franqueadores que perceberam o poder de regiões menos convencionais (fora do eixo principal) fizessem bons negócios. Há muitas oportunidades de crescimento.
Outra tendência que vem com tudo para 2024 é em relação às marcas. É inegável, sobretudo para bens de consumo em compras de baixo envolvimento, o poder do Instagram e Tik Tok como indutor de consumos. Movimentos recentes como Carmed Fini, Franui e Trento comprovam a tese do poder viral de influência e isso é diferente do marketing de influência tradicional.
A próxima grande onda sem dúvida será o User Generated Content - UGC, ou seja, conteúdo gerado pelo utilizador, conteúdo gerado pelo público, conteúdo gerado pelo consumidor, mídia gerada pelo usuário.
Destaque, também, para MARCA Empregadora. Organizações de diversos segmentos, que entendem que o fator humano certo é um diferencial competitivo. Investir em sua marca se torna motivo de orgulho para colaboradores - inclusive os dos franqueados - para maior atratividade de uma geração cada vez mais desafiadora.
E, claro, o poder de fidelização. Não dá pra pensar num grande e estruturado varejista que não invista em fidelidade. Os altos custos de mídia digital e o Custo de Aquisição de Cliente - CAC crescente tornam obrigatório entender melhor a base e mantê-la ativa e fiel. Fazer isso de maneira fluida no franchising é desafiador, por conta das dinâmicas de crescimento em CNPJs distintos. Difícil, mas dá pra fazer.
Para finalizar, ressaltamos a importância da gestão. O uso de Inteligência Artificial - IA, por exemplo, para ganhar produtividade desde reconhecimento de imagens, gestão de marketing, atendimento ao franqueado (em redes de muito volume), suporte ao E-commerce e afins. A IA virá com tudo, e muito mais rápido do que imaginamos, realmente em uma curva de crescimento exponencial.
É fundamental que as marcas simplifiquem toda a gestão, e movimentos de premiação e reconhecimento dos franqueados precisam ser mais simples e objetivos. E, por fim, acreditamos que tenham mais movimentos de fundos entrando no franchising, por entenderem que é um segmento com mais controle, menor risco e chance de escala eficiente. Esse movimento crescente já acontece de há alguns anos, mas em 2024 vamos ser ainda mais impactados pela entrada dos fundos nas franqueadoras, e, por isso, uma boa governança na condução destas empresas é um caminho sem volta.