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Estado de Minas TIRO LIVRE

O mundo do esporte entrou na luta contra a COVID-19

A jornada ainda é longa e dolorosa. Não há previsão de quando o vírus será domado. Por isso, é urgente estender a mão a quem necessita


postado em 03/04/2020 04:00 / atualizado em 02/04/2020 22:01

Cristiano Ronaldo está refugiado na Ilha da Madeira, mas não deixou de ajudar os hospitais portugueses, com a doação de leitos hospitalares(foto: FRANCK FIFE/AFP - 26/2/20)
Cristiano Ronaldo está refugiado na Ilha da Madeira, mas não deixou de ajudar os hospitais portugueses, com a doação de leitos hospitalares (foto: FRANCK FIFE/AFP - 26/2/20)
 
Em momentos como o atual, quando a incerteza faz morada na nossa mente e uma grande crise se avizinha, a saída para os males geralmente começa na solidariedade. É somente unindo forças que aumentaremos as chances de sobreviver à turbulência e recomeçar a caminhada, quanto tudo isso for passado. Felizmente, no mundo do esporte, temos tido alguns exemplos de atletas, equipes, seleções e federações que estão contribuindo para o combate a esta assombrosa pandemia de COVID-19, que já ceifou mais de 50 mil vidas planeta afora e continua se alastrando sorrateiramente, sem avisar quando chega.

Essa ajuda, que vem na forma de entrega de cestas básicas para pessoas carentes ou com a doação de milhões de reais (ou doláres/euros/libras e qual outra moeda seja) precisa ser divulgada e enaltecida, para servir de inspiração para outros afortunados que ainda não se sensibilizaram com a causa. Quem tem dinheiro em caixa pode contribuir dessa maneira, mas também há casos de ações emocionantes de pessoas menos favorecidas financeiramente e que estão doando o que podem: seu tempo, fazendo máscaras caseiras; dando comida, itens de higiene e roupas a moradores de rua e até ajudando a alimentar caminhoneiros que circulam por estradas horas a fio sem encontrar um restaurante aberto. O que importa é o gesto. É a preocupação com o próximo. Por isso, a coluna Tiro Livre de hoje será para exaltar quem está aderindo a essa luta.

O armador do Flamengo, Diego Ribas, por exemplo, deu dois monitores cardíacos para o Hospital Beneficência Portuguesa, de Ribeirão Preto, sua terra natal. Guilherme Arana, lateral do Atlético, entregou cestas básicas em uma comunidade carente de São Paulo. O mesmo fizeram jogadores do Internacional, que doarão 100 cestas e 100 kits de limpeza para instituições do Rio Grande do Sul. Eles seguem caminho do atacante Taison, que atua no Shakhtar Donetsk e, mesmo de longe, fez doações para a sua comunidade, em Pelotas.

É claro que nessas horas a gente espera muito dos astros, que faturam bilhões por ano com o esporte. E alguns deles não têm decepcionado. Ontem a Seleção Francesa de futebol e sua comissão técnica, liderada pelo ex-jogador Didier Deschamps, anunciaram doação milionária à Fundação AP-HP (hospitais públicos de assistência de Paris), para profissionais de saúde que estão na linha de frente contra o novo coronavírus. Várias centenas de milhares de euros que deverão ser aplicados na melhoria das condições de trabalho e financiarão pesquisas em hospitais do país.

O português Cristiano e seu empresário Jorge Mendes doaram 35 leitos de unidades de tratamento intensivo a dois hospitais das cidades de Lisboa e Porto. Entre os aparatos estão respiradores, essenciais para manter a vida de infectados.

Lionel Messi, por sua vez, doou 1 milhão de euros (cerca de R$ 5,4 milhões) ao Hospital Clinic de Barcelona e a um hospital argentino, segundo o diário catalão Mundo Deportivo. Outro a se destacar é o técnico Pep Guardiola, que também deu 1 milhão de euros, mas para a Fundação Ángel Soler Daniel, que administra a Faculdade de Medicina de Barcelona. A quantia seria destinada à compra e produção de materiais e equipamentos de saúde.

Marcus Smart, armador do Boston Celtics, entrou nessa luta de outra maneira. Curado da COVID-19, ele disse que doaria plasma para pesquisas que buscam a cura para a doença. Na liga norte-americana de basquete, um dos primeiros grandes campeonatos do mundo a parar, há outras atitudes solidárias. Primeiro atleta da NBA diagnosticado com o novo coronavírus, o pivô francês Rudy Gobert doou US$ 500 mil (R$ 2,5 milhões) para ajudar no combate à doença. São US$ 200 mil (R$ 1 milhão) para trabalhadores do ginásio em que o Utah Jazz manda seus jogos e que foram afetados pela suspensão das partidas; US$ 100 mil (R$ 500 mil) para famílias afetadas pela pandemia em Utah e para as de Oklahoma City e mais US$ 100 mil para vítimas em seu país natal.

Na Itália, onde está o maior número de mortos do mundo, o zagueiro Leonardo Bonucci, da Juventus, doou 120 mil euros (R$ 660 mil) para o hospital Città della Salute, em Turim. A escolha foi sentimental: os médicos desse hospital foram os responsáveis por uma cirurgia no filho do jogador, Matteo, que tinha dois anos em 2016. Já o capitão do Napoli, Lorenzo Insigne, deu 120 mil de euros (R$ 550 milhões) para hospitais da região do clube onde atua.

Houve mobilização também no mundo do tênis da Fórmula 1. A jornada ainda é longa e dolorosa, sabemos. Não há previsão de quando o vírus será domado. Por isso, é urgente estender a mão a quem necessita. Toda ajuda será sempre bem-vinda e precisa ser aplaudida.


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