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Pouco poder de fogo leva o Atlético à eliminação na Sul-Americana

Para dar aos torcedores alguma perspectiva, o Atlético precisava, pelo menos, de uma linha de frente mais consistente


postado em 21/02/2020 04:00 / atualizado em 21/02/2020 09:01

No fim do jogo contra o Unión, no Independência, Rafael Dudamel foi confortar os jogadores atleticanos, eliminados na primeira fase da Sul-Americana(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)
No fim do jogo contra o Unión, no Independência, Rafael Dudamel foi confortar os jogadores atleticanos, eliminados na primeira fase da Sul-Americana (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)


O atleticano bem que tentou acreditar. Buscou, no fundo da alma, um quase adormecido otimismo. Por mais que as últimas atuações sob o comando de Rafael Dudamel não permitissem criar muita expectativa, a torcida apostava, ainda que discretamente, naquela mística que embalou muitos de seus sonhos no Horto. O problema é que a classificação para a segunda fase da Copa Sul-Americana dependia de balançar as redes do Unión pelo menos três vezes – e esse ponto, crucial, tornava a missão quase impossível, diante do inoperante desempenho ofensivo do Atlético em 2020. Se os dois gols nos 45 minutos iniciais acenderam uma ponta de esperança, a realidade desfilou, com toda a sua crueldade, no gramado do Independência na etapa final da partida. O alvinegro até venceu os argentinos por 2 a 0, mostrou alguma vontade e alguns pontos positivos. Já era sabido, no entanto, que não tinha um time pronto para buscar a reviravolta histórica de que necessitava.

Para dar aos torcedores alguma perspectiva, o Atlético precisava, pelo menos, de uma linha de frente mais consistente. Se isso virá com Tardelli e Savarino, só o tempo dirá. Não dá para fazer um exercício de futurologia agora e garantir que o encaixe desses dois no time será perfeito. Especificamente ontem (mas não somente), o Galo mostrou que é um time sem poder de fogo. Dificilmente aplicaria uma goleada no Unión, como não aplicou. Se tecnicamente a equipe argentina está longe de ser uma potência, por outro lado, estava com uma vantagem muito confortável no placar, o que a desobrigava de arriscar. Tudo saiu, portanto, como imaginado.

A verdade é que foi uma noite em que o Atlético esbarrou em limitações já conhecidas. Enquanto o ataque tiver Di Santo, por exemplo, não dá mesmo para esperar muita coisa. Falta ao atacante aquela faísca que costuma ser marcante nos argentinos. Nesse quesito, especialmente, Di Santo destoa – é de uma frieza quase nórdica. E para uma equipe que precisava, acima de tudo, marcar gols, esse detalhe fez uma grande diferença.

A necessidade de um placar elástico exigia também postura mais audaciosa do treinador. Dudamel teve méritos ao apostar no esquema com três zagueiros de cara, pois isso permitiu aumentar o volume de jogo do time, já que os laterais Guga e Guilherme Arana acrescentaram na quantidade e na qualidade da chegada à intermediária ofensiva. Foi bom, mas foi pouco.

Ao técnico faltou a ousadia que costuma ser determinante em momentos decisivos em qualquer esporte, mas principalmente no futebol. Ganhar de 2 a 0 e nada eram a mesma coisa. O Atlético cairia, dentro de casa, na competição que elegera como prioridade nesta temporada. As mudanças que Dudamel fez acabaram por piorar o time e contribuir para esse nada.

O Cruzeiro e 
Marcelo Oliveira

Tão logo terminou o jogo do Cruzeiro contra o Tombense, pelo Campeonato Mineiro – em que a equipe celeste foi derrotada por 2 a 0 –, um nome liderou a lista de assuntos mais comentados no Twitter em Minas Gerais: Marcelo Oliveira. Sim, ele mesmo, o treinador que deu à Raposa o bicampeonato brasileiro de 2013 e 2014 e que está sem clube desde novembro de 2018, quando foi demitido do Fluminense.

Marcelo deixou a Toca em 2 de junho de 2015. Foi dispensado após início ruim do time no Campeonato Brasileiro e a eliminação na Copa Libertadores, com derrota de goleada para o River Plate por 3 a 0 no Mineirão. Ele está longe de ser unanimidade entre os torcedores celestes, mas é curioso que seu nome surja neste momento.

Nem todas as menções no Twitter eram relativas à possível volta de Marcelo ao comando da equipe cruzeirense, mas muitos torcedores admitiram enxergar no treinador um candidato com potencial para trabalhar com a jovem geração que a Raposa tem hoje.

Curioso também foi perceber que Adilson Batista já começa a ser questionado. O ano está apenas no início, todos sabiam da dificuldade que seria conduzir o trabalho sobretudo nesta etapa, mas a paciência de alguns cruzeirenses começa a dar sinal de que está chegando ao fim.

Que a temporada será complicada, ninguém duvide. É preciso que todos tenham consciência disso, dentro e fora do clube, e estejam preparados para as chuvas e trovoadas. Mas, acima de tudo, o time que o Cruzeiro tem hoje é este, e se o torcedor celeste não aceitar essa nova realidade, tudo será ainda mais difícil.

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