Jornal Estado de Minas

COLUNA DO JAECI

Muitos apontam o Galo como 'favoritaço', mas eu discordo

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O Flamengo é o favorito ao título brasileiro, mas seu futebol é pobre e de dar dó. O Palmeiras é um dos candidatos, mas também sofre com um futebol paupérrimo. Muitos apontam o Galo como “favoritaço”, mas eu discordo. Dos 3 citados, é o que menos tem talentos e mais tem jogadores medianos.



Entendo a euforia de alguns, como na belíssima vitória sobre o Atlético-GO, por 4 a 1, quando a dupla argentina, Zaracho e Nacho, fez a diferença. Hulk não faz gols há 6 jogos, mas tem atuado bem, trabalhando para os companheiros, como no passe para um dos gols de Zaracho.

Cuca tem quebrado a cabeça para ajustar o time e encontrar os 11 ideais. Se com Sampaoli era uma bagunça e uma escalação diferente a cada partida, com Cuca, não. A coisa tem que funcionar de um jeito em que o torcedor conheça de cor e salteado, os titulares.

Alguns idiotas (sim, tenho que classificá-los assim) dizem que eu tenho má vontade com o Atlético Mineiro por ser flamenguista. Os que acompanham meu trabalho há 35 anos, nas Gerais, sabem o quanto defendo o futebol mineiro, pois, acima de tudo, sou profissional.



Flamenguista declarado, com muito orgulho, pois o time pelo qual torço, escolho eu, porém, sempre realista, como no começo desse texto onde digo que meu time não é referência de nada, mesmo tendo os melhores jogadores à disposição, e sendo o atual bicampeão brasileiro, com oito títulos na competição.

Sou realista também quando digo que o grande campeão nacional e internacional de Minas Gerais é o Cruzeiro. Mesmo na Segundona, ainda que fique por lá muito tempo, não será superado pelo rival, pois conquistar 4 Brasileiros, 6 Copas do Brasil e 2 Libertadores, demanda tempo. O Cruzeiro conseguiu essa façanha em 98 anos de existência.

Tenho saudades do Galo de Luisinho, Cerezo, Éder, Reinaldo, Paulo Roberto e tantos outros craques com os quais convivi. A Vila Olímpica era o centro de treinamento, e, trabalhando na TV Manchete ou na Globo, eu passava parte do meu dia fazendo reportagens lá.



Éramos amigos dos jogadores, que nos respeitavam, aceitavam críticas do mesmo modo que se rasgavam com os elogios. Éramos uma família.

Vi o Galo do ex-presidente Elias Kalil, um dos maiores times que vi jogar. Vi muitos Galos ao longo das coberturas. Convivi com tantos técnicos, jogadores, dirigentes. Vi o Galo chegar em finais do Brasileiro e vi também as maiores conquistas do time, sob o comando do eterno e mais vencedor presidente, Alexandre Kalil. Libertadores, Copa do Brasil e Recopa.

Tomara que eu esteja redondamente enganado e esse Galo que aí está chegue bem longe, quem sabe, ao título do Brasileirão, que ele persegue há 50 anos. Foi o primeiro campeão, em 1971, e, de lá para cá passou em branco, mesmo chegando em algumas finais.

Tomara que tenha chegado a hora. Que o Galo desbanque Flamengo e Palmeiras, e levante o caneco. Entretanto, não posso iludir, nem enganar ninguém. Não acredito nisso.

Sei que o nível do futebol brasileiro é o pior da história e que os clubes são nivelados pela mediocridade. Tomara que Hulk, Nacho e Zaracho me desmintam e ajudem o Galo a levantar o troféu.



Num mundo tão odioso, de gente recalcada e complexada, talvez seja um alívio essa conquista. O fracasso leva a amargura, a inveja, ao ódio.

Quem sabe um título levante a autoestima do atleticano e ele volte a sorrir, como em 2013/14. Seria muito bom para os alvinegros de verdade, realistas e que não se iludem. Apaixonados, sempre serão, mas, tudo dentro do limite e da razão.

INDEPENDÊNCIA DO USA

Moro nos Estados Unidos há 5 anos, junto com minha mulher e meus filhos. Escolhi viver aqui pela qualidade do ensino, pela organização do país, por entender que as diferenças sociais são bem menores e pela segurança.

Nasci no Brasil e amo meu país, mas, aprendi a amar os Estados Unidos, por tudo o que ele representa para o mundo e para mim. Um país muito justo, onde a lei é cumprida, onde não há “jeitinhos”, onde me sinto seguro e feliz.

Hoje é o Dia da Independência. Em 4 de julho de 1776, esta nação tornou-se independente. Obrigado, Estados Unidos, por nos receber tão bem, por nos dar saúde, segurança, educação, residência. Coisas simples e básicas, que todos os países deveriam dar ao povo.

Que eu possa formar meus filhos aqui, e, no dia em que Deus me chamar, que minhas cinzas sejam jogadas aqui nesta terra que aprendi a amar e respeitar.

Hoje é dia de comemorar, sair de barco com os amigos e celebrar! Sim, aqui o patriotismo e o nacionalismo imperam. Viva os Estados Unidos da América!



audima