Jornal Estado de Minas

COLUNA DE JAECI CARVALHO

Árbitro complica jogo, e Atlético é campeão mineiro

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O árbitro Felipe Fernandes de Lima foi o protagonista negativo da finalíssima, e o Galo sagrou-se campeão mineiro. Primeiro, ele marcou um pênalti inexistente de Igor Rabello em Felipe Azevedo. Depois, no finalzinho, deixou de marcar o que existiu, de Rabello em cima de Eduardo Bauermann. Ele empurrou o zagueiro americano, quando a bola já não era objeto da disputa. Isso, porém, não tira os méritos do Atlético, que foi a melhor equipe da primeira fase e sobrou na competição. 




Resta ao América saber que tem um grande time, com chances de fazer belíssima campanha na Série A. Semana que vem começa o Brasileirão 2021.

O América começou melhor. Aos 6 minutos já ameaçava com um chute bem defendido por Everson, e uma cabeçada de Rodolfo. O goleiro atleticano ficou torcendo para não entrar. A bola passou rente o travessão. 

Felipe Azevedo chutou pela segunda vez, testando Everson, que segurou firme. O Atlético chegou com perigo com Savarino, mas a defesa americana estava bem postada. Claro que cabia ao Coelho sair mais, pois só a vitória lhe daria o título. O Galo quase marcou com Igor Rabello, que recebeu de Savarino, diante de Cavichioli, que fez a defesa do jogo, salvando sua equipe.





E pelo alto o Atlético chegou pela segunda vez, em cabeçada de Hulk que o goleiro americano pegou firme. Era um bom jogo, e, vale lembrar, que ambos disputarão mais dois clássicos este ano, pela primeira divisão do Brasileirão.

Com 23 minutos, Tchê Tchê já levava o primeiro cartão amarelo. Com 26 minutos, foi a vez de Hulk ficar amarelado. Hulk tocou para Nacho, que fuzilou e Cavichioli fez um defesaça. 

E coube a Nacho o último lance de perigo do primeiro tempo, ao limpar e chutar raspando o travessão do goleiro americano. O empate acabou sendo justo. Talvez 1 a 1 fosse mais correto. Hulk deu uma entrevista forte, ao dizer que “estava sendo ameaçado” pelo árbitro. Mas, a imagem foi clara quando ele bateu o cotovelo no pescoço do jogador americano.

Nos 45 minutos finais não restava outra alternativa ao América a não ser atacar e buscar o gol que lhe daria o título. Mas, corria o risco de levar um gol e ter que fazer dois. Lisca não podia abrir sua equipe. 





Aos 4 minutos, o árbitro marcou pênalti de Igor Rabello em Felipe Azevedo. Rodolfo bateu forte e a bola explodiu no travessão. Na minha visão, uma penalidade inexistente. Daí pra frente, o árbitro se desequilibrou, emocionalmente. 

Arana levou cartão amarelo. Cuca pôs Marrony e Zaracho. Saíram Keno e Jair. O volante saiu chutando copos de água, demonstrando insatisfação com sua saída. Marrony chutou de fora da área e ganhou escanteio. Na cobrança, Igor Rabello quase marcou. A bola tirou tinta do poste.

Leandro Carvalho entrou na vaga de Felipe Azevedo. O relógio era o grande adversário do América. Nacho arriscou outra da entrada da área. A bola foi para fora. Lisca optou por Bruno Nazário e Ribamar. Saíram Ademir e Rodolfo. Vargas entrou no Galo na vaga de Savarino. 





Faltando 10 minutos, o América foi para o tudo ou nada. Se expondo em busca do gol que lhe daria a taça. Cuca pôs Sasha e Hyoran. Tirou Hulk e Nacho. 

O árbitro deu 5 minutos de acréscimos. Cruzamento na área do Atlético, e Igor Rabello empurrou Eduardo Bauermann. Pênalti claro. O VAR chamou o árbitro, que se negou a marcar a penalidade. O que não foi, ele marcou. O que foi, ele ignorou. Assim caminha o “maravilhoso” Campeonato Mineiro. 

O Atlético sagrou-se campeão com o empate, pois tinha a vantagem de jogar por dois resultados iguais e confirmou com dois empates em 0 a 0. 

Galo, campeão com Cuca, que foi tão contestado pela torcida. Agora é virar a chave e pensar na Libertadores. Uma vitória sobre o La Guaira, no Mineirão, na terça, deixará o Galo como o maior pontuador da fase de grupos, com a vantagem de decidir em casa, até a semifinal, já que a final será no Estádio Centenário, em Montevidéu.

audima