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Estado de Minas COLUNA DO JAECI

O Galo deve ou não vender parte do seu patrimônio?

Caso o conselho deliberativo aprove a venda de patrimônio, o Galo poderá solucionar o problema da dívida e se concentrar apenas nos gramados em busca de títulos


31/03/2021 11:27

Imagem aérea da Vila Olímpica, que pode dar lugar a um shopping(foto: Flickr Atlético/Divulgação)
Imagem aérea da Vila Olímpica, que pode dar lugar a um shopping (foto: Flickr Atlético/Divulgação)


Há uma corrente no Atlético a favor da venda de ativos para pagar a bilionária dívida. O Galo tem um patrimônio invejável, coisa que poucos clubes no Brasil têm. Vou dar aqui 3 exemplos: os 49% do Shopping Diamond Mall, a Vila Olímpica e o Labareda. Com certeza valem uma fortuna, e, caso o conselho deliberativo aprove, se entrar em votação, o Galo poderá solucionar o problema e se concentrar apenas nos gramados, em busca das taças e títulos. Particularmente sou a favor de tal venda. Não só do Atlético, mas de todos os clubes que tenham patrimônios. A razão de ser de um clube de futebol é a sua torcida. E a razão de uma torcida é o clube de futebol. Um não existe sem o outro. Portanto, taças e títulos são fundamentais.

O Atlético está construindo seu estádio com dinheiro próprio. Isso é um ganho extraordinário. Há grandes clubes no país, o Flamengo é um deles, com 42 milhões de torcedores e sem uma casa própria. Joga no Maracanã, pagando taxas absurdas. Nesse período de pandemia do coronavírus, deve estar pagando para jogar, com um grande prejuízo. A previsão é de que o estádio seja entregue ano que vem. Vale a pena dizer que tudo o que girar em torno do espetáculo será revertido para os cofres do Galo, sem contar que ele poderá vender carnês, de forma antecipada, como na Europa, e conseguir receitas para continuar investindo no futebol.

Pelo que vi no meu instagram, @jaecicarvalhooficial, no meu canal de Youtube e no meu blog, no Superesportes, a maioria é contra a venda de tais ativos. Porém, essa será uma decisão do Conselho Deliberativo. O presidente, Sérgio Coelho, em entrevista ao Superesportes, já disse que prefere não vender nenhum ativo. Ele é contra esse tipo de prática. Acredita que o clube deve solucionar seus problemas, sem vender absolutamente nada. Quer investir nas divisões de base, formar jogadores para o time profissional e tornar o Atlético um clube vendedor de jovens, como Flamengo, São Paulo, Santos e Grêmio. É um caminho.

Vejam que a venda de 51% do Diamond Mall está permitindo ao Atlético realizar o sonho da casa própria. Claro que a obra vai ficar mais cara do que o planejado. Dificilmente uma obra termina com o valor previsto. Há sempre gastos extras, até mesmo em função do tempo da mesma. Depende de vários fatores pelos quais passa a economia do país, e, todos sabem, vivemos a maior pandemia de nossa história, com países quebrados e economias à deriva. No Brasil, país pobre e de quinto mundo, não seria diferente.

Acredito que vender os 49% restantes do Shopping poderia ser uma ótima para o clube, até mesmo para concluir seu estádio sem depender de ninguém. Como escrevi acima, o Galo vai faturar horrores com sua casa própria e a torcida apaixonada que tem. Pode alugar o estádio para shows e outros entretenimentos, já que será um estádio moderno. Sei quer o assunto é complexo e pertence somente aos atleticanos e ao Conselho Deliberativo. Com certeza é um tema que vai causar muita polêmica, pois não sei o percentual de gente a favor ou contra, no próprio clube.

A Vila Olímpica, por exemplo, onde o Galo treinava em sua época de ouro, onde fiz grandes reportagens com Éder, Reinaldo, Paulo Isidoro, Luisinho e tantos outros craques, na época em que eu trabalhava na TV Globo, me parece ter pouco uso para o clube. Nem sei em que pé as coisas estão por lá. Sei, entretanto, que há interessados em comprar o terreno, para construir um minishopping. Talvez seja interessante para o Galo a venda. Quanto ao Labareda, acho que é um clube social, muito frequentado, e aí a coisa fica um pouco mais difícil.

De qualquer forma, é importante o torcedor saber que o clube tem um patrimônio invejável, que pode ser mantido, ou vendido, a hora que o conselho bem entender. É uma espécie de tranquilidade para quem tem uma dívida bilionária, como a maioria dos clubes do país. Com apenas um detalhe: poucos têm os ativos que o Atlético Mineiro tem. Esse ganho tem que ser levado em conta, pois, a hora em que a coisa apertar de verdade, há o que vender.

O Galo parte firme para ganhar taças e títulos e se firmar no cenário nacional, ao lado dos grandes vencedores. Somente o tempo dirá se isso vai acontecer. Não acho que os jogadores atuais valham R$ 600 milhões como foi falado. Nem os elencos de Flamengo, Palmeiras e Grêmio, valem isso. Sendo que os três clubes já provaram ser vencedores, pois as conquistas são inúmeras, ao passo que o Galo ainda precisa encher a sua galeria de taças, para se juntar aos co-irmãos. Mas está no caminho, formando time e construindo sua casa própria. E você, torcedor atleticano e anônimo, é a favor ou contra a venda de ativos? 

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