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Estado de Minas COLUNA DO JAECI

Vergonha e desrespeito no Maracanã

'Público nos estádios está proibido, por causa da pandemia, mas havia milhares de convidados de Santos e Palmeiras, aglomerados num setor das cadeiras'


31/01/2021 15:30

(foto: AFP / POOL / RICARDO MORAES)
(foto: AFP / POOL / RICARDO MORAES)
A final da Libertadores, disputada no sábado (31/01), no Maracanã, mostrou o quanto as pessoas são hipócritas e egoístas. O público nos estádios está proibido, por causa da pandemia do Coronavírus, mas havia milhares de convidados de Santos e Palmeiras, aglomerados num setor das cadeiras, o que caracterizou um desrespeito às normas vigentes e à vida.

Celebridades, gente que vive pregando o isolamento social, presidentes de clubes, ex-jogadores, gente de torcidas organizadas. O momento mais flagrante aconteceu quando Breno Lopes fez o gol do título palmeirense e se dirigiu aos torcedores, que se aglomeraram em cima dele, sem máscara, numa grande irresponsabilidade. Sou um defensor da vida e da dignidade. O que vale para um, tem que valer para todos.

Por que Palmeiras e Santos tiveram o 'privilégio' de ter torcedores numa final? E por que não respeitaram as normas e regras, e as vidas? A Conmebol, organizadora da competição, permitiu? Vergonha e irresponsabilidade, não há outras palavras para descrever o que assistimos no Maracanã.

Diante disso, os outros 18 clubes que disputam o Brasileiro, junto com Santos e Palmeiras, também vão se sentir no direito de convidar torcedores. Mesmo sendo a decisão de Libertadores, e não de Brasileiro, os clubes poderão reivindicar. As praias estão lotadas de gente sem máscara e sem compromisso com a vida. Os bailes funks são um horror e a polícia nem se atreve a entrar nas favelas para proibir a festa. Enfim, o Brasil é um país na contramão do mundo, onde as pessoas, e, principalmente, autoridades, não respeitam aquilo que pregam.

A colunista Mônica Bergamo, que eu respeito muito, publicou foto em que mostra o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, entre os convidados, no Maracanã. É uma autoridade que vem pregando o isolamento social. Para ele, eu abro um parêntese porque teve câncer. Parece que ainda está em tratamento, e teve COVID-19. Ele pode ter pensado que poderia ser a última vez assistindo a uma final do seu Santos. Não sei se foi isso que ele pensou, e tomara que tenha vida longa.

Porém, o melhor que ele deveria ter feito é se preservado, em casa. Aquela velha 'Lei de Gérson', de querer levar vantagem em tudo, está sempre presente na vida dos brasileiros. Tem gente se gabando porque estava no Maracanã.

O Palmeiras vai embarcar para o Mundial de Clubes. No Catar, país sério, sede da competição, só vai entrar a delegação, convidada e com os nomes de jogadores, comissão técnica e dos dirigentes. Não haverá espaço para torcedores, pois o país está fechado para viajantes de qualquer parte do mundo. Não entra e ponto! Lá, existe lei que é cumprida. No Brasil também existem leis, regras e normas, mas o brasileiro, muito 'esperto', sempre arruma um jeito de burlar. Uma vergonha!

Tem um ditado que ouvia no Rio de Janeiro, desde que eu era pequenino: 'Malandro demais se atrapalha'. Foi o que aconteceu com Cuca, ao tentar impedir Marcos Rocha de cobrar um lateral. Acabou expulso, e, logo em seguida, saiu o gol do título do Palmeiras. Viu, Cuca? 'Malandro demais se atrapalha!'

Foi uma das piores finais de Libertadores da história. Não houve futebol, mas os palmeirenses estão no direito de comemorar. São os novos donos da América, mas a tarde de sábado, no Maracanã, ficou marcada, além do péssimo futebol, pelo desrespeito da Conmebol, Palmeiras e Santos às regras criadas para conter a pandemia do Coronavírus. Um desrespeito à vida e ao ser humano. Aí eu pergunto: que autoridade essas pessoas terão para continuar proibindo a presença do público nos estádios”. “Pau que dá em Chico, dá em Francisco”, diz o velho ditado! Vergonha!

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