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Estado de Minas COLUNA DO JAECI

Galo busca identidade e taças com aval de empresários ilustres

Claro que é complicado, quando os salários estão atrasados, você contratar alguém, mas os investidores é que estão bancando e até pagando os salários ou parte dele


postado em 17/06/2020 04:00

Atlético tenta montar um time competitivo, em condições de brigar pelo menos por vaga na Libertadores nesta temporada(foto: Pedro Souza/Atlético)
Atlético tenta montar um time competitivo, em condições de brigar pelo menos por vaga na Libertadores nesta temporada (foto: Pedro Souza/Atlético)


O Atlético tem salários atrasados, mas está contratando e reforçando a equipe a pedido de Sampaoli. Tenho visto muitos questionamentos da mídia de Rio e São Paulo sobre isso. Só acho curioso que, quando a dona Leila, aquela torcedora do Palmeiras, ajudava o clube, ninguém falava nada. Mas quando se trata de Atlético, querem diminuir. Primeiro, que o dinheiro, segundo o próprio presidente diz, está saindo da MRV, empresa de Rubens Menin, atleticano de quatro costados, que sempre esteve ao lado do clube, principalmente nos momentos mais difíceis. Se é empréstimo ou doação, cabe ao presidente e ao Conselho aprovarem, a ninguém mais. Outro que nunca se furtou a ajudar é Ricardo Guimarães, ex-presidente e dono do BMG. Claro que é complicado, quando os salários estão atrasados, você contratar alguém, mas os investidores é que estão bancando e até pagando os salários ou parte dele. O Atlético mudou sua postura e agora, faltando seis meses para o fim da gestão do atual presidente, tenta montar um time competitivo, em condições de, pelo menos, brigar por uma vaga na Libertadores do ano que vem. Na minha visão, acredito que o Galo está se preparando para grandes conquistas com a inauguração do seu estádio. Por isso quer montar um time forte para as disputas até lá – se possível, ganhando títulos importantes; se não, chegando nas principais disputas, até se consolidar em sua casa.

Não adianta comentarmos sobre os contratados, porque ainda não chegaram, não estrearam e não se pode fazer qualquer avaliação. Acho Keno um jogador bem normal, com 30 anos, e não contrataria. Mas a indicação é de Sampaoli, não minha. Só espero que o Galo não se torne uma filial do Palmeiras, com os jogadores dispensados lá. Fala-se na volta de Róger Guedes, outro ex-palmeirense, odiado pela torcida do Galo, que, no fim, o aplaudiu e sentiu sua falta. Eu sempre gostei do seu futebol e apoiei sua contratação. Se for contratado, resta saber se o que vai chegar é aquele dos últimos jogos no Galo ou dos primeiros. O Galo precisa de dois grandes zagueiros, urgentemente. Os que lá estão são fracos, e o próprio Sampaoli disse isso ao presidente quando foi contratado. Tanto que pediu a contratação de Dedé, que eu dei aqui em primeira mão. Ele também não gosta de Victor e Rafael, mas tem de entubar e ensiná-los a jogar com os pés, prioridade para o técnico.

Os clubes brasileiros já estavam quebrados antes do coronavírus e, com a pandemia, a crise veio à tona. Não há receitas, dinheiro para salários e outras coisas mais. Os que têm ajuda de empresários que torcem pelo clube ainda conseguem manter alguma coisa em dia. Os que não têm ficam mendigando cota de TV – a maioria já antecipou tudo – ou o empréstimo prometido pela CBF. Vale lembrar que a entidade só empresta com a garantia da cota de TV, e os clubes que já anteciparam não terão direito a nenhum centavo. Como o futebol deverá voltar sem público pagante, a única receita será da TV e dos patrocinadores, que têm ajudado bastante. Clubes têm de virar empresas. Não há outro caminho. Essa forma amadora de gerir não cabe mais no mundo moderno. É preciso responsabilidade fiscal para os dirigentes, competência e transparência. Uma coisa eu não entendo: se a única razão de ser de um clube é a sua torcida, por que os torcedores de bem não podem votar na eleição para presidente? Se o clube virar empresa, não teremos esse problema, pois o conselho da empresa é quem vai ditar normas e a diretriz.

Pela grandeza e torcida apaixonada que tem, o Atlético deveria ter mais taças e títulos. O torcedor viveu a grande fase em 1971, no primeiro e único título brasileiro, e em 2013 e 2014, com a conquista da Libertadores, da Copa do Brasil e da Recopa. De lá para cá, só tristeza e revolta. Já passou da hora de o Galo se firmar no cenário nacional como time ganhador e vencedor. Já que somente ele em Minas Gerais está na Série A, tem que fazer jus ao hino que diz: “Honramos o nome de Minas no cenário esportivo mundial”. Não adianta fazer projeções em cima das contratações, pois até aqui não há um grande nome, um jogador que seja unanimidade. Keno, por exemplo, era reserva no Palmeiras. Há que se esperar o começo do Brasileirão para sabermos o que Sampaoli, que só ganhou uma Copa América com o Chile e é idolatrado, vai fazer. Ouvi um dirigente dizer que ele é o melhor técnico do Brasil. Que bobagem! Na frente dele temos Jorge Jesus, Vanderlei Luxemburgo e Renato Gaúcho. Dizer que ele é melhor que a maioria medíocre de técnicos brasileiros, tudo bem. Porém, dizer que ele é o melhor é muita puxação de saco. Técnicos vice-campeões brasileiros o Galo tem aos montes. Sampaoli foi apenas e tão somente vice-campeão, o que, para o brasileiro, sempre foi “o primeiro dos perdedores”.



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