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Sampaoli só sabe trabalhar mandando nos Clubes. Por isso foi embora do Santos!


postado em 15/06/2020 04:00 / atualizado em 14/06/2020 22:45


O Atlético está contratando, formando um time para, pelo menos, chegar na Libertadores, ano que vem, e tentar os títulos a partir daí. Sampaoli é o dono do clube. Manda e desmanda, faz listas de dispensa e ordena que se contrate. Não resta outra alternativa, a Alexandre Matos, para mim o “pato novo” no Atlético, pois não tem história no clube, ir atrás de quem Sampaoli manda. Aliás, as informações dão conta de que é torcedor fanático do Cruzeiro, que acompanhava o time pelo Brasil, junto com torcidas organizadas e era conhecido como “Alexandre Topeira”. Em São Paulo, os colegas de imprensa não gostam dele. Fiz algumas lives e pude comprovar isso. Porém, se trabalhar direito e fizer aquilo que Sampaoli manda, o torcedor vai aplaudir. O problema não é meu e sim de quem o contratou. Fala-se em Róger Guedes, aquele que eu sempre defendi, e que a torcida odiava. Saiu do clube como ídolo e todos sonham com sua volta. Outro nome falado é o de Keno, 30 anos. Pelo amor de Deus: chega de contratar jogadores veteranos, ganhando fortunas. Curiosamente, Guedes e Keno pertenceram ao Palmeiras, onde Matos foi diretor de futebol, e saiu escorraçado pela Mancha Verde, que pôs faixas em frente a sua casa, acusando-o de falcatruas. Valdívia também abriu a boca contra ele. Recentemente vimos várias denúncias contra diretores de futebol, que fazem rachadinhas com empresários. Eu sou contra a existência dessa figura no futebol. Os clubes têm os vice-presidentes, eleitos, e que nada ganham. Esses sim, têm autonomia para contratar, diretamente, junto a seus pares. Ou os próprios presidentes teriam essa alternativa. Pra que intermediadores, se eles podem negociar diretamente?

O futebol brasileiro é viciado e parece não querer mudar. Os clubes vibraram com a possibilidade de uma linha de crédito num total de R$ 100 milhões, como empréstimos da CBF tendo como garantia a cota de TV. O problema é que a maioria já adiantou tais cotas até 2022, e aí, não há como a entidade emprestar, sem a garantia devida. Os clubes estão quebrados, sem a volta do futebol, por causa da pandemia do Coronavírus. Mas essa desculpa não vai iludir o torcedor. Estão quebrados há tempos, por gestões ruins, algumas corruptas, como o caso do Cruzeiro, cuja ex-diretoria será indiciada. Esse negócio de técnico mandar no clube é outra coisa absurda. Técnico é mais um dos vários empregados, e deve ter direitos e deveres. Sampaoli parece que é o dono do Galo. Alguém tem que avisar a esse argentino, que o Atlético existe há 112 anos, é uma instituição respeitada e gigantesca, cujos donos são os torcedores. Ponto! Aliás, estão dando a ele um status que não tem. Ganhou a Copa América com o Chile, em 2015, e mais nada. Um vice-campeonato como Santos. Temos vários técnicos vice-campeões. Humberto Ramos, Cuca, Procópio e tantos outros que já dirigiram o Galo. Com seu esquema “doido” na Copa da Rússia, fez a Argentina ser goleada pela Croácia, 3 a 0, com show de Modric, e tomou 4 gols da França, sendo eliminado nas oitavas-de-final. Não tiro a qualidade dele em relação aos técnicos brasileiros, pois está muito acima. Porém, entre Sampaoli e os europeus, fico com os europeus, que têm dado aulas, principalmente nos Mundiais. Não fosse a Seleção Brasileira, e as seleções europeias teriam muito mais títulos do que os que tem.

O Flamengo é o exemplo a ser seguido, hoje. Tem um técnico europeu, que encantou a todos na temporada passada, não só pelos títulos que ganhou, mas, principalmente, por ter resgatado nosso verdadeiro futebol. Na gestão, Bandeira de Melo, que tinha o presidente, Rodolfo Landim e toda a sua equipe, me esclareceu Zico, em live comigo, o Flamengo foi saneado, se tornou superavitário e, se não é rico, faturou R$ 1 bilhão, ano passado, dos quais, R$ 90 milhões pelas conquistas do Brasileiro e Libertadores, e R$ 150 milhões em bilheteria. Quando o time é bom e joga futebol de primeira, até os torcedores rivais vão a campo. Outro caminho é transformar os clubes em empresas, com donos e CEOs, contratados para gerir o clube, dando taças e dinheiro. Não há outro meio de tirar os clubes dessa pré-falência. Portanto, é preciso que os dirigentes sejam menos vaidosos, mais competentes e que não entreguem seus clubes a técnicos e diretores de futebol. O presidente pode errar ou acertar, mas a palavra final tem que ser sempre dele.

GUGA É NOSSO EXEMPLO

Ontem fez 20 anos da conquista do bicampeonato de Guga em Roland Garros, e eu tive a honra de cobrir também, assim como fez na primeira conquista, em 1997. Foi emocionante retratar essas conquistas na coluna de ontem. Voltei no tempo, principalmente contando a conquista de 1997, um marco para mim, que jamais fui fã do tênis, mas que Guga me ensinou a gostar e admirar. Parabéns, campeão. Além de grande astro do esporte, você é um cara sensacional como pessoa. Obrigado pela força que me deu em 1997.



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