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Estado de Minas COLUNA DO JAECI

Que os técnicos desempregados e milionários sigam 'aposentados'

Espero que esses caras realmente não trabalhem mais. Para o bem do futebol brasileiro e mundial, é melhor que permaneçam aposentados. Que vivam do que ganharam na carreira


postado em 13/01/2020 04:00

Marcelo Oliveira é um dos treinadores com títulos de expressão, mas desempregados no futebol brasileiro(foto: LUCAS MERCON/FLUMINENSE - 14/5/17)
Marcelo Oliveira é um dos treinadores com títulos de expressão, mas desempregados no futebol brasileiro (foto: LUCAS MERCON/FLUMINENSE - 14/5/17)


Finalmente, os clubes brasileiros acordaram e pararam de dar emprego a técnicos enganadores, milionários e ultrapassados. A lista dos desempregados é grande, principalmente depois da chegada de treinadores estrangeiros, como Jorge Jesus, Sampaoli, Dudamel, Jesualdo Ferreira e Coudet. E vem mais gente por aí. Só mesmo os dirigentes também ultrapassados e que de bola nada entendem mantiveram alguns técnicos daqui, na esperança de conquistas, que, na verdade, vai se transformar em frustração tão logo o ano termine – e com as dívidas aumentadas. Os desempregados têm no currículo muitas conquistas, porém, com aquele futebol de retranca, de mediocridade, de porrada e marcação. Realmente, é o fim da linha para eles. Uma boa matéria num site mostra a seguinte relação: Felipão tem dois Brasileiros, duas Libertadores, quatro Copas do Brasil e uma Copa do Mundo. É o mais vencedor de todos os que estão desempregados. Paulo Autuori tem um Brasileiro, duas Libertadores, um Mundial de Clubes. Oswaldo de Oliveira tem um Mundial de Clubes e um Brasileiro.  Marcelo Oliveira tem dois Brasileiros e uma Copa do Brasil. Mano Menezes tem três Copas do Brasil. Cuca tem um Brasileiro e uma Libertadores. Celso Roth tem uma Libertadores, e Fábio Carille, um Brasileiro. Vejam, senhoras e senhores, que esses caras estão todos ricos, alguns em tão pouco tempo de trabalho, o que mostra que o futebol é uma “mãe”, como dizem os boleiros, um mundo à parte no país do “faz de conta”.

Espero que esses caras realmente não trabalhem mais. Para o bem do futebol brasileiro e mundial, é melhor que permaneçam aposentados. Que vivam do que ganharam na carreira, pois qualquer brasileiro na mesma situação viveria para o resto da vida sem trabalhar. E se vocês me perguntarem o motivo de o futebol brasileiro estar tão feio e sem perspectiva, eu diria que os principais responsáveis são eles, e mais alguns que ainda mantêm empregos. Porém, numa hora todos os dirigentes irão acordar e perceber que não há mais espaço para enganadores, gente que não fala a linguagem do 'dribla, toca, tabela, faz o gol'. Esses citados sempre foram a favor da retranca, da força, da marcação exagerada e da porrada. Ainda temos salvação com Renato Gaúcho, Luxemburgo e Tiago Nunes, técnicos brasileiros que realmente gostam do futebol-arte. O restante se pode pôr no liquidificador que não sairá nem um bom treinador sequer. É preciso que os jovens, alguns já no mercado, estudem, aprimorem os conhecimentos e entendam que o futebol só tem razão de ser do ponto de vista da arte, do gol. Vejam o Flamengo de 2019, um time que encantou até os que o odeiam, por praticar o futebol que nós sempre reverenciamos. Jorge Jesus, odiado por seus pares, revolucionou o futebol. Ele não inventou nada, concordo, mas fez o essencial: mandou seu time ao ataque, marcou no campo do adversário, lutou pela bola até o último apito do árbitro. Os dois volantes, Arão e Gérson, não dão porrada, não marcam muito, mas têm uma qualidade no passe, na eficiência para tomar a bola sem machucar o adversário e ainda vão ao ataque com muita competência.

Espero, realmente que os cinco técnicos estrangeiros possam modificar o nosso futebol. Fazer dele o que sempre fomos: técnicos, habilidosos e talentosos. É bem verdade que sem bons limões não se faz uma boa limonada. Jorge Jesus tem uma “seleção” à disposição. Não será o caso dos outros, mas é possível fazer um bom trabalho, como fez Sampaoli no Santos, sem grandes jogadores e privilegiando a base do clube. Os garotos entenderam a mensagem do “sábio Guru”, como diria o personagem Rolando Lero, da Escolinha do professor Raimundo. Não dá mais para vermos caras como Mano Menezes ganhando R$ 700 mil mensais para mostrar aquele futebol pobre, apenas de resultado. Vejam bem: ele está no futebol há pelo menos duas décadas e ganhou apenas três Copas do Brasil. Mas ficou milionário. Esse é o mundo do futebol. E não é culpa dele não saber transformar o futebol brasileiro no que sempre foi. É culpa de quem o contrata. É sabido que os empresários exercem grande influência sobre determinados dirigentes. Alguns, reféns dos próprios agentes, que chegam a emprestar dinheiro ao clube para contratações. Os exemplos estão aí para quem quiser pesquisar. Em troca, exigem a contratação desses técnicos medíocres e de jogadores do mesmo nível. A conta chega, e quando chega, é dolorosa. Peguem o histórico da maioria dos times brasileiros. As dívidas ultrapassam a casa dos R$ 500 milhões e são impagáveis.

É sabido que esses “desempregados” não estarão nas filas país afora nem tampouco vão apelar para o seguro-desemprego. São ricos, milionários. Nesse bolo aí há gente que em cinco anos ganhou mais de R$ 20 milhões, um prêmio da Mega Sena, que, bem administrado, dá para viver tranquilamente para o resto da vida. Os 13 milhões de desempregados brasileiros acordam todos os dias na esperança de um encaixe – e olha que há engenheiro, médico, e gente das mais variadas profissões buscando qualquer vaga no mercado. Os pais gastaram fortunas para formar os filhos em faculdades e, no fim, não há emprego. “Que país é esse?”, perguntou o genial e saudoso Renato Russo, líder do Legião Urbana. E, de lá para cá, a coisa só piorou. Não para os treinadores enganadores. Esses continuam no mercado, como urubu à espera da carniça. Fingem-se de mortos à espera da primeira baixa de um time, normalmente no Brasileirão, para exigir os salários irreais e assumirem, sabedores de que títulos não ganharão, mas que, no fim da temporada, suas contas bancárias estarão ainda mais gordas. Até quando esses caras vão existir? É a pergunta que os torcedores fazem. Enquanto houver dirigente refém e amador, a sobrevida desses caras é grande!

Perda

Valdir de Moraes partiu no sábado, para se encontrar com Telê Santana e com tanta gente boa que já se foi para a outra vida. Que descanse em paz, pois foi um dos grandes do nosso futebol.

Tragédia

Meu companheiro Mendel Bidlovski, da ESPN, perdeu um filho de 5 anos na sexta-feira. Uma tragédia sem fim. Tenho um amigo que diz que “Deus deveria ter criado uma lei em que os filhos jamais fossem antes dos pais”. Concordo com ele. Minhas duas irmãs perderam filhos. Perdi dois sobrinhos jovens. Não é fácil. Uma dor enorme, uma ferida que nunca cicatriza. A Mendel e a sua família, força e fé. Talvez o dia em que formos embora possamos entender o motivo de isso acontecer. Porém, nessa vida terrestre em que vivemos, é realmente inexplicável e desumano. Força, amigo!



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