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Estado de Minas COLUNA DO JAECI

Flamengo é bi da Libertadores na raça e com a estrela de Gabigol

Título coroa a grande temporada do rubro-negro sob o comando de Jorge Jesus, que agora vai buscar o título mundial contra o Liverpool


postado em 24/11/2019 04:00 / atualizado em 23/11/2019 23:52

O iluminado Gabigol marcou os dois gols do Flamengo na virada heroica sobre o River Plate(foto: Ernesto Benavides/AFP)
O iluminado Gabigol marcou os dois gols do Flamengo na virada heroica sobre o River Plate (foto: Ernesto Benavides/AFP)
 
O Flamengo é bicampeão da Copa Libertadores da América. Num dia em que jogou muito mal, contou com a sorte e a predestinação de Gabigol, responsável pelos dois gols da virada rubro-negra. O River marcou no primeiro tempo com Borré. Gerson e Arão estavam muito mal. Os homens da criação também não jogavam bem, e o Flamengo não tinha a intensidade de outros jogos. O time argentino sim, marcava bem, por pressão na saída de bola, e foi melhor quase o tempo todo. Mas quis o destino que Gabigol fosse o nome da final, e que em apenas quatro minutos marcasse os dois gols da vitória. Uma vitória épica, inesquecível, dramática, sofrida, mas merecida. O Flamengo é o melhor time da América do Sul, disparado. O português Jorge Jesus recuperou o gosto pelo bom e velho futebol brasileiro. Ao River, sobrou o consolo de ter sido um grande adversário, um timaço, muito bem treinado por Marcelo Gallardo. Hoje, o Flamengo pode ser campeão brasileiro sem jogar. Para isso, basta que o Palmeiras não vença o Grêmio. Parabéns, Flamengo. Você fez até chover em Lima, o que é muito raro.

O primeiro tempo foi do River Plate. O Flamengo provou do próprio veneno, pois foi marcado em seu próprio campo e não conseguia achar os espaços para sair jogando. Bruno Henrique e Gabigol não estavam em sintonia. O primeiro ainda tentou suas arrancadas pela esquerda, mas não conseguia finalizar. De Arrascaeta, muito bem marcado, girava de um lado para o outro sem achar os espaços. Gabigol era presa fácil. Éverton Ribeiro, vigiado de perto por Perez, o melhor da partida, também nada criava. E para complicar, aconteceu o gol do River. Cruzamento da direita, a bola estava tranquila para Arão ou Gérson. O problema é que um deixou para o outro, a bola passou e Borré chutou forte, da marca do pênalti, para fazer 1 a 0. A bola passou debaixo do corpo do goleiro Diego Alves, que falhou. Daí em diante, o time argentino dominou ainda mais. O goleiro Armani quase não sujou o uniforme. O técnico Jorge Jesus, sempre tão inquieto, estava calado, sem reclamar de seus comandados. Era visível o nervosismo de Gérson e Arão. Os erros de passes do Flamengo, em viradas de bola, eram perigosíssimos. O River empurrava o rubro-negro para seu próprio campo e era o dono das ações. O resultado parcial foi justo, por tudo aquilo que o time argentino fez na partida.

Veio o segundo tempo, o Flamengo começou a criar, mas, continuava errando passes e o tempo era o maior adversário. Os argentinos, malandros, amarravam a bola e o tempo passava rápido. Gérson sentiu e saiu. Arão também saiu machucado. Os dois melhores homens de meio-campo estavam muito mal e sentiram a decisão. Há que se destacar a marcação do River, bem alta, não deixando o time rubro-negro sair com a bola. De Arrascaeta não criava, tentava os dribles e perdia a bola. Gabigol, irreconhecível, errava tudo. Pensei que Jorge Jesus o tiraria. Mas ele não tirou. Insistiu com o artilheiro do Brasileirão e da Libertadores. E o português estava certo. Em jogada pela esquerda, De Arrascaeta cruzou e Gabigol empurrou para o gol, empatando o jogo aos 44min. Quando tudo indicava uma prorrogação, Gabigol foi lançado, ganhou do zagueiro e chutou para fazer o gol da virada. 2 a 1, e o Flamengo deixando os argentinos atordoados. O árbitro ainda expulsou um jogador argentino e o próprio Gabigol. Mas não havia tempo para a reação do River. Flamengo bicampeão da Libertadores com todos os méritos. O time de Gallardo foi melhor na grande decisão, mas a sorte, ontem, estava ao lado do time rubro-negro por tudo o que ele faz na atual temporada. Gabigol, artilheiro da Libertadores com nove gols, foi eleito o craque do jogo. O futebol é assim. Premia quem se esforça, não desiste e acredita até o fim. Como o Flamengo joga no estilo europeu, buscou o gol até o último segundo de jogo. A entrada de Diego foi fundamental para dar o gás que faltava ao Flamengo. Ele, que ficou quase seis meses parado por uma séria contusão, entrou para fazer o que os titulares não estavam conseguindo. Aqui é Flamengo. Não é um time qualquer. É o melhor time do Brasil, disparado, e agora vai em busca do Mundial, outra vez. Se passar pela semifinal, e o Liverpool vencer seu adversário, teremos, outra vez, Flamengo x Liverpool numa final. Na única vez em que se enfrentaram, o Flamengo venceu por 3 a 0, dando chocolate. Que venha o Mundo. Mister Jesus está abençoado e preparado. Parabéns, Flamengo. Você resgatou o verdadeiro futebol. Bicampeão da Libertadores.

Pesar
Muito triste pela perda do companheiro Son Salvador, grande chargista, com uma vida dedicada aos Diários Associados. Que ele tenha sido recebido pelo criador e que sua família receba o consolo dos céus. Descanse em paz, Son!


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