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Estado de Minas COLUNA DO JAECI

Xinga, agride, comete ato racista e pede desculpa de fachada

A desculpa ficou ainda pior, pois não há sinceridade nela. Eles tentam atenuar a pena que sofrerão


postado em 14/11/2019 04:00 / atualizado em 13/11/2019 20:56

Adrierre Siqueira da Silva admitiu os atos de injúria contra o segurança Fábio Coutinho no Mineirão(foto: José Geraldo da Silva/TV Alterosa)
Adrierre Siqueira da Silva admitiu os atos de injúria contra o segurança Fábio Coutinho no Mineirão (foto: José Geraldo da Silva/TV Alterosa)


Um pedido de desculpas, que todo mundo percebeu não ser verdadeiro, e um possível indiciamento pela polícia. Essa é a situação dos irmãos, acusados de racismo contra o segurança Fábio Coutinho durante os episódios lamentáveis no Mineirão, domingo. Os vídeos que circulam são bem claros e mostram a atitude racista, o cuspe na cara do segurança e o deboche desses irmãos. Você humilha uma pessoa, xinga, cospe, quer partir para a agressão e, no dia seguinte, pede uma desculpa esfarrapada. Pelo amor de Deus! Esses caras deveriam ter vergonha na cara. A desculpa ficou ainda pior, pois não há sinceridade nela. Eles tentam atenuar a pena que sofrerão. Sou leigo no direito, mas o doutor Thiago Augusto me manda mensagem pelo Instagram dizendo o seguinte: “O caso deles é de injúria racial, e, pela lei brasileira, a pena não passa de três anos ou serviço comunitário. Racismo é quando se proíbe prática de algum ato em razão da raça ou cor”. Obrigado, doutor Thiago. Porém, pra mim e para os milhões de brasileiros do bem, isso é racismo. Todos sentimos na pele a ofensa desses dois irmãos como se fosse na gente. Somos todos iguais, seres humanos, independentemente da cor da pele, da religião, do credo. Porém, em pleno século 21, há idiotas que querem agredir, xingar e humilhar pessoas. Foi o caso dessa dupla do mal.

O prefeito de BH, Alexandre Kalil, foi taxativo ao dizer que esses caras deveriam ser banidos do futebol e que a bebida alcoólica deveria ser proibida novamente. Durante os seis anos de sua gestão vencedora no Atlético, a venda de cerveja nos estádios em Minas Gerais era proibida. Porém, a ganância dessas cervejarias e acordos firmados fizeram a bebida voltar a ser vendida, e a violência só aumenta. Não adianta os “bebuns” dizerem que a bebida não os altera, porque é mentira. Altera, e muito. Eles ficam mais violentos e se sentem mais “poderosos”. Sem o álcool na cabeça, são mais brandos e cordiais. Portanto, autoridades, já que vocês não conseguem realizar um clássico com torcida dividida, que, pelo menos, proíbam outra vez a venda de bebida alcoólica nos estádios de futebol. É o mínimo que exigimos. E parabéns ao Atlético por punir os dois agressores, expulsando-os do quadro de sócios. Espero também uma medida das autoridades, banindo os dois, definitivamente, dos estádios. Em todos os jogos do Atlético, em BH, eles deveriam se apresentar numa delegacia e ficar lá até o fim da partida, de preferência limpando privada ou varrendo o chão. O ato dessa dupla foi covarde, humilhante e perverso.

Nem 500 contas

Uma fonte me revela que o patrocínio máster do Cruzeiro com um banco digital não conseguiu fazer com que os torcedores abrissem nem 500 contas, o que mostra o fracasso total e absoluto da parceria. O clube já procura outra proposta para estampar em sua camisa, um novo patrocinador. O problema é que, em baixa, com dívida de quase R$ 700 milhões e atrasos salariais, os possíveis anunciantes vão querer jogar o preço lá embaixo. Isso se o clube conseguir alguém que queira realmente anunciar. Se conseguir se manter na elite, ainda terá mais chances, mas, se for rebaixado, dificilmente terá alguém em condições de bancar o patrocínio, já que a Série B não tem a visibilidade da A. O banco BS2, que patrocina o Flamengo e paga R$ 15 milhões por ano, já renovou com o clube carioca. Consultados, os dirigentes do banco, que são cruzeirenses, descartaram qualquer possibilidade de anunciar no clube do coração. Nessas horas, a paixão fica de lado e a visão é apenas de lucros. No Flamengo, já abriram milhares de contas nessa temporada e pretendem abrir outras tantas no ano que vem.

Renovação

Jorge Jesus se valorizou e seu contrato termina em maio. O Flamengo se apressa em renová-lo e o português já acena com uma proposta de R$ 2,2 milhões mensais. Tudo bem que o rubro-negro está nadando em dinheiro, mas essa quantia é irreal para o nosso futebol. É bem verdade que a cada jogo no Maracanã, o Flamengo fatura algo em torno de R$ 4 milhões, só de arrecadação. Mesmo assim, acho um absurdo esse salário, levando-se em conta que há 13 milhões de desempregados, gente passando fome e uma desigualdade social jamais vista. É melhor o Flamengo repensar os valores e perceber que o Brasil tem uma economia quebrada e falida.


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