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Estado de Minas COLUNA DO JAECI

Atlético erra ao retornar ao Mineirão

No momento de usar seu maior aliado, o Independência, ele foge para o Mineirão, como se o torcedor no Horto não ajudasse o time


postado em 06/11/2019 04:00 / atualizado em 05/11/2019 23:47

Para o confronto com o Goiás, Atlético trocou o Independência pelo Mineirão: em sua última partida no estádio, foi eliminado da Sul-Americana(foto: RAMON LISBOA/EM/D.A PRESS - 26/9/19)
Para o confronto com o Goiás, Atlético trocou o Independência pelo Mineirão: em sua última partida no estádio, foi eliminado da Sul-Americana (foto: RAMON LISBOA/EM/D.A PRESS - 26/9/19)


O Atlético resolveu jogar no Mineirão contra o Goiás na noite de hoje. Para mim, mais um erro crasso, que pode custar mais uma derrota. Quando mandou seus jogos na Libertadores deste ano ali, eu disse que ele seria eliminado na primeira fase – e não de outra. Lendo o retrospecto do time mineiro no Superesportes, os números são assustadores contra o alvinegro. No momento crucial do Brasileirão, faltando oito rodadas, acho temerário jogar ali, mesmo com um número maior de torcedores. O técnico Vágner Mancini conta com o apoio da torcida para ajudar o time a conquistar os pontos, mas ela não entra em campo. No máximo, pode incentivar. Entretanto, incentivar um time ruim, que mais parece um bando em campo, fica difícil até para o mais apaixonado torcedor. Felizmente, existem Fluminense, Botafogo, e CSA, que correm sérios riscos de rebaixamento, bem atrás do Galo. Pois se não existisse o futebol pobre dessas equipes, dificilmente o Galo escaparia da queda. Ainda há riscos, mas com a ruindade dos citados, só se o Atlético fizer muita força para cair. No momento de usar seu maior aliado, o Independência, ele foge para o Mineirão, como se o torcedor no Horto não ajudasse o time. Estratégia errada. Pode até ganhar do Goiás, mas acho difícil, pois o time esmeraldino está certinho e pratica ótimo futebol. Se o Atlético bobear, toma outra no lombo. E domingo tem clássico contra o Cruzeiro. Com todos os problemas, o time azul é favorito, pois é menos ruim que o alvinegro.

Curitiba

O Cruzeiro visita o Athletico hoje. Dificilmente voltará com os três pontos, pois o time, que vinha sendo dirigido por Tiago Nunes, é dos melhores do país. Ele é um dos técnicos que privilegiam a arte, o gol, o drible, a tabela, o toque. Por isso, é cogitado para assumir o Corinthians. Um treinador que foge da mesmice de seus pares, procurando devolver aos torcedores o futebol que nos levou aos cinco títulos mundiais. O Athletico tem mais time que o Cruzeiro, é o atual campeão da Copa do Brasil e faz belíssimo Brasileirão. Tem uma filosofia diferente da do rival de hoje, pois investe na base e tem em seu grupo 12 jogadores advindos dessa categoria. O Cruzeiro vive seu pior momento nos últimos anos, e ninguém mais fala nos problemas financeiros e na crise, instalada na gestão do atual presidente. Parece que jogaram a sujeira para debaixo do tapete e ficou tudo bem. O clube deve mais de R$ 500 milhões, não tem crédito na praça e tem jogadores que custam fortunas por mês jogando pedrinha. A folha salarial é na casa dos R$ 20 milhões mensais, o que é uma irresponsabilidade. Acredito que o Cruzeiro se salva da queda, pelo mesmo fator do Atlético: existem equipes piores abaixo. Porém, vai precisar ganhar uns quatro jogos desses oito restantes, senão a coisa pode realmente se complicar. Infelizmente, o futebol mineiro ficou para trás neste ano e a expectativa para o ano que vem é das piores, pois não há dinheiro, há vários ex-jogadores em atividade, com contratos longos, e muita coisa errada para corrigir. Segundo um economista com quem conversei, se tudo der certo o Cruzeiro vai levar de 10 a 15 anos para se ajeitar financeiramente.

Mano deu chilique!

Não assisti ao programa Bem amigos de segunda-feira, mas recebi trechos do chilique do técnico retranqueiro Mano Menezes ao ser confrontado por Marco Antônio Rodrigues, o Bodão, meu parceiro na Copa América do Uruguai, em 1995, na TV Globo. Bodão elogiou o trabalho de Jorge Jesus e isso irritou Mano, que disse que “o futebol não começou agora”. Equívoco seu, senhor Mano. Recomeçou agora, sim, com um futebol de toque, drible, tabela, gol, intensidade do começo ao fim. Eu nunca vi uma equipe sua fazer isso. Aliás, o senhor esteve dois anos à frente da Seleção Brasileira e não conseguiu dar padrão de jogo ou um esquema tático decente. Seu futebol é de porrada, marcação, falta de qualidade e muito pragmático, como a maioria dos seus pares. Reconheça que Jorge Jesus está dando um show e uma contribuição para resgatarmos o nosso verdadeiro futebol que vocês, técnicos gaúchos, dilaceraram ao longo dos anos. Pra você, Mano, e seus pares, 1 a 0 é goleada. Seu linguajar é o do “pega, mata a jogada, dá porrada”. O do português é “dribla, tabela, toca, faz o gol”. Aí está a grande diferença entre ele e vocês, medíocres treinadores. Felizmente, a TV brasileira ainda tem gente como meu amigo Bodão, que questiona mesmo, pois a maioria é puxa-saco e baba-ovo de técnicos medíocres e fracos como você. Deixe a inveja de lado e copie o que é bom. Gosto de você como pessoa, um cara íntegro e educado, mas como treinador você é apenas mais do mesmo. Obrigado, Jesus!


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