Continue lendo os seus conteúdos favoritos.

Assine o Estado de Minas.

price

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Utilizamos tecnologia e segurança do Google para fazer a assinatura.

Assine agora o Estado de Minas por R$ 9,90/mês. Experimente 15 dias grátis >>

Publicidade

Estado de Minas BOMBA DO JAECI

Visionário Kalil

"Se arrumarem o Flamengo, acabou o futebol brasileiro" Alexandre Kalil, ex-presidente do Atlético (declaração feita em 2014)


postado em 26/10/2019 04:00 / atualizado em 25/10/2019 18:37



O eterno e mais vencedor presidente do Atlético, Alexandre Kalil, em vídeo que circula nas redes sociais, avisou em 2014: “Se arrumarem a casa do Flamengo, acabou o futebol brasileiro”. Ele estava certo. Visionário que é, sabia que um clube com 40 milhões de torcedores, uma diretoria séria e a casa arrumada se transformaria numa potência. E o Flamengo, hoje, pratica futebol de Europa. Sobra no Brasil, com um grupo e um técnico competentes. Sei que tem muita gente torcendo contra, para dizer que não é nada disso. Porém, quem entende de futebol e gosta de verdade, sabe que mesmo que o Flamengo não ganhe a Libertadores, pois a partida é única e o adversário é o excelente River Plate, o trabalho feito é nobre e de recuperação do futebol brasileiro. O mais importante é que o Flamengo está resgatando o nosso verdadeiro futebol. Acho difícil ele não ganhar a Libertadores, mas pode acontecer. O Brasileiro já é fato, mesmo faltando 11 rodadas. Vejam que Alexandre Kalil é visionário. Por isso está na história como o maior e mais vencedor presidente do Atlético. Na coluna de amanhã abordo o tema com mais espaço.
 
(foto: Mauro Pimentel/AFP)
(foto: Mauro Pimentel/AFP)
 

Torcida contra

A maioria dos técnicos brasileiros, retrógrados e ultrapassados, torce contra o colega Jorge Jesus (foto) para que ele não ganhe a Libertadores. Se isso acontecer, vão dizer que o português não é nada disso. Ledo engano desses técnicos preguiçosos e ultrapassados, com algumas exceções, é claro. Mesmo que não ganhe a Libertadores, o legado está aí. Em quatro meses, o Mister fez mais que a maioria dos enganadores em tantos anos de futebol brasileiro. Jesus mostra como se treina uma equipe taticamente, tem variações de esquemas durante o próprio jogo, não poupa atleta privilegiando uma ou outra competição e sua equipe marca por pressão, lá na frente, do começo ao fim. Se faz um gol, quer dois. Se faz dois, quer três, e assim por diante. Por isso o trabalho dele já é vencedor. E para menosprezá-lo, já vi técnico dizendo que “ele não ganhou nenhum título de expressão na Europa”. Pura inveja. A arma dos incompetentes é mesmo a inveja.
(foto: Mauro Pimentel/AFP)
(foto: Mauro Pimentel/AFP)

Arrumem suas casas

Os clubes brasileiros, que vão dar a desculpa de que a cota do Flamengo é maior com relação às receitas de TV, deveriam se organizar e arrumar suas casas em vez de ficar lamentando. Copiem o exemplo do Flamengo se quiserem pensar em taças e títulos. Senão, o Brasileirão vai virar o Campeonato Espanhol ou Francês, com uma ou duas equipes em condições de ganhá-lo. Quando o time é bom, a torcida lota o estádio, como faz a rubro-negra, com 60 mil pagantes a cada jogo do Flamengo no Maracanã. O Fla fatura, em média, R$ 4 milhões por jogo e já arrecadou mais de R$ 80 milhões com bilheteria este ano. Viram qual a receita? Em vez de lamentarm e invejar, dirigentes, arregacem as mangas e mãos à obra. O futebol brasileiro ainda tem solução. Sigam o exemplo do Flamengo.

Chega desses salários

Conversando com um dirigente de um clube brasileiro, ele me disse que já passou da hora de os clubes se unirem e reduzir, drasticamente, os salários de técnicos e jogadores. Ele se diz indignado em ter que pagar R$ 800 mil a um treinador, que em nada contribui para o bom futebol. Vale lembrar que os técnicos brasileiros não têm vez na Europa, e, sendo assim, ou eles aceitam o que será oferecido no mercado ou que fiquem desempregados. O que não dá mais é para os clubes pagarem essas fortunas, que afrontam o povo brasileiro, para um trabalho tão pobre e enganador. Espero mesmo que os dirigentes se unam, porque os clubes brasileiros não sabem o poder que têm e a força de sua torcida.


Publicidade