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Estado de Minas COLUNA DO JAECI

Galo empata com o CSA e Cruzeiro vence o São Paulo

Era jogo para faturar os 3 pontos devido à fragilidade do adversário, mas a incompetência de Luan, Fábio Santos e cia. não permitiu


postado em 17/10/2019 04:00 / atualizado em 17/10/2019 00:45

Atacante Luan fez o gol da virada alvinegra no Castelão, mas Atlético não conseguiu segurar a vitória(foto: Bruno Cantini/Atlético)
Atacante Luan fez o gol da virada alvinegra no Castelão, mas Atlético não conseguiu segurar a vitória (foto: Bruno Cantini/Atlético)


Em jogo horroroso, de péssimo nível técnico, o Atlético empatou com o CSA por 2 a 2, ontem, em Alagoas, somando apenas um pontinho na sua luta para não correr riscos de rebaixamento. O primeiro tempo foi de dar dó. Duas equipes sem qualidade, sem inspiração, sem imaginação. O gol do CSA aconteceu em falha de Fábio Santos. O time alvinegro nada criava, não chutava a gol, não parecia querer a vitória. Do outro lado, um CSA limitado, brigando por cada pontinho para tentar fugir do rebaixamento. Desde que a competição começou, o time alagoano é apontado como possível rebaixado.

O Galo, que ficou sete jogos sem vencer, precisa de quatro vitórias e um empate para escapar. Ontem, era jogo para faturar os 3 pontos devido à fragilidade do adversário, mas a incompetência de Luan, Fábio Santos e cia. não permitiu. Vinícius foi expulso ao dar uma cotovelada no adversário. Curiosamente, com um homem a menos, o Galo conseguiu fazer 2 a 1 e caminhava para os 3 pontos quando Guga, tão ruim quanto Patric, cometeu uma penalidade desnecessária. O CSA empatou e definiu o resultado.

O Atlético perdeu grande chance de faturar uma vitória e ficar um pouco mais tranquilo na classificação. Continuo a acreditar que o Galo não cairá, pois há muitas equipes ruins. CSA, Avaí e Chapecoense deverão cair. A última vaga ficará com Cruzeiro, Ceará, Fortaleza, Fluminense e Botafogo. O Atlético deve se safar e buscar formar um grupo melhor para a próxima temporada.

Cruzeiro respira
No Mineirão o Cruzeiro, finalmente, venceu o São Paulo por 1 a 0, gol de Thiago Neves, e respira um pouco mais aliviado no Brasileiro, chegando aos 25 pontos, ainda no Z-4, mas dando uma esperança maior aos seus torcedores. Resta saber se Thiago Neves, que sempre gostou de menosprezar colegas de profissão e achincalhar jornalistas, vai enviar alguma mensagem em sua rede social. Ele tem ficado quietinho nesta fase ruim, mas como fez o gol da vitória, pode se esperar tudo desse jogador.

É por isso que digo que sou contra a matemática no futebol. Se a bola entra na casinha, o clube vai somando pontos e escapando do rebaixamento. Os matemáticos veem no futebol um jeito de ganhar um dinheirinho, como se fosse esse esporte uma ciência exata.

Segue o líder
No Castelão, O Flamengo confirmou sua grande fase, e, mesmo com o time quase todo reserva, bateu o Fortaleza por 2 a 1, de virada, chegando aos 61 pontos. Com mais quatro vitórias em 12 jogos o rubro-negro carioca levantará o troféu do Brasileiro pela sétima vez. O time comandado por Jorge Jesus fez uma de suas piores partidas, pois seu ataque era todo reserva, com Vitinho e Reinier. Apenas Gabigol, que voltara de Cingapura, atuou. Bruno Henrique e Éverton Ribeiro, estavam suspensos.

No fim de semana, o Flamengo deve poupar jogadores, pois terá a decisão à final da Libertadores, contra o Grêmio, no Maracanã, na quarta-feira. Com um empate por 0 a 0 o time carioca chegará à final pela segunda vez em sua história, em busca do bicampeonato. Em 1981, o Flamengo ganhou a taça e o Mundial Interclubes diante do Liverpool. Se for campeão, poderá enfrentar, novamente, o time inglês na finalíssima do Mundial, caso os dois avancem.

O Flamengo vive seu melhor momento nos últimos tempos. Depois daquele timaço de Zico, Adílio, Júnior, Andrade e cia., este é o melhor Flamengo que vi jogar. Claro que a diferença está na estrutura montada pelo ex-presidente Bandeira de Melo, que ajeitou a casa financeira, deixou dinheiro em caixa e conseguiu vender dois jogadores a peso de ouro: Vinícius Júnior e Paquetá. Além disso, em cada jogo no Maracanã, com 60 mil pagantes, o Flamengo fatura uma média de R$ 4 milhões, o que dá uma excepcional receita. Só que a folha de pagamento gira em torno de R$ 25 milhões. Gestão eficiente, com dinheiro e jogadores de qualidade, é a receita para títulos.

Só falta o presidente Rodolfo Landim, que parece não ter coração, chamar as famílias dos garotos mortos no Ninho do Urubu e indenizá-las de forma correta. Aí sim, o Flamengo poderá comemorar seus títulos, caso venha a conquistar, com decência. Nenhum dinheiro vai pagar a vida dos garotos mortos, mas o clube tem a obrigação de cuidar dos familiares. E a polícia precisa identificar os culpados, e a Justiça condená-los. Dez garotos mortos é um crime terrível, já que não havia liberação da prefeitura para que aqueles garotos morassem naquele “puxadinho”. Se não houve intenção de matar, houve, no mínimo, negligência por parte de quem instalou os garotos ali.



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