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Estado de Minas COLUNA DO JAECI

O diretor de futebol não conhece a história do Atlético

O Atlético fez um péssimo negócio em apostar no desconhecido Rui Costa para comandar seu futebol


postado em 16/10/2019 04:00 / atualizado em 15/10/2019 22:18

O diretor de futebol do Atlético, Rui Costa(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
O diretor de futebol do Atlético, Rui Costa (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)


Vagner Mancini é o novo técnico do Galo, e já estreia hoje contra o CSA. Conheci Mancini em sua passagem pelo Cruzeiro. Uma pessoa fantástica, um cara altamente do bem. Porém, isso não quer dizer que seja um grande treinador, embora eu, particularmente, goste do trabalho dele. O ex-coordenador técnico do São Paulo não conseguiu se firmar como técnico de ponta desde que ganhou a Copa do Brasil, com o Paulista de Jundiaí, em 2005. Tinha Réver e o goleiro Victor no time naquela época. Teve oportunidade em vários grandes times, mas não se firmou. Chega ao Galo com a desconfiança de quem já rebaixou algumas equipes, mas eu não acredito que será o caso agora. O Galo deve escapar, muito mais pela ruindade dos concorrentes do que por seus méritos. Um time que tem tantos jogadores de médio para baixo não pode ser confiável. Com 31 pontos, o Atlético precisa de cinco vitórias para ficar tranquilo, ou quatro vitórias e um empate. Se não conseguir isso em 13 jogos, e 13 é Galo, é porque não merece ficar mesmo na elite. Repito: não acredito em queda, mas que será sofrido até o fim, ah, isso será! Dizem que se não for sofrido, não é Galo, mas bem que o time poderia fazer o torcedor sofrer menos.

O Atlético fez um péssimo negócio em apostar no desconhecido Rui Costa para comandar seu futebol. Os torcedores me mandam mensagem dizendo sentir falta de Eduardo Maluf, um dos maiores dirigentes que Cruzeiro e Atlético já tiveram. Rui Costa ficou no Grêmio durante oito anos e nada ganhou. Assim que Renato Gaúcho assumiu, o dispensou e o Grêmio ganhou tudo. Na Chapecoense, também não teve sucesso, e Vagner Mancini trabalhou com ele. Não conhece a origem do clube, sua história, tradição e cultura. Assim como Alexandre Gallo, não faz um bom trabalho. O Atlético permanecendo na elite – e não tenho dúvidas de que vai ficar, pois, como escrevi acima, há times piores – tem que fazer uma limpeza geral. A começar pelo próprio Costa, que não agradou. Há uma barca de pelo menos 12 jogadores para mandar embora. O problema são os contratos longos e caros. A indenização vai custar uma fortuna e o Atlético não tem esse dinheiro. Por enquanto, é torcer para Mancini acertar o time e escapar o mais rápido possível do rebaixamento. Os últimos anos para o torcedor do Galo têm sido de sofrimento e drama, como foi no passado sombrio do rebaixamento. Que aqueles tempos não voltem nunca mais, pois o atleticano de verdade não merece passar por isso.

A bola tem de entrar na casinha

O Cruzeiro tem mais de 73% de chances de cair, dizem os matemáticos. E daí? Futebol nunca foi matemática, ciência exata. Futebol é bola na casinha. Se ela entrar, a matemática vai para o espaço, como aconteceu com o Fluminense em 2009, quando os tais matemáticos, essa gente que entrou apenas para ganhar dinheiro no futebol, diziam que ele tinha 99% de chances de cair. Mas, numa arrancada fenomenal, ganhou seis jogos, empatou um e se manteve na elite. Tudo isso porque fez gols, a bola tocou a rede dos adversários várias vezes. Nada impede que o Cruzeiro tenha uma reação, pois ele pode vencer oito jogos em 13 que vai disputar e se safar. É provável que vença esses jogos? Não. É impossível? Também não. Porém, pela péssima campanha até aqui, e por ter apostado num técnico que já não é aquele Abel do passado, as coisas se complicaram mais ainda. Hoje, por exemplo, vai encarar o São Paulo, que briga no G-6. Mesmo no Mineirão, tenho minhas dúvidas com relação ao time azul. Importante, entretanto, é o torcedor fazer a sua parte. A Segunda Divisão é como a morte. “Todo mundo quer ver Deus, mas ninguém quer morrer.” Planejamento malfeito. Troca de técnicos, e, principalmente, os problemas políticos graves deixaram o Cruzeiro nesta situação, da qual somente os jogadores podem sair. Se eles quiserem dar um pouco mais do que estão dando, com certeza a coisa vai andar. Caso contrário, vão cair mesmo. É sabido que para alguns jogadores isso não significa nada. Se cair, pedem o boné e vão para outra equipe, como se nada tivesse acontecido. Poucos são os que respeitam a instituição, e camisa, e têm a dignidade de se manter no grupo. Já vimos esse filme em vários anos.

A volta de Zezé Perrella, um dos dirigentes mais vencedores do clube, é importante, pois conhece futebol como poucos. Mas ela não garante a manutenção na elite. Neste momento delicado, Zezé busca parceiros que possam arcar com os salários atrasados. É sabido também que a maioria dos jogadores só atua bem quando o salário está em dia. Não é o caso da maioria dos trabalhadores do país, quando seus patrões atrasam salários. Eles trabalham com dignidade. Jogador de futebol é uma categoria diferente e surreal. Os caras ganham fortunas e, assim como os técnicos de futebol, “caem pra cima.” Se vão mal em determinado clube, sempre há outro disposto a contratá-lo, muitas das vezes ganhando até mais do que ganhava. O futebol é um mundo de ilusão. Chegamos ao ponto de os jogadores opinarem sobre a contratação de treinador A ou B, como se essa fosse uma atribuição deles. Tá tudo errado no futebol. Thiago Neves e Fred mandam e desmandam no Cruzeiro e, se o time cair, podem debitar na conta deles essa queda. Não tenho dúvidas de que pediram a contratação de Abel, por terem sido campeões com ele no Fluminense. Só que o tempo passou e os três já não são os mesmos. Thiago Neves e Fred estão mais velhos e com futebol curto. Foram importantes no nosso futebol em 2010 e 2012. De lá para cá, nada feito. O mesmo pode-se dizer de Abel, que foi um grande treinador, mas que não evoluiu nos últimos anos. Tenho as melhores informações sobre Abel, como pessoa. Mas seus últimos trabalhos não o credenciam a tirar uma equipe do Z-4. Sinceramente, até acredito que o Cruzeiro escape, porque CSA, Chapecoense e Avaí deverão cair. Restará uma vaga no “inferno”, e acho que há equipes piores que o time azul. Porém, a cada rodada sem vencer, são mais três pontos perdidos, e aí esses pontos farão falta em dezembro, na hora final, em que a matemática terá que entrar em ação para somar os pontos. Se não atingir os 43, babau, é queda mesmo.

Dia do professor

Ontem foi um dia importante. Em outros tempos, os professores eram valorizados, ganhavam bem e eram considerados nossos segundos pais. Nos dias de hoje, é terrível saber que os mestres são maltratados, que ganham pessimamente e que há monstros que batem neles nas salas de aula. Um país sem educação será sempre um país de quinto mundo. Aos mestres, com todo carinho, o meu respeito e admiração. Precisamos resgatar a figura do professor e respeitar, acima de tudo. Os valores no país do faz de conta estão realmente invertidos.


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