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Estado de Minas COLUNA DO JAECI

Atlético vira Davi diante do Golias rubro-negro

O Atlético tem grupo medíocre e enganador. Quando o Brasileirão começou e chegou a figurar entre os ponteiros, avisei que era ilusório, pois não via no grupo capacidade para se manter ali


postado em 10/10/2019 04:00 / atualizado em 09/10/2019 21:09

Com elenco ruim, as pressões no Atlético recaem sobre o técnico Rodrigo Santana(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)
Com elenco ruim, as pressões no Atlético recaem sobre o técnico Rodrigo Santana (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)


Entram Cazares e Vinícius, saem Luan e Otero. E nada muda no Atlético. Troca-se seis por meia dúzia, pela falta de qualidade no grupo. Hoje, diante do Flamengo, líder do campeonato, sem Gabigol, Rodrigo Caio e De Arrascaeta, o Galo vai tentar faturar os três pontos e melhorar sua situação na tabela do Brasileirão. Ele tirou dois pontos do Palmeiras no fim de semana e promete complicar a vida do líder. É possível uma vitória alvinegra? Sim. É provável? Não. Mesmo com todos os desfalques, o Flamengo e o técnico Jorge Jesus estão dando aula de qualidade, de competência, jogando bem fora ou dentro de casa. E ainda há o fator torcida. Pela grande fase e pelo time que tem, em cada jogo do Flamengo são 60 mil vozes empurrando o time. O clima é todo favorável ao rubro-negro, embora no futebol exista o imponderável. O Atlético não tem culpa de não ter o dinheiro que tem o Flamengo, mas, com muito menos que isso, o eterno e mais vencedor presidente da história do clube, Alexandre Kalil, tornou-se vencedor. Pegou jogadores renegados por seus clubes, casos de Ronaldinho Gaúcho, Jô e Tardelli, e recuperou suas carreiras, ganhando uma Libertadores e uma Copa do Brasil, dois títulos inéditos para o Galo e, de lambuja, uma Recopa. Se quiserem a receita para voltar a vencer, consultem ele.

O Atlético tem um grupo medíocre e enganador. Quando o Brasileirão começou e chegou a figurar entre os ponteiros, eu avisei que aquilo era ilusório, pois não via no grupo capacidade para se manter ali. É que quando o Brasileirão começa, vários clubes se preocupam com Libertadores e Copa do Brasil e abrem espaço para os times mais fracos. De repente, quando todos os times brasileiros entram na competição nacional, a ilusão dá lugar à realidade e as posições vão se alternando. O Flamengo, por ter um técnico europeu, o português Jorge Jesus, optou por estar forte em todas as competições. Por isso está a um passo da final da Libertadores – bastará não tomar gols do Grêmio, dia 23, no Maracanã –, e no Brasileirão lidera com folga. Planejamento e dinheiro. Muito dinheiro, pois o Flamengo arrecadou mais de R$ 300 milhões em vendas de jogadores e reinvestiu em contratações, com folha salarial de R$ 25 milhões mensais. Arrecada, em média, R$ 4 milhões por jogo no Maracanã e está em alta em todos os sentidos.

O Galo está com sérios problemas financeiros, atravessa um terrível momento técnico, com jogadores de médio para péssimo ganhando fortunas. O ex-jogador Alexandre Gallo gastou o que tinha e o que não tinha, contratando jogadores de péssimo nível, ganhando salários absurdos. A conta chega, e ela chegou alta. Os clubes brasileiros estão devendo horrores, de pires na mão. O Atlético não é exceção. Vejam o Fluminense. Teve de volta seus “mecenas”, Celso Barros, e nem assim está dando certo. O dinheiro no Brasil está escasso e os salários atrasados são uma constante. Outro dia, os jogadores do Figueirense não entraram em campo, por falta de três meses de salários. Se a moda pega, quase ninguém vai trabalhar nos clubes. Reflexo de uma economia podre, estraçalhada por gestões de partidos e políticos corruptos. Palmeiras, com uma dona de uma instituição financeira, que empresta dinheiro a juros, principalmente aos aposentados, e Flamengo, que vendeu um caminhão de jogadores e faturou mais de R$ 300 milhões, são as exceções. O restante está tudo no mesmo barco, devendo fortunas em impostos e outras questões. O futebol é o único esporte coletivo em que o mais fraco pode vencer o mais forte. Esse é o caso da partida de hoje, em que “Davi vai enfrentar Golias”. É improvável uma vitória alvinegra. A tendência é o Flamengo faturar mais três pontos e seguir a passos largos para o troféu. Se isso ocorrer, acho difícil a manutenção de Rodrigo Santana, que é o menos culpado. Porém, na falta de técnicos competentes no país, é até possível que ele se mantenha. A essa altura do campeonato, trocar de treinador é o mesmo que pedir para cair para a Segundona. A receita para cair começa por ter três treinadores em um mesmo ano.


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