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Estado de Minas COLUNA DO JAECI

Vaiado e odiado, Neymar responde com gol de placa

Craque brasileiro não terá vida fácil no PSG até a próxima janela de transferência. O discreto e poderoso dono do time francês controla os seus passos de longe


postado em 15/09/2019 04:00 / atualizado em 14/09/2019 20:36

Neymar fez um golaço no final da partida e deu a vitória ao PSG(foto: Martin Bureau/AFP)
Neymar fez um golaço no final da partida e deu a vitória ao PSG (foto: Martin Bureau/AFP)
 

No país da falcatrua, da corrupção e da mentira tudo vale, até mesmo os dirigentes ficarem reféns de jogadores ou de ex-jogadores em atividade. Na Europa, a banda toca diferente. Lá, quem manda de verdade são os donos dos clubes, que não têm compromisso em agradar aos seus atletas, tomar cerveja na casa deles ou coisa parecida. No Brasil, essa promiscuidade é latente. Temos vários exemplos de dirigentes que fazem negócios esdrúxulos para contratar atletas, seus amigos, que na segunda-feira de folga vivem em suas casas, tomando bebidas e fazendo churrascos. Vejam o exemplo do dono do PSG, que na verdade não é Nasser Al-Khelaifi, aquele que aparece puxando o saco de Neymar. Ele foi posto no cargo de presidente do clube pelo dono de verdade, o emir do catar, xeque Tamim bin Hamad bin Khalifa Al-Thani, dono do país da Copa de 2022, dono do gás e do petróleo. Foi ele quem bateu o pé e recusou-se a negociar Neymar com qualquer outro clube europeu. Figura discreta, raramente vai a Paris assistir a um jogo de sua equipe, mas controla tudo do pequeno país do Golfo. O pai de Neymar e o próprio jogador não têm acesso a ele. O intermediário é o ex-tenista Nasser Al-Khelaifi, que apenas cumpre ordem. Fosse no Brasil e Neymar estaria com os pés na mesa do presidente, exigindo sua saída. Mas lá terá que entubar mais três anos de contrato, queira ou não. E se o “homem” cismar, encosta ele por três anos, não o deixa jogar e ponto. Dinheiro é o que menos importa, já que a contratação de Neymar foi para dar um gás na Copa do Catar, como espécie de garoto-propaganda.


Recentemente, a revista Forbes soltou uma publicação na qual aponta Neymar com ganhos de R$ 438 milhões em 2018. Dinheiro inimaginável para simples mortais como a gente. Tudo o que Neymar toca vira ouro, exceto o PSG. Contratado para ganhar uma Champions League, passou longe disso nas últimas duas temporadas, e parece que não vai conseguir o objetivo nesta. Na verdade, ele sonha com uma transferência na janela de janeiro, mas Barça e Real não o querem, e, sim, seu companheiro, o francês Mbappé, campeão do mundo aos 20 anos. A situação de Neymar é ainda pior quando falamos em Brasil. Ele é o nosso único craque, odiado pelos torcedores, antipatizado pela imprensa. Tudo fruto de suas atitudes, dentro e fora de campo. Aliás, mais fora do que dentro, pois o que esse rapaz mais faz é aparecer em colunas sociais e programas de fofocas. Vez ou outra, aparece nas páginas esportivas. Não adianta Neymar ter mais de R$ 1 bilhão e não conseguir a realização na carreira, ser o melhor do mundo, levantar a Copa. Uma pena. Eu confesso que em 50 anos no futebol jamais vi um ídolo ser tão rejeitado em seu próprio país.


Muitas das vezes, penso em acreditar em Neymar e dar uma chance a ele. Já pedi aos torcedores uma trégua. O problema é que ele mesmo não se dá essa chance. Quando a gente pensa que vai mudar, logo aparece nas colunas sociais. Nos Estados Unidos, estavam seus “parças”. Seu pai não apareceu, mas os “parças”, ah, esses não podem faltar. Depois do jogo, atuando bem ou mal, a balada é líquida e certa. Aí eu pergunto: é esse o cara que vai nos dar o hexa no Catar?. Sem chance. Ainda mais que o técnico é o fraquíssimo Tite. Com ele na Seleção não temos a menor chance.


Se eu fosse Neymar, que já é bilionário, eu voltaria correndo para o Brasil. Atuaria em qualquer equipe que se submetesse aos seus caprichos, onde ele pudesse mandar até no presidente. Lá na Europa, mais precisamente no PSG, a chance é zero.  Aqui no Brasil, os “donos dos clubes” são, teoricamente, dirigentes amadores, porém, alguns venais e maquiavélicos. Alguns ficaram ricos justamente depois que entraram para o futebol. E assim Alice vai caminhando no país das falcatruas, da corrupção, da malandragem. Neymar nasceu por aqui e tem o DNA da sacanagem, de levar vantagem a qualquer preço. Em Paris, ele achou que faria o mesmo, mas se deu mal. Pobre rico Neymar. Vai ficar na história como um dos jogadores mais ricos que nada ganhou profissionalmente, pois a única Champions League que tem foi Messi quem lhe deu. Quem nasceu para coadjuvante, nunca será protagonista.

E no Parque dos Príncipes...

Em sua reestreia no PSG, ontem, Neymar marcou um golaço, de voleio, nos acréscimos, dando a vitória a seu time. Os torcedores da Ultra, torcida radical, levaram faixas pedindo que o pai dele “o negociasse na Vila Mimosa”, lugar das prostitutas do Rio de Janeiro, e dizendo que se ele queria putas, não precisava pagar para deixar o PSG, pois em Paris há muitas”. Ele foi vaiado o jogo quase todo. Aplaudido pela maioria dos torcedores após o gol, continuou a ser ignorado pelos ultras. Pelo jeito, a trégua está distante. Porém, Neymar tem que fazer o que fez ontem. Gol! Somente assim poderá reconquistar os torcedores, seus companheiros e os donos do PSG. Não há outro caminho.


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