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Estado de Minas COLUNA HIT

Cobogós de mogno africano se destacam na CasaCor Minas 2021, no Mangabeiras

Símbolos dos orixás criados pela Greco Design ganharam versões em gravura produzidas em parceria com o coletivo 62 Pontos


21/09/2021 04:00



Instalação inspirada na cultura africana
Instalação inspirada na cultura africana (foto: Rafael Motta/divulgação)





“A casa original”, tema da CasaCor Minas Gerais deste ano, propõe a retomada dos laços ancestrais essenciais à identidade, resgatando propostas que reflitam elementos milenares, contêm história e expressem sentimentos. A partir disso, a Greco Design buscou na cultura africana inspiração para o projeto Siré (pronuncia-se xirê), palavra em iorubá que significa a roda ou a dança dos orixás, para receber os visitantes da exposição de decoração.

Com o apoio da Casa de Candomblé de Angola Nzo Jindanji Kuna Nkosi, foi criado o percurso formado por 515 cobogós de mogno africano, com símbolos que representam os orixás. Essas divindades, trazidas ao Brasil por ancestrais vindos da África, são cultuadas nas religiões de matriz africana e representam as energias da natureza.

“O espaço fala de caminho, das entradas e saídas, de contemplação e das origens enfatizadas na própria escolha do mogno, que carrega a África em seu nome”, explica o designer Gustavo Greco.
 
 
Projeto Sirê, atração da CasaCor Minas Gerais, no Mangabeiras
Projeto Sirê, atração da CasaCor Minas Gerais, no Mangabeiras (foto: Fotos: Débora Colares/divulgação)
 
Cedida pela Associação Brasileira de Produtores de Mogno Africano, a madeira deu limites ao espaço, que foi montado pela Santa Cecília Marcenaria. Como desdobramento do projeto, as peças em madeira utilizadas nos cobogós fizeram as vezes de tipos móveis e foram utilizadas pelo coletivo 62 Pontos para compor e imprimir uma série de sete gravuras com frases e elementos dos orixás.

“62 Pontos reúne um grupo de amigos ao redor da paixão em comum pela tipografia, ofício raro e em extinção. Por meio de tipos de madeira e chumbo, máquinas e tintas, o coletivo pesquisa e produz artes gráficas. Foi muito divertido e especial ver o caminho inverso: um projeto 3D se transformar em 2D”, comenta Greco. “O mais importante foi poder levar elementos do candomblé e da cultura brasileira para ocupar outros lugares, com respeito 
e cuidado.”
 
 
Gravura produzida pelo coletivo 62 Pontos
Gravura produzida pelo coletivo 62 Pontos
 

O projeto tem apoio da Armind, Conceito Digital, Galvaminas, Mais Verde e Santa Cecília Marcenaria.

As gravuras de 40cm por 60cm estão à venda nas bilheterias da CasaCor, evento realizado no Bairro Mangabeiras, e no site www.loja62pontos.com.



Homenagem aos orixás
Homenagem aos orixás


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