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Estado de Minas COLUNA HIT

Durante a pandemia, empresária troca hamburgueria pela venda de picolés

Bárbara Alves Neto aposta nos 30 sabores da Umami Pops, depois de ser obrigada pelo coronavírus a fechar lojas na zona sul de BH


23/05/2021 04:00

(foto: Umami Pops/divulgação)
(foto: Umami Pops/divulgação)

Quando buscava fornecedores para a festa de 1 ano da filha Júlia, a empresária Bárbara Alves Neto recebeu da prima a indicação de uma fábrica de picolés na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Aceitou a sugestão. Além do sabor, que agradou em cheio aos convidados, o picolé ficou a cara do tema da festa: piquenique. O sucesso foi tanto que Bárbara decidiu passar a vendê-los aos vizinhos de condomínio.

Com o marido, Manuel Fernandes de Bulhões, ela administrava uma hamburgueria em Belo Horizonte. A empresária trouxe parte da ideia desse negócio dos Estados Unidos, onde morou. A Bue Burger prosperava, mas veio a pandemia e não houve receita de hamburguer que garantisse a saúde financeira da empresa.

Com as lojas fechadas, Bárbara percebeu que a saída estava à sua frente: os picolés que os vizinhos adoraram.

O primeiro passo, conta ela, foi aumentar o número de fregueses. Bárbara distribuiu o produto entre amigos e pessoas conhecidas. Em abril, um mês depois de iniciar a empreitada, o negócio já dava bom retorno. Ela criou a marca Umami Pops. A primeira palavra, de origem japonesa, significa delicioso, apetitoso.

“Hoje, a nossa renda vem dos picolés”, revela Bárbara, que continua trabalhando com o marido. “Daquela equipe grande que administrava as lojas, somos só eu e ele agora”, comenta.

Bárbara e Manuel adotaram a terceirização. O produto vem daquela empresa do aniversário de Júlia. A rotina para dar conta dos pedidos é pesada. Ela passa o dia inteiro por conta dos picolés. Recebe pedidos, cria rotas para facilitar a entrega em delivery e está sempre de olho no estoque.

No início, eram apenas 18 sabores. Hoje já são 30. Até agora, o verão não foi a melhor temporada de vendas. “A chuva nessa estação do ano atrapalha muito. Ao contrário do inverno, a melhor época para vender”, garante a empresária. Ela já entregou 10 mil picolés em um mês. Os pedidos são feitos pelo Instagram (@umamipopsbh).

“Monto uma rota para facilitar a distribuição do produto”, conta Bárbara, que não esconde a vontade de abrir um ponto físico para a retirada dos picolés. Porém, reconhece: nesta pandemia, ainda não é hora disso.

Mas e o coração? Fica com o hamburguer ou com o picolé? “O hamburguer está em alta em Belo Horizonte, onde a concorrência já era muito grande. Já o picolé agrada de crianças a adultos. Por ser doce e poder ser usado como sobremesa, ele estará sempre ligado à questão do afeto”, conclui Bárbara Alves Neto.


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