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Estado de Minas COLUNA HIT

Mãe e filha criam marca de bolsas de crochê, impulsionadas pela pandemia

Montar a própria empresa familiar era o sonho de Ana Cristina de Carvalho Lisboa. A mãe, Délia, tece as peças e ela administra as vendas on-line


11/04/2021 04:00 - atualizado 09/04/2021 17:40

Mãe e filha, Ana Cristina Lisboa e Délia Carvalho montaram marca de bolsas de crochê(foto: Acervo pessoal)
Mãe e filha, Ana Cristina Lisboa e Délia Carvalho montaram marca de bolsas de crochê (foto: Acervo pessoal)

Ana Cristina de Carvalho Lisboa sempre quis ter um negócio de família. Por muito tempo, pensou em como organizar a própria empresa. Experiência na área administrativa, ela já tinha. Mas uma coisa era certa: não queria montar loja física, pois acreditava nas vendas on-line. Ana só não imaginava que a internet viria a se tornar o melhor caminho quando decidiu se arriscar em meio ao “abre e fecha” provocado pela pandemia.

“Sempre quis empreender”, conta Ana Cristina. Em parceria com a mãe, Délia Maria Sousa Carvalho, de 76 anos, ela criou a marca de bolsas de crochê Ana Lisboa Hand Made (@analisboahandmade). “Somos mãe e filha unidas em um propósito. Não desistimos do nosso sonho, mesmo no cenário da COVID. Em meio às incertezas, fomos em frente”, comenta.

Quando a pandemia foi declarada no Brasil, em março do ano passado, as duas não sabiam se seguiriam com o projeto, que já estava estruturado. Ana havia mergulhado no mercado digital, que até então não dominava. Isolada em casa, Délia prosseguiu com cursos on-line em busca dos segredos do crochê, paixão antiga.

Ainda menina, dona Délia aprendeu os primeiros pontos. Na arte de tecer, ela encontrou a paciência e o foco exigidos nas aulas de piano que a mãe, Lourdes, fez questão de colocá-la.

O tempo passou, Délia abraçou a educação como ofício. Há nove anos, a pedagoga aposentada reencontrou o crochê. Tramas e pontos vieram novamente acalmá-la, enquanto se dedicava aos cuidados especiais exigidos por dona Lourdes.

Délia frequentou muitos cursos presenciais. Em casa desde o ano passado, ela se jogou no YouTube em busca de novos pontos. “A internet facilitou muita coisa. Tive a oportunidade de encontrar outras pessoas com a ideia de difundir o crochê”, revela. “Como crochê é prazeroso!”. Diz gostar tanto do novo ofício que chega a se esquecer da pandemia. “Tenho que mandá-la parar de tecer”, brinca a filha.

As bolsas têm nome. Lourdes é homenagem à mãe de Délia e ao bairro onde ela mora. Os modelos preferidos das clientes são as clutches e as versáteis bags. Délia trabalha o dia inteiro, mas se reveza entre uma peça e outra para não ficar cansativo. Usa como matéria-prima fios de propileno, seda e rami.

“Se sonho com um algum ponto, acordo e desenho. É uma terapia, imagina se eu ficasse o dia inteiro acompanhando o noticiário?”, conclui dona Délia Carvalho.

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