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Estado de Minas HIT

No dia do DJ, existe alguma coisa para os donos da pista comemorarem?

A coluna Hit ouviu Válber, Vinícius Amaral, Maurício Maoli e Rodolfo Brito, em busca da resposta para essa e outras perguntas


09/03/2021 04:00 - atualizado 08/03/2021 21:33


 
Figuras imprescindíveis nas festas e baladas, os DJs também amargam prejuízos  desde que a pandemia do novo coronavírus chegou ao Brasil, há quase um ano. Hoje (9 de março) é o dia deles, e a coluna foi atrás de nomes que fizeram história nas pistas para saber, entre outras coisas, se há motivos para comemorar.
 
Válber acha que a razão para comemorar é o fato de estar com saúde. "Perdemos alguns amigos DJs para a COVID. Esperança temos que ter sempre", diz o DJ, que foi residente da extinta boate naSala por quase 20 anos. 
 
Vinícius Amaral, por sua vez, não vê motivos diante do negacionismo e do boicote à classe artística, que estão generalizados. Mesmo assim, ele não perde a esperança. "Vamos nos motivar a manter esta premissa: dias melhores virão."
 
Maurício Maoli aponta para a música como forma de termos esperança, especialmente agora, no momento mais difícil da pandemia no Brasil. "A música, nosso principal instrumento de trabalho, é capaz de levar alegria nos momentos difíceis."
 
Rodolfo Brito sempre acreditou que temos na vida muitos motivos para comemorar, mesmo em tempos difíceis. "A esperança é essencial e nos move adiante!"
 
1 - Como estava a agenda de vocês em 2020?
Válber – Minha agenda era de quatro eventos por mês, entre casamentos e festas de 15 anos. Tive 95% dos contratos remanejados para 2021.
Vinícius Amaral –Tive poucos contratos cancelados e, nesses casos, devolvi o valor ao contratante.
Maurício Maoli – 2020 seria profissionalmente um dos meus melhores anos, com 40 casamentos marcados, além de outros eventos sociais. Alguns foram remarcados uma, duas vezes, mas, pela incerteza, foram cancelados. 
Rodolfo Brito – Agenda muito cheia e com festas marcadas em Portugal, Bahia, Minas, Rio. A maioria foi adiada e poucas canceladas.
 
2 - Como e quando vocês acham que o DJ volta à pista?
Válber – Acredito que a pista só volte realmente em 2022, quando todos estivermos vacinados.
Vinícius Amaral – Uma boa pista é feita de aglomeração, e não imagino retorno em médio prazo. Pela postura desse governo genocida, por enquanto não consigo visualizar nada promissor.
Maurício Maoli – Acredito que ainda vamos levar um bom tempo para voltar à normalidade. Mas temos que ter consciência de que a vida está em primeiro lugar e que será muito melhor fazermos um evento com segurança. Até mesmo para as pessoas curtirem relaxadas.
Rodolfo Brito – A volta será aos poucos e em novos formatos de festa. O mundo teve que se reinventar, e o DJ fica muito limitado com isso. Acho que do meio do ano para a frente as apresentações ao vivo voltarão com maior segurança.
 
3 - O que fizeram para se manter conectados com o público?
Válber –A melhor maneira de manter o contato com o público foi fazendo livestream. Comecei no Facebook, Instagram e YouTube, mas eles foram bloqueando o conteúdo que exibíamos por causa das gravadoras. Mudei para a plataforma Twitch.tv. Foi ótimo, porque consegui fazer novos amigos e clientes em potencial, não só no Brasil.
Vinícius Amaral – Consegui me manter conectado através de lives, mas creio que o mais importante foi o respaldo de anos de carreira para esta continuidade e manutenção desta conexão.
Maurício Maoli – Cheguei a fazer algumas lives. Fiz um trabalho inédito no mundo, que é ser DJ da torcida do Atlético, fazendo o papel de uma torcida virtual, representando os torcedores do Galo no Mineirão. Trabalho desafiador, já que não existiam experiências anteriores. Está sendo muito positivo e aumentou muito minha exposição.
Rodolfo Brito –Criei um evento semanal que me permitiu estar em contato com meu público, em novo formato, com as pessoas assentadas e seguindo os protocolos de segurança. Fiz também muitas playlists para as pessoas curtirem em casa ou no home office, com um feedback excelente! E, claro, algumas apresentações on-line, que não têm a energia da pista, mas que no início foram uma conexão legal com as pessoas em suas casas. 

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