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Dona de bufê sobrevive na pandemia com criatividade

Sem esquecer funcionários, Carol Machado é responsável pela criação de caixas com ingredientes de receita para as disputadas aulas on-line de gastronomia


10/01/2021 04:00

(foto: STUDIO TERTULIA/DIVULGAÇÃO )
(foto: STUDIO TERTULIA/DIVULGAÇÃO )

Carol Machado
Chef

Em março do ano passado, Carol Machado concretizaria um sonho com a abertura do bufê e espaço para seus disputados cursos de culinária. Mas veio a pandemia e as portas não chegaram a ser abertas. "Estava dando um passo grande, importante", diz ela, que antes do início do isolamento social chegou a ter 400 alunos por mês. "Eu, finalmente, estava encarando como negócio o que eu via como hobbie. E o negócio estava tomando corpo, eu mais confiante, mais conhecida. E veio essa rasteira."

Segundo a empresária, os primeiros dias de quarentena foram desesperadores. "Devolvi o dinheiro de festas que já estavam pagas", relembra. Para piorar, naquela altura, ninguém sabia ao certo até quando o mundo estaria parado. "Meus amigos no exterior acreditavam que seriam quatro meses. Imagine, estamos há quase um ano."

Para não ficar de braços cruzados, ela acionou os alunos nos grupos de WhatsApp e propôs um encontro pelo Zoom para fazerem juntos uma receita superfácil. "E a primeira aula foi com o marido segurando o celular, filha passando na frente...", diverte-se.

Mesmo com o "amadorismo da estreia", a aula foi um sucesso, o boca a boca rendeu mais e mais interessados. Ao incrementar e aperfeiçoar suas aulas on-line, Carol criou o modelo de caixas com ingredientes da receita fracionados e enviados para a casa dos alunos. O item foi aprovado por eles, que ganharam a praticidade que pediram a Deus. A ideia foi uma mão na roda para aulas virtuais de culinária.

Com o negócio se reerguendo, a empresária não esqueceu seus funcionários. Os garçons que trabalhavam antes da pandemia entraram no novo formato do negócio com novas funções. De abril até o final do ano passado, Carol criou 33 caixas, que transformaram a Confraria Box, um case de sucesso.

Formada em comércio exterior, Carol teve uma trajetória bem-sucedida no mundo dos negócios. Morou em Nova York por muitos anos. No Brasil, trabalhou para os setores público e privado. Fez muitas viagens à África e à Ásia para prospecção de mercado. Foi em uma dessas viagens que decidiu fincar os pés em Belo Horizonte e acompanhar o crescimento da filha. Carol esperava o voo que a levaria de Moçambique para Botswana, quando foi informada que o piloto do avião da companhia LAM Mozambique, que faria a rota, cometeu suicídio, jogando o avião no chão.

As viagens foram moldando o gosto de Carolina pela cozinha. Em Nova York, os amigos sempre se encontravam em torno da mesa, onde cada um mostrava as tradições do seu país. Na Ásia, as reuniões sempre terminavam em jantares. Viajando, a maioria das vezes sozinha, Carol sempre inventava um curso de gastronomia de fim de semana, o que foi despertando cada vez mais o interesse dela pela cozinha. "A comida une as pessoas", afirma.

Dita por Carol, a frase tem sentido ainda mais especial. Já em casa, ela decidiu cozinhar para o marido e a filha até que um dia a vizinha bateu em sua porta atraída pelo aroma que vinha de lá. Papo vai, papo vem, naquele encontro Carol aceitou a sugestão da amiga e, em sua casa, fez a primeira turma só com amigas e custos divididos. "Me apaixonei por dar aulas", recorda. Em fevereiro de 2015, ela pediu demissão da empresa e o resto virou uma boa história para se compartilhar à mesa...

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