Continue lendo os seus conteúdos favoritos.

Assine o Estado de Minas.

price

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Utilizamos tecnologia e segurança do Google para fazer a assinatura.

Assine agora o Estado de Minas por R$ 9,90/mês. ASSINE AGORA >>

Publicidade

Estado de Minas NA PANDEMIA

Produtor troca shows por kokedamas, arranjos japoneses de plantas

Maurício Lima, executivo da produtora ArtBHZ, conta na seção 'Virada de mesa', da Coluna Hit, como ele e Jean Carlos Alves adotaram novo ofício


20/12/2020 04:00

VIVENDO E APRENDENDO

Os rapazes do dedo verde
 Maurício Lima e Jean Carlos Alves montaram seu QG de kokedamas em Nova Lima (foto: Fotos: Jéssica Mendes/divulgação)
Maurício Lima e Jean Carlos Alves montaram seu QG de kokedamas em Nova Lima (foto: Fotos: Jéssica Mendes/divulgação)

Filho de Lúcio Oliveira, um dos principais produtores de Minas Gerais, Maurício Lima seguiu o caminho do pai. Por quatro anos, trabalhou na produção de shows em São Paulo, mas acabou voltando a Belo Horizonte para atuar como produtor-executivo da ArtBHZ.

A pandemia fechou as portas da produtora. “Tivemos que demitir funcionários para a empresa não falir”, lamenta. “Nossa esperança é de recontratá-los tão logo essa pandemia passe e voltar à produção.”

Maurício revela que a ansiedade chegou com a COVID-19. “Na época, eu já dizia que não seriam apenas 30 dias, como muita gente pensava. Falei que seriam três meses, mas já são nove”, comenta.
Kokedama foi adaptada para a mesa
Kokedama foi adaptada para a mesa

Em pouco tempo, o produtor, que até então não tinha a menor afinidade com plantas, acabou encontrando nelas fonte de renda e uma forma contornar o estresse.

O namorado dele, o personal trainner Jean Carlos Alves, é “o dedo verde 2”, como Maurício diz. Antes do isolamento social, a dupla havia se arriscado na criação de kokedamas (técnica japonesa de arranjo de plantas aéreas), mas não deu certo. “Usamos orquídeas, mais delicadas”, explica o produtor.

Sem trabalho, Maurício e Jean decidiram insistir. Os pais de ambos deram uma mãozinha. O quintal da casa de Lúcio, em Nova Lima, foi transformado em QG para a criação da kokedamas. O pai de Jean, serralheiro, montou uma estrutura para que elas, que originalmente ficam suspensas, não percam a graça numa mesa de centro, por exemplo.

Para garantir produtos de qualidade, Maurício e Jean mergulharam em pesquisas no YouTube. Perceberam que estavam no caminho certo, fizeram até curso on-line com Randall Fidencio, professor de jardinagem que se autointitula “o rei da kokedama no Brasil”.

Maurício e Jean criaram a página Pais.de plantas no Instagram, onde exibem kokedamas pequenas (com 10cm de circunferência), médias (15cm) e grandes (20cm).

Apesar de ter tomado gosto pelo novo trabalho, Maurício planeja voltar à ArtBHZ. “Cultivar plantas é um tipo de terapia, traz paz e consciência do agora. No caso da kokedama, você tem de adotar cuidados especiais. É preciso, por exemplo, submergi-la em uma bacia funda com água e hidratá-la”, ensina. “Você toma amor e passa a tratá-la como bicho de estimação”, garante.

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade