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Estado de Minas DIÁRIO DA QUARENTENA

De A a Z, Silvia Gomez revela como enfrenta o isolamento social

Radicada em São Paulo, dramaturga mineira busca refúgio nos ensinamentos dos amigos, enquanto as notícias fazem disparar o coração


postado em 01/06/2020 04:00


 
Sobre a pandemia. Quer di- zer. A verdade é que muitas vezes não consigo pensar nas notícias porque as notícias disparam o coração. Ou mesmo no futuro porque o futuro de repente não pode ser planejado e então sou tomada por coisas pequenas do passado, ou melhor, pela memória das coisas que aprendi com as pessoas – conhecimentos que parecem desimportantes, mas que me acompanham e, no fim das contas, permanecem, pois são do instante diário de viver.

De L., que me ensinou a conversar com os cachorros de rua.

De R., que me contou, no enterro de sua mãe, sabe-se lá por que razão, que o queijo de minas fica melhor se a gente passa sempre uma água nele antes de servir.

De Y., que tomava banho de manhã e por causa disso parecia sempre mais disposto do que todos quando chegava ao trabalho.
De  M., “seu arroz nunca mais será o mesmo com uma folha de louro”.

De C., que nunca tinha pesadelos porque dormia abraçada com um travesseiro gordo.

De  E., “quem tem música nunca está sozinho”.

De Z., como tirar manchas de gordura dos 
móveis usando talco.

De M., que arruma seu prato no self-service por afinidade cromática e faz sua comida parecer sempre melhor do que a de 
todos à sua volta.

De D. G., sobre sempre ter em casa um docinho para oferecer. Pode ser gelatina.

De E.G., que transfere o azeite do supermercado para um vidro decorado mesmo que use tudo em 10 minutos. Apenas pela beleza.

De S., “qualquer óleo resolve o rangido das portas. Basta besuntar as dobradiças barulhentas. Não gosto da palavra ‘besuntar’, mas uso por falta de outra melhor.”

De A., que andava em círculos quando queria 
inventar alguma coisa. Sempre funcionava.

De C. M., que cozinha como forma de amar, que ama sem medo de perder.

De R., cortar o cabo das flores na diagonal faz com que elas durem mais no vaso. A lógica: 
maior área de absorção de água.

De C., sabonete de aveia deixa o banheiro com cheiro de uma infância em Minas.

De P., como escrever diálogos curtos 
e dinâmicos.

De Y., 107 formas de estar sempre disposta (que, no fundo, é uma só).

De D. G., que nunca maldiz.

De L. G., que se importa.

De H. C., a vida sem arte, poesia e delicadeza 
para escrever não é vida.

De M., que abre portas.

De N., que sabe dizer não.

De D., que sabe dizer sim.

De F. L., “a vida é difícil, então tente se apresentar da melhor forma possível. Brilho labial, por exemplo, ajuda bastante”.

De L., que sempre pergunta como você está.

De E., que eu vi perdoar o que eu não consegui.

De G., como ser útil – de fato – para os outros.

De Z., o mantra: “Enfrenta”. (Para quando der vontade de fugir)

De M. G., como ser o mar, o ar, a terra, a natureza. Tudo isso usando havaianas.

De E., sobre o valor da vida humana.

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