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Estado de Minas

No Diário de quarentena, Rodrigo Cezário revela a força da meditação

Convidado a participar da série da coluna Hit, consultor de moda diz que meditar acalma a mente nos momentos difíceis.


postado em 27/03/2020 04:00

"Estou triste por saber que a moda, meu setor de atuação, é responsável por tantas mazelas nesta quimera chamada capitalismo"

Meditação em tempos de crise

O lugar do outro

Rodrigo Cezário
consultor de moda

Meus sonhos estão confusos e agitados, busco fugir de todo terror pregado por minha educação cristã e não acreditar que estamos vivendo o apocalipse.

Apego-me em anos de busca por autoconhecimento e terapias: cognitivo-comportamental, reequilíbrio energético, acupuntura, florais, etc. Agradeço todos os dias pelos ensinamentos recebidos por pessoas iluminadas, algumas que até já ascenderam, certamente partiram antes para receber e auxiliar quem está deixando esta vida agora.

Num primeiro momento, usei de toda minha amabilidade (graças a Deus, tenho em abundância) e corri para as redes sociais fazendo lives ensinando minha técnica diária de meditação, que me acalma e me dá centramento em momentos difíceis, pensando nos conhecidos e desconhecidos que poderiam se beneficiar dessa prática ainda é tão pouco compreendida, mas que traz resultados positivos para a saúde mental, comprovados cientificamente.

Estou triste, não porque tenho que me reinventar mais uma vez, isso faz parte da minha vida há muito tempo, mas por saber que a moda, meu setor de atuação, é responsável por tantas mazelas nesta quimera chamada capitalismo, que aprendemos a cultuar e contribui enormemente para a poluição do planeta e a desigualdade social.

O mundo que conhecemos está se dissolvendo na frente dos nossos olhos. Prefiro acreditar que é a oportunidade de construirmos um mundo novo e melhor. Mas e as vidas perdidas pelo caminho? Confesso que não tenho vivência nesse assunto, até hoje fui abençoado com uma família numerosa e saudável, que está sempre por perto.

Mesmo ainda focado na responsabilidade que tenho com o meu trabalho, aproveito o tempo de desaceleração para me desligar de antigas crenças limitantes e de hábitos negativos.

Centro o meu olhar no que é saudável para a mente.

Quero criar e compartilhar o belo, pesquisar e experimentar as novas atitudes positivas que nos chegam como exemplo por parte de quem já está passando por esse drama há mais tempo, em outros países.

Estamos em um ano regido pelo Sol – tudo o que está nas trevas virá à luz. Não quero mais ter que esconder meus melhores atributos porque antes eles eram percebidos como fraqueza em um ambiente profissional tão competitivo.

Todos os dias, me pergunto: o que posso fazer de melhor hoje? O que tenho em abundância a ponto de poder compartilhar?

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