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Coronavírus ameaça a agenda de casamentos e festas em BH

Cerimonialistas e dono de bufê relatam mudanças provocadas pela pandemia, que está mais próxima de nós


postado em 14/03/2020 04:00


Adiamentos e cancelamentos de casamentos e festas se propagam por salões de BH na mesma velocidade com que o novo coronavírus se espalha. Para quem vive de eventos, o clima é de muita apreensão. “Em abril, terei muitos casamentos, mas adiá-los ou não é decisão dos clientes. Cumpro minha obrigação”, diz Cantídio Lanna, um dos nomes mais conhecidos do mercado, dono do Buffet Pichitta Lana. O chef destaca a necessidade de todos estarem atentos aos cuidados para evitar a propagação do vírus. “Porém, isso não pode virar paronoia. Se as festas pararem, eu quebro. Quem vai pagar meu aluguel, os salários dos meus funcionários?”, questiona. Cantídio destaca a importância de campanhas do Ministério da Saúde, “principalmente para preservar os mais velhos, pois, em caso de epidemia, os hospitais não terão como atender todo mundo.”

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De acordo com ele, é importante dar atenção a regras básicas, que fazem parte da educação dada pelos pais. “Não espirrar ou tossir na cara de outra pessoa é algo que aprendemos em casa. Nossos pais sempre nos ensinaram a importância de lavar as mãos antes do almoço e depois de ir ao banheiro”, lembra Cantídio.

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O cerimonialista Sérgio Matos Lima diz que seus eventos só serão cancelados se o governo determinar medidas restritivas. “Por enquanto, não há nenhuma restrição”, comenta. Não é a primeira vez que Sérgio sente na pele os efeitos de uma tragédia. Em janeiro do ano passado, ele estava com um casamento pronto para ser realizado em Inhotim, a uma semana da tragédia em Brumadinho. A data ele conseguiu manter. Com habilidade e apoio de fornecedores, transferiu o evento para o Far East. “Depois de Inhotim, estou preparado para lidar com situações como essa. Procuro sempre ter um plano B”, afirma ele, assustado com os reflexos do coronavírus. “Houve crises anteriormente, como a do H1N1, mas não nessa proporção”, observa.

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Sérgio Lima conta que segue à risca as orientações do sistema de saúde. “Até porque, sou neurótico em lavar as mãos. Álcool em gel faz parte do meu kit de sobrevivência”, diz, garantindo que até ontem de manhã estava mantido um casamento marcado para abril, em Tiradentes.

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Abril foi a data escolhida para a comemoração de um aniversário de 70 anos. Apesar da animação do aniversariante, foi ele quem optou por adiar os festejos. Flávia Nunes de Lima, cerimonialista que cuidava dos detalhes do evento, apoiou a iniciativa do cliente, por acreditar que haveria tensão e a festa perderia o sentido. “Não sabemos ainda o que realmente o coronavírus vai representar para o Brasil, mas as pessoas estão preocupadas, principalmente o público da terceira idade”, comenta.

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Flávia diz que os fornecedores estão tranquilos em relação à negociação de contratos. Neste sábado, ela vai comandar uma festa de 80 anos. “A comemoração será realizada, mas com mais cuidados ainda. Vamos distribuir álcool em gel, por exemplo. Pedimos aos mais íntimos para não comparecer, no caso de uma gripe. Fazemos o que dá para fazer em uma situação muito complicada como essa. Ainda não sabemos o que é real e o que não é”, observa a cerimonialista.´

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