Jornal Estado de Minas

Já em sua reta final, o carnaval tem suas histórias. E o que ficou do passado?

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FOI AQUELE CARNAVAL QUE PASSOU.
QUANTO RISO, QUANTA ALEGRIA

O folião que chegou agora pulando igual pipoca jamais imaginaria que, anos atrás, a folia da cidade era restrita a clube sociais – como o PIC e o Minas Tênis Clube, que ainda mantêm sua agenda de Momo –, ou, para os mais animados, o jeito era encarar a estrada rumo a cidades históricas. Diamantina sempre foi endereço certo. Mas, independentemente da época e das gerações, o carnaval sempre deixará lembranças para os saudosistas ou não. Histórias e lembranças que são contadas aqui.



Ricardo Vieira Santiago, 
presidente do Minas Tênis Clube

“Minha lembrança especial do Carnaval é das matinês que o Minas realizava no ginásio antigo, na rua da Bahia, nos anos 1970 e 1980. A quadra era dividida ao meio – jovens de um lado, crianças do outro – e o formato era de roda. Muitos adultos acompanhavam a movimentação, sentados nas arquibancadas. Essas matinês fizeram muito sucesso na época e eram referência na programação de Carnaval da cidade.”

Guilherme Rabelo, 
um dos organizadores do Carnaval do Mirante

“O carnaval do Mirante está na sétima edição, então acompanhei o crescimento do carnaval de BH de perto e foi muito legal perceber como, a cada ano, a festa ia ficando mais bonita, atraindo mais gente da cidade e também de fora. É emocionante ver a nossa cidade na rota dos melhores e mais procurados carnavais do Brasil e saber que contribuímos pra isso, trazendo eventos de qualidade. Um momento marcante foi há três anos, porque,  até então, a gente trazia atrações menores, blocos. Mas o carnaval ganhou uma proporção que, em 2017, aumentamos a festa para cinco dias e trouxemos pela primeira vez o Wesley  Safadão, que estava no auge do sucesso. Foi uma virada para o Carnaval do Mirante. Este ano, o Safadão vem novamente carnavalizar com a gente.”

Paulo Rosi, 
produtor

“Nas décadas de 1950 e 1960, o carnaval de rua ainda era o maior barato. Tinha batalha de confetes, corso de automóveis com os fantasiados. Eu, muito criança, me lembro do carro do meu pai na Avenida Afonso Pena passando pela pista ladeada por fícus. Já depois dos 14 anos passei a curtir as matinês do Minas Tênis Clube. Antes de 1964, o lança-perfume imperava nas ruas e nos salões. Com a proibição, vieram as bisnagas com água. Quanto riso, quanta alegria...”



Wilson Alvarenga de Oliveira Filho, 
presidente do Pampulha Iate Clube

“Uma das boas recordações que tenho é o Baile do Hawaí. Naquela época, não existia carnaval de rua em Belo Horizonte como agora, somente nos clubes, e o do PIC estava entre os mais concorridos e tradicionais, pois reunia a sociedade belo-horizontina. A última edição do Baile do Hawaí foi em 1993, o que lamentei muito. Por isso, ao assumir a presidência do clube, a volta desse evento já estava na minha pauta. Em 2019, reeditei o evento com tanto sucesso que superou todas as expectativas. Os sócios adoraram e, para este ano, as mesas se esgotaram em três dias. Foi uma bela noite de carnaval, como nos bons tempos.”

Leo Dias, 
empresário

“Carnaval de Diamantina. Quem se lembra do Becudos do Mota e Bartucada? Nos anos 1990, era o melhor carnaval de Minas Gerais. Sempre gostei de carnaval, samba e diversão. Eu estava na galera ouvindo a Bartucada cantando a música Madalena, Madalena, você é meu bem querer, que eu sabia de cor e era o hit do carnaval. Eu cantava com tanto entusiasmo que o cantor da Bartucada me chamou para cantar no palco. Foi emocionante ver uma multidão cantando junto comigo, em pleno carnaval de Diamantina. Nos outros dias de folia, sempre que o cantor me via, ele me chamava. Ser puxador de banda de carnaval foi emocionante e inesquecível! Viva o carnaval, a festa popular que é a cara do nosso Brasil!”

Leo Lara, 
fotógrafo

“Toda vez que o tema carnaval vem à tona, me faz lembrar em especial uma das minhas aventuras mais audaciosas e perigosas da minha vida de adolescente. Estávamos eu e meus amigos de escola curtindo aquele carnaval de 1990, ou perto disso, em um clube da minha cidade, que era uma pequena e pacata joia da região metropolitana chamada Betim. Bons tempos me trazem à memória nesse momento. Era meia-noite, e já estávamos no terceiro dia da folia. Desanimados com a festa, resolvemos nos aventurar e viajar naquela noite dentro de um Passat rumo a São João del-Rei, de onde tínhamos as melhores notícias sobre a festança e, claro,  sobre as lindas meninas que ali habitavam.  Levamos quatro horas para chegar até a cidade, devido a muita neblina na estrada. E, para o nosso deleite, encontramos o clube local lotado e com muita animação. Todos terminamos aquela noite sem nenhum amasso nem selinho. Ficamos felizes assim mesmo. Queríamos desafio, diversão, liberdade e acesso. Tínhamos a sensação de poder ir a qualquer lugar em qualquer tempo. Bons tempos.”