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Turno estendido e família só na quinta: a rotina de um Papai Noel

Freddy Mozart, Papai Noel tradicional de Belo Horizonte, tem muito trabalho pela frente. Em entrevista à coluna, ele fala de sua rotina


postado em 22/12/2019 04:00 / atualizado em 22/12/2019 08:11

(foto: Helvecio Carlos/EM/D. A PRESS)
(foto: Helvecio Carlos/EM/D. A PRESS)

Vida de  Papai Noel

Faltando três dias para o Natal, a vida de Papai Noel é uma correria só. O ator Freddy Mozart, um dos intérpretes mais conhecidos do bom velhinho em Belo Horizonte, que o diga. “O encontro com minha família será só no início da madrugada de quinta-feira”, conta ele, que reconhece na performance um trabalho prazeroso, mesmo sendo desgastante fisicamente. “Imagine usar uma roupa de veludo com essas alterações de clima – um dia faz um calor absurdo; no outro, cai uma tempestade.” A agenda natalina de Freddy, que é ator, começou no início de novembro. Ele acredita que o número de apresentações para grandes empresas e outras de pequeno e médio porte, além das visitas a casas de família deva chegar a 30. “Terça-feira, véspera de Natal, trabalho das 13h às 10h (de quarta).”

Freddy é Papai Noel moderno. Para se deslocar pela cidade, não abre mão do trenó-aplicativo para chamar o uber-trenó. “É mais barato e muito prático, uma vez que não há preocupação com estacionamento, por exemplo”, diz, bem-humorado. Para fazer bonito em suas apresentações, Freddy mantém em sua casa quatro figurinos, todos criados e confeccionados por ele. “As peças precisam ser lavadas em lavanderia e isso toma tempo”, afirma. O capricho não escapa aos detalhes. A barba é de cabelo indiano, fixada no rosto através de mega hair.

Depois do natal, Freddy volta a se dedicar ao teatro. Em janeiro e fevereiro, ele estará na Campanha de Popularização do Teatro com uma peça adulta, Guia prático de como educar sua mãe, e com as infantis Chapeuzinho vermelho e Os três porquinhos.


COM A PALAVRA...

FREDDY MOZART,
ator e Papai Noel

Para você, o que é o espírito natalino?

Ter a esperança renascida novamente para benevolência dos homens, ter misericórdia em abundância.

Em um mundo cada vez mais consumista, especialmente nesta época do ano, é possível celebrar o verdadeiro espírito natalino? Como?

Sim, esquecendo o lado comercial um pouco e sendo benevolente.

Em um país tropical, qual o traje dos sonhos para o Papai Noel?

Bermuda, camiseta, chinelo e óculos escuros. Já tentei mudar, mas não tem jeito. As pessoas precisam se conscientizar de que o Natal aqui é no calor. A única experiência mais à vontade foi em Conselheiro Lafayete, onde montaram a oficina do Papai Noel e pediram para ir mais descontraído. Fui de macacão,  camisa xadrez, gorro e as luvas.

Qual o balanço que você faz de tantos anos dedicados ao bom velhinho?

Que valeu a pena e está valendo a pena. É a tradução do amor ao próximo.

Conte alguma coisa que marcou você ao longo dos anos?

Uma visita que fiz ao Hospital Mário Penna quando vi uma garota de 15 anos em tratamento, me emocionei e chorei. Naquele dia o Papai Noel chorou.

Já passou por algum perrengue ou um mico?

Sim, no início, há 32 anos, quando não tinha barba natural, usava uma de plástico, e uma criança a tirou na escada rolante de um shopping.

O Papai Noel é um símbolo comercial criado pela Coca-Cola. Mesmo assim você acredita que ele tenha uma importância social?

Sim, na condução e afirmação da confraternização entre os povos.

Na infância, qual era sua relação com Papai Noel e como você decidiu interpretar o personagem ?

Adorava o bom velhinho. Na primeira vez, morava na Usina de Jaguara (Cemig) e resolvi comemorar o Natal vestido de Papai Noel em um carro aberto, distribuindo balas pela Vila dos Operadores da Usina. Tinha 25 anos.

O que veio primeiro: o teatro ou Papai Noel? Quantos personagens e peças você já fez no teatro e o que Papai Noel representa nessa galeria?

Comecei no teatro aos 15 anos. Perdi a conta de quantos personagens interpretei. Mas são mais de 20. Papai Noel tenho como personagem mais fiel.

Como e quando começa seu trabalho nessa época do ano? 

Geralmente, no início de novembro. A partir daí, levo meu show na abertura do Natal de cinco shoppings em Belo Horizonte e Juiz de Fora, cidade onde morei por 15 anos.

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