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Estado de Minas

Sinfônica quebra protocolo e atende a pedido de bis no Palácio das Artes

Cerca de três mil pessoas lotaram as duas sessões do projeto Música de cinema. Com regência de Sérgio Gomes, orquestra mineira apresentou trilhas de clássicos da sétima arte


postado em 07/09/2019 04:00 / atualizado em 06/09/2019 15:31

(foto: Paulo Lacerda/divulgação)
(foto: Paulo Lacerda/divulgação)

Esta semana, o público que lotou o Grande Teatro do Palácio das Artes vibrou com o projeto Música de cinema, executado pela Sinfônica de Minas Gerais. A plateia curtiu tanto que, pela primeira vez em um concerto, a orquestra quebrou o protocolo e atendeu ao pedido de bis. A peça escolhida, claro, foi a suíte de Star wars. Com regência do maestro Sérgio Gomes, o corpo artístico da Fundação Clóvis Salgado levou para o palco trilhas sonoras compostas por John Williams.

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Jovens, crianças e adultos se deixaram levar pelas melodias inesquecíveis dos filmes Harry Potter, Jurassic Park, Superman, Indiana Jones e A lista de Schindler. Uma surpresa para o público foi a invasão “intergaláctica” de personagens de Star wars. Eles fizeram uma “jornada” pelo Palácio das Artes, interagindo com quem estava por lá até chegar ao palco do Grande Teatro.

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A orquestra mineira cumpre com sucesso sua extensa programação de concertos, fato comprovado pelos números de 2019. Até julho, cerca de 17 mil pessoas assistiram às apresentações da ópera O elixir do amor e das séries Sinfônica ao meio-dia, Sinfônica em concerto, Sinfônica pop e Concertos no parque.

REVIRAVOLTA
DANÇA DAS CADEIRAS

Após a polêmica causada pela exclusão da obra José Pinto do Rego, criação de Breno Barbosa, da mostra A dança das cadeiras, o Ponteio recuou. Permitiu a volta da peça (um homem nu numa cadeira) desde que ela ficasse exposta na galeria de Carminha Macedo. “Depois de ter ficado militando com a mídia, o marketing do shopping resolveu voltar atrás. Mas, pra mim, não dá para ficar em cima do muro”, afirmou Breno, que ontem à tarde passaria no shopping para tirar de lá não apenas a sua cadeira. Em comum acordo com Leo Brizola, Ligia Taka, Paulo Vasconcelos e Heloisa Brandão, trabalhos desses artistas também deixariam o Ponteio. Até o fechamento desta edição não foi divulgada a lista de autores que desistiram de expor no shopping.

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O quiproquó começou antes do início da exposição. A peça de Barbosa foi retirada, sob a alegação de que não atendia aos interesses do shopping. A decisão gerou revolta e o gesto foi tachado de censura. Artistas ouvidos pela coluna argumentaram que seria mais indicado deixar a cadeira exposta na galeria de Carminha Macedo. Barbosa definiu sua obra como “uma brincadeira irônica com o glamour e o luxo, uma espetada na hipocrisia social, no falso moralismo e no desejo obsceno por poder tão exaltados atualmente”. Disse também que a cadeira traduz sua paixão pelo trabalho com o corpo humano. Na segunda quinzena de setembro, as peças retiradas do Ponteio ficarão expostas no Grande Hotel Ronaldo Fraga.
 
Sandra Penna(foto: Bárbara Dutra/Divulgação)
Sandra Penna (foto: Bárbara Dutra/Divulgação)
 


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