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Estado de Minas HELVÉCIO CARLOS

''O kartismo é um esporte fascinante!''


postado em 03/09/2019 04:00 / atualizado em 02/09/2019 18:36

(foto: Arquivo pessoal)
(foto: Arquivo pessoal)


Há nove anos desde sua inauguração, o kartódromo RBC Racing, em Vespasiano, na Grande BH, é referência no esporte no Brasil. Por lá, já passaram campeonatos estaduais, nacionais e internacionais, como Copa Brasil, Top Kart, Sul-Americano, GP Nacional RBC, Campeonato Mineiro e Taça Minas para citar alguns. O sucesso é tão grande que o local recebe, por mês, cerca de 4 mil pessoas. Para incentivar o esporte, o kartódromo ainda desenvolve o projeto Piloto do Futuro, inteiramente gratuito para crianças de 8 a 11 anos.

A ideia de criar o kartódromo foi do empresário Rafael Botelho Cançado, que foi piloto em meados dos anos 1980. “Com certeza, os meus resultados fora das pistas foram mais eficientes”, observa com bom humor, lembrando que, como quase todos profissionais da área, ingressou na profissão através do esporte. Rafael confessa que sempre foi apaixonado por mecânica e a transição da pista para longe dela foi muito natural.

Os custos do esporte são alto. Só o preço do motor pode variar entre R$ 9,3 mil (2 tempos) e R$ 4, 4 mil (4 tempos). “Quando falamos em competições de alta performance, o motor é um componente de alta tecnologia com uma baixa escala de produção. Na realidade, em todo esporte de alto rendimento os custos são mais elevados, mas hoje temos a opção dos motores quatro tempos em que o custo é bem mais acessível”, explica Rafael, que ainda defende as categorias amadoras como o caminho mais acessível ao esporte.


COM A PALAVRA
Rafael Botelho Cançado,
empresário

Há 35 anos, você começou sua carreira no kart. Qual é sua avaliação em relação à evolução do esporte em Minas Gerais e no Brasil?

Durante esses anos, o esporte evoluiu tanto em estrutura e segurança das pistas quanto em equipamento e tecnologia. Hoje temos grandes estruturas para atender ao esporte, com pista homologada, loja de equipamentos, oficina, garagens para karts, bar/restaurante e espaço gourmet, o que proporciona ao kartista ótimas condições para treinamento, competições e diversão. O kartismo é um esporte fascinante. A adrenalina está sempre presente, proporcionando ao piloto uma experiência única. Hoje temos categorias amadoras como os karts rental’s (outdoor) para todas as idades, que permite este primeiro contato com o esporte.

Quais os desafios para quem quiser entrar no esporte? 

O kartismo evoluiu muito para se tornar mais acessível com as categorias amadoras kart rental (outdoor), super kart rental (outdoor) e cadete rental para crianças a partir de 7 anos, possibilitando acesso ao esporte de forma prática e barata. Para quem deseja um pouco mais de adrenalina ou competir de maneira mais profissionalizada,  é necessário adquirir equipamentos e contratar uma equipe, o que demanda maior investimento. Atualmente, utilizamos dois modelos de motorização: a 2T (dois tempos) da marca italiana IAME para alta performance e a 4T (4 tempos) Honda para categorias de entrada, que permite um melhor custo-benefício.

Você trabalhou com os pilotos mineiros Bruno Junqueira e Cristiano da Mata. Qual a importância deles para o esporte?

Iniciamos juntos e ambos foram muito importantes na minha carreira. Naquela época, o kartismo era concentrado em São Paulo e nós fomos juntos participar dos torneios. Para mim, foi um divisor de águas.

Fale um pouco sobre os campeonatos amadores e profissionais...

Os pilotos ingressam no esporte normalmente através do kart de locação (outdoor), temos vários campeonatos amadores anuais com altíssimo nível organizacional, formando grandes pilotos. O interessante desses campeonatos é que são mais acessíveis, com grid’s acima de 20 pilotos, proporcionando grandes disputas. Quanto ao kart profissional, todos os anos sediamos o Campeonato Mineiro e Taça Minas, no âmbito regional, e um campeonato de porte nacional, o que motiva os nossos pilotos a se dedicarem cada vez mais ao esporte.

Quem são suas apostas para o futuro do kart em Minas Gerais. Por quê?

Temos vários pilotos se destacando em nível nacional, como o Lucas Staico, que é o atual campeão brasileiro na categoria júnior, e vários outros que estão despontando, principalmente nas categorias de base mirim, cadete e júnior menor.

Há quase duas semanas, um acidente de kart fez uma vítima no interior de São Paulo. A garota perdeu o couro cabeludo. Como você avalia o acidente – foi uma fatalidade, um descuido? Como o piloto deve se proteger dos perigos da pista?

Talvez um somatório de causas. Por meio do briefing, orientamos os pilotos sobre a necessidade de amarrar o cabelo, usar touca ou camiseta para fixá-lo e a utilização de todo o equipamento de segurança de forma correta. Tudo disponibilizado pelo kartódromo. Temos 10 anos de funcionamento e nunca tivemos nada parecido. O kart é muito seguro, desde que tomadas as devidas precauções.

O kart é esporte de alto custo?

O esporte é acessível a todos, o que eleva o custo é o nível de profissionalização. Nas categorias amadoras, todos podem sentir a adrenalina da velocidade com muita segurança.


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