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Estado de Minas

Helvécio Carlos


postado em 13/07/2019 04:00 / atualizado em 12/07/2019 15:49




(foto: Fernando Faciole/Divulgação)
(foto: Fernando Faciole/Divulgação)

Filha do cantor Rogério Flausino, a jovem Nina brilha no hipismo 

Subir no palco como faz o pai, Rogério Flausino, não é para Nina. A filha do vocalista do Jota Quest e de Ludmila Carvalho gosta de cantar, mas confessa: morre de vergonha só de pensar em apresentações públicas. Contudo, ela garante que dá um show no banheiro. “Como meu quarto fica longe do quarto dos meus pais, eles não me ouvem”, diverte-se. Nina Flausino se dá bem, mesmo, é no hipismo. Aos 11 anos, a mineira é uma das apostas do país no esporte. Neste sábado (13), em São Paulo, ela vai disputar a final do Campeonato Brasileiro da Juventude 2019, categoria pré-mirim, que pode garantir vaga no Campeonato Sul-Americano de Hipismo 2019. Nina conversou por telefone com a coluna, na quinta-feira à tarde, em meio às preparações para o torneio. Entre 33 conjuntos, apenas quatro chegam zerados à disputa final. Nina e a égua Cancioneira fazem parte desse grupo.

“Confio muito no trabalho que ela e o professor vêm fazendo. Os dois estão realmente comprometidos. Até o momento em que ela vai para a distensão, minutos antes de entrar na pista, passo toda a minha confiança, peço para manter o pensamento positivo. Falo pra Nina conversar com a égua, fazer uma oração. Depois, durante o percurso, mantenho a positividade”, diz Ludmila, que acompanha a filha em São Paulo. Rogério está em turnê com o Jota Quest.

Nina não sabe exatamente quantos primeiros lugares já emplacou. “Se estivesse em casa, contaria para você, mas acho que tenho mais de 60 medalhas”, diz.

Rogério e Ludmila apoiam a carreira da filha, mas, em contrapartida, Nina tem de mostrar bons resultados na sala de aula e nos compromissos escolares. Aluna do sexto ano do ensino fundamental no Colégio Santo Agostinho, ela faz inglês e cursa teatro no Galpão. “Sonho ser atriz de novela. Eu e minha amiga Malu (Maria Luiza Duarte Mourão) adoramos novelas”, comenta.


COM A PALAVRA
NINA FLAUSINO
AMAZONA
(foto: Fernando Faciole/Divulgação)
(foto: Fernando Faciole/Divulgação)

Quando você se interessou por hipismo?
Há mais ou menos três anos, estava estudando na casa de uma amiga, a Stella (Freire), quando ela me chamou para conhecer a escola de equitação onde treinava. Vi os treinos e gostei muito. Quando cheguei em casa, contei para meus pais e minha mãe marcou uma aula experimental.

Antes do hipismo, qual era a sua relação com o esporte e com atividades físicas?
Minha mãe queria que eu fizesse balé, mas, depois de um festival, nunca mais voltei às aulas (risos). Fiz natação por causa da rinite, mas não gostava da água gelada (risos). Tenho facilidade com esporte, só não sei jogar futebol.

Quais foram os seus momentos mais emocionantes no hipismo? 
Numa das primeiras provas que fiz, estava com 8 para 9 anos, meu cavalo refugou no sétimo obstáculo. Chorei muito.

O que o hipismo tem de melhor? E de mais difícil?
Gosto muito de saltar. Mas é preciso muito trabalho para saber avançar, voltar, onde correr, a postura em cima da minha égua, a Cancioneira. Trabalho é essencial.

Quais são os seus ídolos no hipismo e na teledramaturgia?
Gosto de pessoas que montam muito bem, como o meu professor Henrique Rocha. Do Vitor Teixeira também. Sabe quando você ouve alguém dizer que sente orgulho de ter visto o Pelé jogando? O meu orgulho é ter visto o Vitor Teixeira montando. Na televisão, gosto muito de Isis Valverde, ela é muito legal. E também da tia Cacá (Claudia Campolina, atriz do filme A pedra da serpente, de Fernando Sanches). Ainda não vi o Galpão. Além disso, tenho que estudar como uma louca. Se tem competição, não sobra tempo. Rio horrores com Charles Chaplin. Enquanto muitas amigas estão vendo La Casa de Papel, eu, feliz da vida, vejo A princesa e o sapo. Acabei de ver a terceira temporada de Stranger things, chorei demais no último episódio...

Como é a sua relação com a égua Cancioneira?
A Cancioneira fica em uma baia no Cepel. Sempre que posso vou lá fazer carinho, dar cenoura e maçã. Ela é muito bem cuidada pelo Kiko e pelo Carlos, que são muito legais e gostam muito dela. Acho que eles gostam de mim também.

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