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Hora de união gigante da nação azul pelo Cruzeiro

Raposa abre no sábado uma de suas mais desafiadoras jornadas, com a missão de voltar à Série A do Campeonato Brasileiro


05/08/2020 04:00

A união em torno do objetivo maior, que é o retorno à Série A, deve mobilizar toda a nação celeste(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press - 22/1/20)
A união em torno do objetivo maior, que é o retorno à Série A, deve mobilizar toda a nação celeste (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press - 22/1/20)

 

Logo mais, numa noite estrelada, o Cruzeiro disputará uma peleja contra o Uberlândia pelo Troféu Inconfidência, um dos três únicos campeonatos só conquistados por outros clubes de Belo Horizonte. Além do Inconfidência (listado como uma glória do ano de 1970 pelo Atlético de Lourdes, digna da galeria onde até camisa de acusado de estupro já se passou por troféu), nos faltaria ainda o do gelo (impossível com o fim do amadorismo e com esse aquecimento global) e o da Série B, o qual não nos interessa. Apesar disso, no próximo sábado iniciaremos a nossa caminhada nesse torneio, numa contagem regressiva para atingir – ao final – a quarta colocação e assim retornar rapidamente à Série A, que tem no Cruzeiro um tetracampeão.

 

Todas essas verdades aleatórias escritas acima, além de dar pistas sobre traumas e vergonhas jogados para debaixo do tapete pelos clubes elitistas da capital, não passam do que chamamos no jornalismo de “nariz de cera”. Ou seja, um início de texto mais leve, descontraído e envolvente, com o intuito de conquistar a sua atenção, leitor e leitora, para aí, sim, no parágrafo abaixo, discorrermos sobre o fato realmente importante desses rabiscos semanais. Vamos lá!

 

O início do fim do mundo. Desse modo, nós, cruzeirenses, poderíamos estar encarando essa semana, pois estamos a três dias de disputar o inimaginável para a história do único gigante do futebol mineiro. Sábado será o primeiro dos 38 jogos necessários para nos limparmos do maior crime cometido por cartolas, conselheiros e jogadores contra a imagem do Cruzeiro Esporte Clube. Isso tudo em meio a uma terra arrasada – pelos mesmos – fora das quatro linhas, para a qual aguardamos ansiosamente uma ação efetiva da Polícia Civil e do Ministério Público de Minas Gerais quanto à responsabilização criminal.

 

Apesar disso tudo, para a ira de quem nos quer mal, ao contrário da hecatombe, esse período de espera para o início da Série B acabou por nos trazer serenidade. O que não é sinônimo de perdão, passividade ou esquecimento. Trata-se de entender o quanto a instituição Cruzeiro e nós, torcedores e maior patrimônio do clube, fomos, ambos, vítimas disso tudo. Respondemos ao ódio alheio nos unindo num abraço inquebrável nessa guerra de retorno à Série A prestes a se iniciar.

 

Desde o apito inicial do árbitro no jogo contra o Botafogo-SP até o fim da última rodada, nada será fácil. A serenidade nos trouxe sentido de alerta também. Ao contrário dos outros clubes de Belo Horizonte, que historicamente flertaram com esse torneio, o disputaram ou escaparam por regulamentos favoráveis, nós estamos entrando num terreno desconhecido. Vivemos 100 anos sem saber como andar por esse tipo de solo. Será preciso muita paciência, pois o estrago deixado pelas diretorias passadas (atente-se para o plural) nos levou a iniciar de forma ainda pior. Negativados em seis pontos, só teremos pontuação positiva na terceira rodada, no máximo.

 

Se já não bastassem a turbulência dos bastidores, os seis pontos negativos e nosso completo desconhecimento sobre as manhas e atalhos da Série B, ainda teremos uma dificuldade extra: o peso do manto sagrado. Todos irão querer vencer o Cruzeiro. Ou mesmo armar retrancas intransponíveis, até obterem um contra-ataque, pois sabem bem o quanto nós precisaremos nos lançar 90 minutos ao ataque em busca de todas as vitórias.

 

Mas nos lembremos sempre do abraço inquebrável entre a torcida, o clube e nosso escrete. A partir de sábado, comecemos desse modo a nossa mais difícil jornada da história. Aí, será esperar e ver o que virá primeiro: o Cruzeiro de volta à Série A ou a punição a todos os responsáveis por nos terem feito percorrer esse caminho espinhoso, diferente e passageiro. 

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