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Vidas negras importam, entre elas as de ídolos imortais do Cruzeiro

Exaltá-los, falar deles, escrever sobre eles, escutarmos a história sob a perspectiva deles são algumas das formas de lutarmos contra o racismo estrutural


postado em 03/06/2020 04:00

No esquadrão que ganharia a Taça Brasil de 1966 sobre o Santos, algumas de nossas estrelas negras(foto: Arquivo O Cruzeiro %u2013 30/11/66)
No esquadrão que ganharia a Taça Brasil de 1966 sobre o Santos, algumas de nossas estrelas negras (foto: Arquivo O Cruzeiro %u2013 30/11/66)

 

Adelino (ala), Aldair Pinto (maestro da charanga do Cruzeiro), Alisson “Irmão” (massagista), Andorinha (massagista), Antoninho (ponta-direita campeão de 1971), Augusto Recife, Balu, Bené (zagueiro), Bento (primeiro jogador negro do Palestra, tricampeão 28/29/30) e Bituca (cantor e compositor).

Bituca (zagueiro), Borges, Caicedo, Careca (um dos maiores camisas 10 de nossa história), Cláudio Adão, Clebão, Cleison, Darci Menezes, De La Cruz, Dida e Didi “Folha Seca” (técnico).

 

Dinei, Dirceu Lopes (apelidado de “El Negrito” pela imprensa argentina), Dirceu Pantera, Eduester Lopes (fisioterapeuta), Élber, Elicarlos (chamado de “macaco” em campo pelo argentino Maxi López), Ernani, Espinoza, Estevão (jogador de 10 anos de idade, colocado como moeda de troca na gestão Wagner Nonato Pires Machado de Sá), Evaldo e Evandro (torcedor, neto de palestrino, que sofreu preconceito de torcedor italiano do Cruzeiro).

 

Fubá (torcedor símbolo, vítima de ridicularização num programa de TV fechada por parte de um torcedor atleticano branco), Geraldão, Geraldino (lateral-esquerdo), Geraldo II (goleiro e construtor das arquibancadas do estadinho do Barro Preto), Gilberto, Gomes I (goleiro dos anos 1980), Gomes II (goleiro dos anos 2000), Guerrón, Hingredy (zagueira do feminino), Irineu e Ismael (meia-esquerda, craque da década de 1940).

 

Jackson, Jadir Ambrósio (palestrino, maestro e compositor do hino do Cruzeiro), Jairzinho “Furacão”, Jéfferson (goleiro), Jesum (ponta-esquerda), João Carlos, Joel (camaronês), Jorge Mendonça, Jorge Wagner, Juca (campeão da Cidade pelo Palestra em 1940) e Júlio Baptista.

 

Jussiê, Juvenal (ala esquerda tricampeão 43/44/45), Kelly, Kim (atacante do feminino), Leandro Buchecha, Luisão, Macalé, Macedo, Maicon, Manoel e Marcos Paulo.

 

Mário Tilico, Mário Tito (zagueiro), Miriã (atacante do feminino), Massinha (lateral-direito tricampeão 59/60/61), Mundico (atacante do Palestra, vice-campeão da Cidade 1933), Neco, Nerival (ponta-esquerda), Nocaute Jack (massagista), Orlando Fumaça (zagueiro), Oséas e Paulão (zagueiro, campeão brasileiro 2013).

 

Paulão (zagueiro, campeão da Supercopa 1991), Paulo Florêncio (atacante), Paulo Isidoro I, Paulo Isidoro II, Pedro Paulo, Ramires, Roberto Batata, Rodrigues, Sorriso (jardineiro), Thiago Heleno e Tinga.

 

Tita (massagista), Toby, Valdo, Vanderci, Vanderlei, Vavá (zagueiro), Vítor, Viveros, William Andem (goleiro camaronês), Wladimir (símbolo da Democracia Corintiana e que honrou nossa camisa) e Zé Carlos (eterno “Zelão”).

 

São só 99 dos milhares de personagens negros e negras das páginas heroicas e imortais do Cruzeiro e do Palestra Itália. Exaltá-los, falar deles, escrever sobre eles, nos calar para ouvi-los, escutar a história sob a perspectiva deles são algumas das formas de lutarmos contra o racismo estrutural enraizado em nós mesmos, em todos os clubes de futebol do Brasil e na sociedade de privilégios aos brancos, na qual infelizmente vivemos.

 

Vidas negras importam. A história do Cruzeiro contada pelos negros e negras deve importar.

(*) Agradeço aos amigos Evandro Oliveira (Cruzeiro.org), Luis Otávio Barreto, Marco Astoni, Angel Drumond, Geovano Moreira e André Bueno por reviverem comigo esse trecho fundamental da história de nosso Cruzeiro. 

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