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Estado de Minas DA ARQUIBANCADA

Conte suas histórias com o Cruzeiro

Em tempos de quarentena, lanço a temporada de lembranças e memórias afetivas vindas desse amor eterno chamado 'Cruzeiro'


postado em 25/03/2020 07:00 / atualizado em 25/03/2020 13:41

Em tempos de quarentena, lanço a temporada de lembranças e memórias afetivas vindas desse amor eterno chamado 'Cruzeiro'(foto: Estado de Minas)
Em tempos de quarentena, lanço a temporada de lembranças e memórias afetivas vindas desse amor eterno chamado 'Cruzeiro' (foto: Estado de Minas)
Vivemos um tempo como se o domingo sem jogo do Cruzeiro fosse todo dia. A estranha falta do insubstituível, acompanhada de criatividade para ocupar essa ausência. Passada uma semana dessa peleja mundial (e ao mesmo tempo, familiar) pela vida, muitos já se entrosaram dentro das concentrações em quarentena.

Papo “rápido e rasteiro, como o ataque do Cruzeiro” para distribuir tarefas e solidariedade. Arrumar a “zona do agrião” na cozinha. Limpar as laterais da casa. Mudar uma peça de lugar. Adaptar o home office na meiuca. Dividir a cobertura entre a caixa de brinquedos, o baú de fotografias e os vasos de flor.

O desafio para a segunda semana de pontos corridos é manter o equilíbrio. Condicionar mente e músculos. Dar o pontapé inicial tomando sol na janela. Como se ali estivesse a Nação Azul a brilhar. Saudar a entrada do dia em campo,  gritando um “muito obrigado” paras os jogadores do escrete escalado para estar lá fora, com a função tática de manter nosso vestiário organizado. Sem lixo, com alimentos, finanças geridas (se cuida aí no banco, meu amor!) e zelo pelos contundidos no departamento médico.

Permanecer postado de forma compacta junto aos filhos, irmãos e pais. Exaltar neles qualquer elemento surpresa. Praticar o elogio diário em gols de letras. Oferecer um “eu te amo” ao companheiro ou à companheira, num passe, que de tão açucarado, eles poderão receber no peito como aconchego.

Respeitar o desenho do jogo para reconquistar alegrias. Perdidas em meio à displicência em fundamentos básicos. Perceber que o cronômetro da vida não volta.

Por isso, movimente-se dentro da sua zona de conforto. Seja um elo. Crie felicidade para si e para os outros nessa temporada de confinamento. Sozinho, de cá, como um carregador de piano, eu resolvi jogar o jogo distribuindo histórias.

Na noite passada, toquei a bola para alguns amigos: “me conte uma história sua com o Cruzeiro, inesquecível e bonita, para que outros cruzeirenses, em quarentena, possam ouvi-la”. Devolveram-me centenas! É uma dádiva ser torcedor de um clube capaz de nos oferecer um repertório tão vasto de vivências positivas. O Cruzeiro é um quebra-cabeça gigante das nossas próprias histórias.

Nos próximos dias, irei “trocá-las” entre seus autores. Seguirei nessa posição até quando pudermos voltar às ruas e ao Mineirão, para viver outras tantas. Deixando com que os contadores das histórias da quarentena pendurem suas chuteiras (e canetas).

Por fim, justificando seu ingresso aqui, nessa crônica da semana, ofereço-lhe o gol de placa anotado pelo eleito “craque do jogo”, Luciano José Alvarenga:

 “O que mais me marca na história do Cruzeiro é o símbolo. É motivo de profundo orgulho, sair à noite, olhar para o céu e ver a bandeira do meu clube sempre estendida lá. Ainda que haja nuvens, carregadas de uma tempestade, tão cinzentas que até escondam o Cruzeiro do Sul, a gente tem a certeza de que ele está lá. Nenhum clube do mundo tem essa simbologia, essa identidade tão grande com nosso continente, por títulos e história. E isso é tão bem refletivo na nossa camiseta. As estrelas soltas, e ela, como se fosse a continuidade desse Cruzeiro do Sul. A riqueza simbólica é belíssima. É como se o Cruzeiro fosse um clube de futebol à parte. E por isso, ao mesmo tempo é tão doloroso o que a gente está vendo hoje. Essa crise, que se desenrolou e teve o seu ápice no ano passado, é o coronavírus do Cruzeiro. Espero que a gente saia dessa e a gente vai sair!!!”. 

(*) Essa crônica foi escrita por Alexandre Electro, Bayão, Beto Magalhães, “Brunos” Azevedo Mateus Parreiras Pedras, Cacá, Carlos Gomes, Cláudio Wagner, Émerson Penha, Érico Raposão, Fábio Militão, Rodrigo Fuscaldi, Gabriel Severo, Gargamel, Gilberto Scarpa, Guilherme Reis, Gustavo Nolasco, Hugão, Ikis, Juliane Guimarães, Lenna Lopes, Leonardo Souza, Leopoldo, “Lucianos” Almeida e Alvarenga, Maranguape, "Marcelos" Mendicino Queiroz, Mateus Pessoa, Matheus Borges, Michel Natalzeiros, Mônica Miranda, Patrícia Cardoso, Pauleta, Rafael Gomes, Renê e tantos outros contadores de histórias celestes.

Se quiser fazer parte dessa troca de histórias celestes, faça contato comigo pelo Twitter (www.twitter.com/gustavonolascob), pelo Instagram (www.instagram.com/gustanolasco) ou pelo (www.facebook.com/gustavo.nolasco.77)

Lanço a temporada de lembranças e memórias afetivas vindas desse amor eterno chamado 'Cruzeiro'(foto: Arquivo pessoal)
Lanço a temporada de lembranças e memórias afetivas vindas desse amor eterno chamado 'Cruzeiro' (foto: Arquivo pessoal)


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