Continue lendo os seus conteúdos favoritos.

Assine o Estado de Minas.

price

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Utilizamos tecnologia e segurança do Google para fazer a assinatura.

Assine agora o Estado de Minas por R$ 9,90/mês. Experimente 15 dias grátis >>

Publicidade

Estado de Minas DA ARQUIBANCADA

Pelo fim dos parasitas no Cruzeiro

Enquanto diretores e conselheiros se mantêm omissos, a torcida celeste fará sua parte. Acabou a paz!


postado em 11/09/2019 04:00 / atualizado em 11/09/2019 09:54

Conselheiros contrários à atual diretoria, incluindo o ex-presidente Gilvan de Pinho Tavares, foram barrados no Ginásio do Barro Preto(foto: Reprodução)
Conselheiros contrários à atual diretoria, incluindo o ex-presidente Gilvan de Pinho Tavares, foram barrados no Ginásio do Barro Preto (foto: Reprodução)
 
 
Somente covardes, incompetentes, falsos e crianças não assumem seus erros. Com absoluta certeza, os mandatários do clube celeste e alguns integrantes do seu Conselho Deliberativo não se enquadram na última categoria. Devido ao silêncio programado deles, ainda me é impossível entender e tampouco afirmar em qual das três primeiras opções eles se classificam. Por mais que peguem a lama impregnada nos próprios corpos e joguem nos dos outros, independente de adjetivos e substantivos, é deles a culpa pelo caos moral, ético, gerencial, financeiro e esportivo no qual foi lançado o nosso Cruzeiro Esporte Clube.

Domingo, ao deixar o Ginásio do Horto humilhado, guiei meus trôpegos passos tentando encontrar uma forma de diminuir a indignação por ver a instituição que amamos se transformar numa nau azul sem rumo. A vontade era de encontrar um meio de extirpar esse câncer que está matando pouco a pouco uma paixão dividida por nove milhões de pessoas.

Por certo, respostas não encontrei, mas algumas certezas. Como a de que não surgirá nenhuma solução de fora para dentro. Ou a triste convicção de que a nau azul boiando nesse mar de lama é reflexo da inércia do Conselho Deliberativo. Não só os conselheiros atuais, mas os de mandatos anteriores, que assim como esses, foram displicentes quanto às gestões temerosas de diretorias, que seguidamente, transferiram responsabilidades para as anteriores e nada fizeram para conter a sangria.

Todas tiveram no DNA cromossomos de espécies parasitas. Vermes que, fingindo-se inofensivos, se instalam em corpos sãos. Criam um ambiente onde células boas são impedidas de lutar pela modernização do clube ou pela democratização do voto, por exemplo.

Esses parasitas deixam o corpo fraco, inerte, febril e à beira de um colapso. Esse é o estado do gigante centenário Cruzeiro Esporte Clube. Impossível de ser destruído pelos adversários, mas vulnerável aos vermes caseiros que lhe carcomem por dentro de sua própria estrutura.

Assusta a maneira como o Conselho Deliberativo tem se acovardado. Impressiona como não se sente mal mesmo vendo a honra individual dos seus conselheiros se manchar pelo pecado coletivo.

Sem respostas, me resta dirigir perguntas.

Quantos conselheiros receberam ingressos gratuitos, enquanto nós, sócios-torcedores – por amor –, pagávamos os nossos?

Quantos apadrinhados viajaram às custas do Cruzeiro, enquanto nós assistíamos pela TV e pagávamos nossas contas pessoais?

Quantos de vocês, conselheiros, recebem salários do clube ou têm contratos privados de prestação de serviço enquanto o estatuto proíbe esse benefício desprezível?

Quais se assumem cúmplices dessa balbúrdia e quais estão publicamente buscando agir de forma diferente?

Se realmente são cruzeirenses, frente a esse caos, o que de fato individualmente estão fazendo para salvar nossa história?

Por fim, guardo as derradeiras perguntas para que o “presidente” Wagner Pires de Sá, num momento de sobriedade que lhe permita ao menos raciocinar, possa responder:

Até quando o senhor vai se manter no silêncio e se permitir omisso? Sente medo dos que o cercam? Quem lhe controla? Não tem vergonha em ver seu próprio nome e o sobrenome de sua família no centro dessa lama?

Enquanto eles não respondem, não assumem suas culpas e insistem em nos tratar com escárnio, a arquibancada fará a sua parte. Se sobrar Cruzeiro depois desse caos, num tempo novo, nós, torcedores comuns, não aceitaremos a continuidade da pilhagem moral da instituição Cruzeiro. Devemos estar sempre alertas para que nunca mais surjam gestões temerárias. Dos próximos, queremos a marca pela austeridade com a nossa história de ser um clube de caráter.

Vamos defender o único gigante de Minas Gerais, custe o que custar. Se depender da verdadeira nação azul, o clube lindamente fundado por uma comunidade de imigrantes italianos e operários jamais cairá carcomido por uma colônia de parasitas.

Acabou a paz! Se eles não têm vergonha na cara, nós, cruzeirenses, temos.
 


Publicidade