Jornal Estado de Minas

SAÚDE PÚBLICA

O que pensar para o dia de combate às drogas e ao alcoolismo

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No dia 20 de fevereiro é lembrado o dia de combate às drogas e ao alcoolismo. A dependência de drogas lícitas e ilícitas é considerada um problema de saúde pública e causa impactos culturais, sociais, econômicos e políticos. No Brasil, pelo menos 10% da população sofre com alcoolismo de maneira direta, sendo 70% do sexo masculino - esse é um dado que não descreve o impacto nos familiares, que também é enorme. No mundo, até 6% das mortes estão associadas ao álcool.





A vontade incontrolável de beber, a falta de controle ao tentar parar ou aumento da quantidade de álcool para atingir os mesmos efeitos. Os efeitos são físicos, psíquicos e sociais.

O diagnóstico está mais ligado ao controle do que com tipo ou quantidade de álcool. O consumo também pode ser uma muleta ou cortina de fumaça para outras situações como ansiedade, depressão, angústia, insegurança. Para alguns está associado à euforia e desinibição - bem comum em eventos, shows, grupos, espetáculos e etc.

Alguns questionamentos auxiliam a identificar alguns sinais de alerta (não se trata de um diagnóstico):

%u25CF Você já sentiu que deveria diminuir a bebida?
%u25CF Você fica irritado quando criticam seu hábito de beber?
%u25CF Você já se sentiu culpado por beber?
%u25CF Você já ingeriu bebida alcoólica pela manhã?

- Leia: No Dia de Combate ao Alcoolismo, médicos alertam sobre riscos do vício

O álcool muitas vezes está associado ao hábito de fumar e vice-versa, uma dobradinha que não é vitoriosa. Estão associadas ao aumento do risco cardiovascular, aumento do risco de câncer, úlceras, hepatites, pancreatites, miocardites, e outros tantos eventos trágicos. Não use de desculpa a dieta do mediterrâneo de uma taça de vinho ao dia para compensar a sua vontade de beber, uma coisa é uma coisa outra coisa é outra coisa. De forma geral não existe nível seguro de consumo de álcool, uma vez que nunca podemos prever qual é o impacto individual e a genética de cada um.

O consumo de substâncias que proporcionem a perda do controle individual em qualquer nível não é adequado. O consumo considerado moderado de álcool é de 10g de etanol puro e não é recomendado que homens excedam duas doses ao dia. Além disso, é recomendado que se abstenham de pelo menos dois dias na semana. O Brasil considera a dose padrão como 14g de álcool e considera o corte de uma dose para as mulheres e duas doses para os homens.





Muitas pessoas utilizam esses conceitos e ferramentas que utilizamos para quantificar tratamentos e vícios para concluir coisas que não definimos. De forma nenhuma que dizer que o consumo abaixo do dito moderado é um consumo seguro. Vários estudos descrevem que não há consumo seguro de álcool. Um grande alerta é que o álcool é uma droga que no início está associada às festividades, alegria, e não com melancolia. Antigamente eram presentes as propagandas associadas à mulheres seminuas, esportes e status social, atualmente a regulação do marketing está mais intensa e já é possível observar os frutos.

De forma nenhuma a coluna dessa semana é um instrumento para ser orientador de moral e bons costumes, mas sim para alertar que existe sim o risco, os danos e que não podemos tapar o sol com a peneira. Às vezes aquele amigo, parente ou conhecido que está sempre legal quando bebe, pode não estar tão legal. Se beber não dirija e se cuide.