Bebel Soares *
Depois de uma longa viagem, almoçando uma coxinha no aeroporto de Salvador, onde fizemos escala, chegamos em João Pessoa no fim da tarde do dia 24 de dezembro. Há alguns anos escolhemos essa data para viajar em família.
Escolhemos o hotel pela localização e avaliação nesses sites de viagem. Deu tempo de curtir a piscina que fica no rooftop antes da ceia que resolvemos fazer, no restaurante do hotel, pela praticidade e pela fome. Foi uma cilada. A entrada era maionese ou dadinhos de tapioca. Eu fui amadora e pedi maionese numa cidade onde a temperatura estava em torno dos 28°C.
Comemos a entrada, o prato principal e a sobremesa já não me desceu. Era maionese demais, não era aquele salpicão que estava acostumada. Além disso, eu não ingeria maionese há anos. A bendita estava revirando meu estômago. E, para completar, o espumante que serviram era aquele moscatel bem doce e enjoativo que “harmonizou” muito bem com a maionese. Resultado: voltei para o quarto correndo, abracei o vaso sanitário e botei tudo para fora!
Faz tempo que trocamos os presentes de Natal por memórias de Natal, viagens em família, presença, união, conexão. Na semana passada, fui procurar alguma lembrancinha divertida para dar de presente para o Alexandre e para o Felipe. Me lembrei do Natal que passamos em Santiago do Chile, dançando em cima da cama cantando “Feliz Navidad”. Resolvi comprar meias temáticas e encontrei meias Chocotone na Lupo. Comprei três pares diferentes e presenteei os dois depois da ceia. Em vez de dançar, a gente fez a foto deitados de meias e fomos dormir.
Meu filho é um adolescente de 13 anos. Eu fico procurando coisas que me ajudem a manter a conexão com ele. No dia seguinte, depois de pegar uma praia, passamos no hotel, tomamos um banho e nos arrumamos para ir almoçar. Quando vi que Felipe estava calçando as meias natalinas dele, corri e coloquei as minhas também. Aquele calor, um sol forte, nós dois de bermuda, meia três quartos e tênis All Star. O pai não entrou na brincadeira, só o filho teenager e a mãe queenager.
Parece que o litoral de Minas, que começava em Cabo Frio, no Rio, passava por alguma praia do Espírito Santo e terminava em Porto Seguro, na Bahia, agora vai até João Pessoa, na Paraíba. Ou isso ou eu sou um para-raio de mineiros. Fiz um story no hotel e recebi a mensagem de uma seguidora: “Estou no mesmo hotel que você!”.
Na segunda-feira, sentada na praia ao lado de uma família, escutei um “uai” e puxei papo. Eles também moram em Belo Horizonte, a filha conhece minha sobrinha, o marido é amigo de uma amiga e por aí vai.
Terça-feira, no café da manhã do hotel, um casal de amigos com quem passamos o réveillon do ano passado apareceu. Amigos hospedados no mesmo hotel sem ter combinado, é demais! Postei fotos nos stories do Instagram e um casal mandou mensagem: “Estamos chegando amanhã, vamos tomar uma?”
Que Belo Horizonte é um ovo, todo mundo já sabe, mas eu não sabia que mineiros se atraem desse jeito! Deve ser porque temos bom gosto. João Pessoa é uma cidade maravilhosa, um mar lindo, limpo onde podemos tomar banho de mar nas praias urbanas. O sol é forte, o calor intenso, e o vento é constante. As pessoas são muito gentis e educadas. Tem muitas opções de lazer, muitos restaurantes bons, muito verde. Mais uma capital nordestina visitada e aprovada!
*Fundadora da rede materna Padecendo no Paraíso » padecendo@gmail.com