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Papai é Pop

"Se você ainda está gestando, ou pensando em ter o primeiro filho, corre para ver o que te espera!"


31/07/2022 04:00

Família
(foto: PIxabay)

 
Quando a Ana me contou que a história deles tinha virado filme, e que ela seria interpretada pela Paolla Oliveira e o Marcos pelo Lázaro Ramos, eu fiquei muito animada. Certeza que seria um ótimo filme. Há meses vinha aguardando para assistir no cinema.
 
O filme “Papai é pop”, inspirado no livro “O Papai é Pop”, do Marcos Piangers, entra em cartaz nos cinemas no dia 11 de agosto e eu pude assisti-lo na pré-estreia, em São Paulo, acompanhada pelo meu filho de 13 anos.
 
É um filme para rir e para chorar, como é a vida, a parentalidade. Em vários momentos a plateia dava gargalhadas, e pude observar lágrimas caindo nos rostos das pessoas que estavam sentadas perto de mim.
 
Enquanto o filme passava ali na tela do cinema, outro filme passava na minha cabeça. Cada cena de “Papai é Pop” me transportava para um momento do início da minha maternidade. O fim da gestação, o parto, o puerpério. A sobrecarga, a solidão, a invisibilidade. A obrigação de dar conta de tudo, mesmo exausta. A culpa. A dificuldade de entender todas aquelas emoções. O amor pelo bebê. A confusão mental causada pela privação do sono.
 
Era Elisa ali na tela, mas podia ser eu ou qualquer outra mulher que acabou de ter um bebê. A força e o desamparo de uma mulher no puerpério. E, enquanto a mãe se afoga em mamadas, trocas de fralda, o pai não sabe como se encaixar naquele novo contexto. O desencontro dos casais após a chegada de um filho. Tudo muda nos relacionamentos e ninguém está preparado para essas mudanças. A gente aprende enquanto vai vivendo. Errando, apanhando, acertando.
 
Eu, que tinha deixado tantas emoções guardadinhas, esquecidas bem lá no fundo, chorei muito, vontade de voltar ao passado e abraçar meu eu no puerpério, confusa, cansada. Todas as emoções que eu tentava não ver naquela época vieram à tona. A repressão saiu de mim em forma de lágrimas. Mas não se preocupe, essa sou eu, o filme não é triste, é emocionante, leve, alegre. Também ri muito, dei gargalhadas junto com a plateia. São muitas emoções (como diria o Rei).
 
Enquanto me via na atuação da Paolla Oliveira, aqueles olhares fulminantes de quem não quer ajuda, e sim divisão de tarefas e responsabilidades, também podia ver tantos pais representados pelo Lázaro. Atrapalhados, metendo os pés pelas mãos, perdidos, querendo desistir, errando tentando acertar. Aprendendo, aos poucos, o significado de ser pai, de ser companheiro da nova Elisa (Paolla Oliveira), a Elisa mãe, transformada. O amor por um filho não é instantâneo, ele vai aumentando com a convivência, com os perrengues, com a presença.
 
E que sogra é aquela, gente! Gladys, maravilhosa, vivida por Elisa Lucinda, queria colocar num potinho e guardar! Que amor, que sensatez em forma de avó. De mãe que criou um filho sozinha, como milhares de mães brasileiras fazem. Aliás, a escolha do elenco foi maravilhosa, muito bom ver um casal multirracial na telona num país com uma população tão miscigenada e tão racista.
 
Na volta para casa, meu filho, que deu muitas gargalhadas, disse que também chorou. Comentamos algumas cenas e questões que o filme traz como o abandono paterno, a adoção, o racismo, a vida profissional dos casais. Ele gostou do filme e disse que não precisava ter terminado ali, que dava para emendar muitas histórias e continuar. Ele tem razão, tem muito mais histórias que podem ser contadas, aguardamos a continuação!
 
Aproveite o mês dos pais para levar seu marido, seus filhos, seus pais ao cinema! “Papai é Pop” é um filme necessário. Vai ajudar os homens a entenderem o papel de pai. Se você ainda está gestando, ou pensando em ter o primeiro filho, corre para ver o que te espera!

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