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É Minas Gerais bem colocado na política

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O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) foi reeleito, em primeiro turno, ontem, em votação secreta, como presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional pelos próximos dois anos. A sua candidatura contou com o apoio decisivo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de mais seis partidos: o PSD, MDB, PT, claro, PSB, PDT e da Rede.




Rodrigo Pacheco também pediu união e defendeu a pacificação do país. “Pacificação não significa se calar diante de atos golpistas. Pacificação é buscar cooperação. Pacificação é lutar pela verdade. Pacificação é abandonar o discurso de nós contra eles e entender que o Brasil é imenso e diverso, mas é um só. O Brasil é um só”, afirmou o presidente do Senado e do Congresso.
 
“Para isso, a polarização tóxica precisa ser erradicada de nosso país. Acontecimentos como os ocorridos aqui, neste Congresso Nacional, e na Praça dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023 não podem, e não vão, se repetir.” É ainda do presidente do Senado Federal reeleito.
Será que terá cantoria? Rodrigo Pacheco já recebeu uma coleção de artistas. Basta alguns: o cantor e compositor Caetano Veloso, Nando Reis, Seu Jorge, Maria Gadú, Letícia Sabatella, Chistirane Torloni, Lázaro Ramos e Bruno Gagliasso e a apresentadora Bela Gil.




 
Quem não gostou da cantoria foi o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que levou para a posse na Câmara dos Deputados placas escritas “Pacheco não” e “Fora Lula”. Nikolas era vereador em Belo Horizonte e tomou posse ontem no Congresso Nacional, em Brasília.
 
Embora eleito para a Câmara dos Deputados, Nikolas Ferreira fez questão de demonstrar a sua posição contra a reeleição do senador Rodrigo Pacheco. Ele faz oposição ao governo do presidente Lula da Silva (PT). “Vamos para cima. Porque a paz não vai ter aqui. Vai ter guerra.” Nikolas corre risco na Justiça em inquérito diante de fake news. Vale repetir, perdeu, melhor a paz.
 
O candidato do Psol à presidência da Câmara dos Deputados, Chico Alencar (RJ), defendeu, em discurso durante a eleição na Casa, a independência dos deputados em relação ao governo federal. Ele afirmou ainda que se candidatou para fazer a Câmara defender “interesses públicos”. “Não queremos uma Câmara dos Deputados carimbadora, homologadora, nem chantagista”, disse.




 
Para encerrar, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ligou para o mineiro Rodrigo Pacheco e o parabenizou pela reeleição e pelo comando no Senado Federal. A ligação foi feita para o telefone do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

Ipê-amarelo

O deputado Antônio Carlos Arantes (PL), pouco antes de ser empossados na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), na manhã de ontem, juntou-se ao parlamentar Tadeu Martins (PMDB) para plantar uma muda de ipê-amarelo na entrada da garagem da Casa, na Rua Dias Adorno. A iniciativa representa o sexto mandato do deputado Arantes. À paisana, os dois arregaçaram as mangas, pegaram os equipamentos e fizeram o serviço debaixo de sol quente. Para Arantes, a iniciativa representa um compromisso com a qualidade de vida e o meio ambiente.

Susto do pai de Lira

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), deixou a sessão solene de posse dos deputados da 57ª legislatura depois de o seu pai passar mal durante a cerimônia. Lira estava presidindo a chamada nominal dos parlamentares e foi interrompido para ser alertado sobre a situação. O Departamento Médico foi chamado ao Plenário da Câmara dos Deputados e os brigadistas da Casa legislativa prestaram socorro e conduziram o pai do deputado para fora do plenário. Ele está bem, e a cerimônia foi retomada.





A bandeira da paz

“Um Brasil inclusivo e igualitário, de ordem, progresso está na nossa bandeira e de paz, uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia e comprometida com a solução pacífica das controvérsias, como orienta o preâmbulo da Constituição Cidadã de 1988, é o que almejamos.” Começou assim a presidente do Supremo Tribunal Federal, Rosa Weber. De acordo com ela, os ataques foram realizados por vândalos “possuídos de ódio irracional, quase patológico e imbuídos da ousadia da ignorância”.

Aras virou poeta

O procurador-geral da República, Augusto Aras, quem diria, falou de poesia: “Como o poeta dizia à sua amada, e deveria dizer todos os dias: eu te amo, eu te amo, eu te amo, para nunca esquecer de seu amor. Nós, cidadãos do Estado democrático de direito, precisamos dizer todos os dias: democracia, eu te amo, eu te amo, eu te amo. Essa democracia conquistada a duras penas exigiu sangue, suor e lágrimas de muitos brasileiros”. A declaração foi feita, ontem, ao participar da cerimônia de abertura do ano judiciário 2023, no Supremo Tribunal Federal (STF).

Carlos Viana no Podemos

O senador por Minas Gerais Carlos Viana (foto) deixou ontem o Partido Liberal (PL), do ex-presidente Jair Bolsonaro, e se filiou ao Podemos, conforme informações da Agência Senado. Com as novas filiações de parlamentares desde as eleições do ano passado, o PSD será o maior partido da Casa no início desta nova legislatura, com 15 senadores. O PL, com 12, começa o ano como a segunda maior bancada. A inversão entre as duas siglas foi resultado das movimentações partidárias, nas quais o PSD filiou quatro novos membros.





pingafogo

  • Em tempo: “As instalações físicas de um tribunal podem até ser destruídas, mas ele se mantém incólume, a instituição Poder Judiciário em seu elevado mister de dizer e tornar efetivo o direito, viabilizando a vida em sociedade, realizando o valor Justiça”. Ainda da ministra Rosa Weber (STF).

  • Mais um em tempo: em resposta aos atos antidemocráticos de 8 de janeiro, Augusto Aras disse que, até o momento, o Ministério Público Federal (MPF) apresentou 525 denúncias, 14 pedidos de prisão e nove solicitações de busca e apreensão contra investigados pelos ataques.

  • E tem piada pronta. O senador Sérgio Moro (foto),  do União-PR,  ficará cercado de petistas no plenário do Senado Federal. Os lugares são divididos de acordo com o estado do parlamentar. Ele não pode escolher onde sentar, diferentemente da Câmara dos Deputados.

  • As cadeiras são organizadas em ordem alfabética por estado. O Acre, por exemplo, é o primeiro e o Tocantins fica no fundão. O senador Moro (foto) tende a ficar isolado na Casa, sem assumir cargos de lideranças e comando de comissões. Já que é assim, com a semana começando, chegou a hora de encerrar. FIM!